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29/10/16

A História (das migrações) do Homem

The story of human migrations around the globe is a complex one. Here with the research of Professor Stephen Oppenheimer and his genetic map we take a journey through 160,000 years of human history.

31/01/16

A MITOLOGIA

A MITOLOGIA

Foi a necessidade de explicar a origem do mundo, a sua ordenação, os fenómenos da natureza, a criação do homem e algumas das suas mais íntimas aspirações que levou os gregos à criação dos mitos – tanto divinos como humanos.

Os mitos gregos são concebidos à imagem dos homens e à sua medida. O mundo dos deuses é o prolongamento do mundo dos mortais – no cume do monte Olimpo, envolto em brumas, os antigos faziam movimentar-se as suas divindades, gozando de uma existência liberta do trabalho e da morte.

1.    Do caos inicial – estado confuso onde estavam todos os elementos que haviam de vir a constituir o mundo – destacam-se as primitivas divindades – GEIA ( a Terra) e EROS (o amor).
2.    Geia criou ÚRANO (o Céu) e estabeleceu a primeira ordem na terra: separou os continentes das águas, fez surgir os montes e as ilhas.
3.    Geia e Úrano foram o primeiro casal divino e desta união nasceram numerosos filhos, de ambos os sexos.
4.    Úrano começou a preocupar-se com tanta descendência e lembrou-se de desembaraçar-se de parte dos seus filhos, o que desagradou a Geia.
5.    Assim, Geia entendeu-se com um deles, Crono, que matou o pai, Úrano.
6.    Crono e Reia formam o 2º casal divino.
7.    A família dos deuses complica-se pelos numerosos casamentos entre estes, mesmo parentes, e pelos casamentos dos deuses com mortais (é o caso dos vários casamentos de Zeus).
8.    Os deuses concebidos pelos Gregos transitaram para o Panteão romano com nomes diversos, mas com idênticas funções.
9.    Para além dos deuses principais, que habitavam o Olimpo, muitos outros povoavam os campos, os montes, as águas dos mares, os rios e as fontes


No inicio da árvore genealógica das divindades principais greco-latinas temos os seguintes deuses:
 Héstia (Vesta) - deusa da protecção do lar.
Deméter (Ceres) – deusa das searas e das colheitas.
Hera (Juno) – esposa divina de Zeus.
Zeus (Júpiter) – travou com o pai uma tremenda luta que terminou pela sua vitória, vindo a instalar-se no monte Olimpo. Vencidas várias oposições, conseguiu reinar em paz e veio a casar-se com Hera, sua irmã, constituindo o terceiro casal divino.
Hades (Plutão) – era o deus dos infernos.
Posídon (Neptuno) – era o senhor dos mares e esposo de Anfritite (filha de Nereu e irmã de Tétis). Vivia rodeado de divindades marinhas (nereides, sereias, tritões e ninfas).
Atena (Minerva) – filha de Zeus e de Hera, manteve-se solteira e simbolizava a inteligência e sabedoria.
Hefesto (Vulcano) – filho de Zeus e Hera. Coxo e feio, casou contudo com a mais bela das deusas, Afrodite (Vénus), nascida de uma gota de sangue de Úrano. Hefesto trabalhava como ferreiro.
Hares (Marte) – filho de Zeus e de Hera, era o deus da guerra.
Ártémis (Diana) – filha de Zeus e de uma titã (Latona), era a deusa da caça.
Apolo (Febo) – gémeo de Artémis, simbolizava a beleza masculina e conduzia o carro do Sol.

Hermes (Mercúrio) – filho de Zeus e de uma titã. Frequentemente Zeus encarregava-o de missões espinhosas.

A MITOLOGIA

A MITOLOGIA

Foi a necessidade de explicar a origem do mundo, a sua ordenação, os fenómenos da natureza, a criação do homem e algumas das suas mais íntimas aspirações que levou os gregos à criação dos mitos – tanto divinos como humanos.

Os mitos gregos são concebidos à imagem dos homens e à sua medida. O mundo dos deuses é o prolongamento do mundo dos mortais – no cume do monte Olimpo, envolto em brumas, os antigos faziam movimentar-se as suas divindades, gozando de uma existência liberta do trabalho e da morte.

1.    Do caos inicial – estado confuso onde estavam todos os elementos que haviam de vir a constituir o mundo – destacam-se as primitivas divindades – GEIA ( a Terra) e EROS (o amor).
2.    Geia criou ÚRANO (o Céu) e estabeleceu a primeira ordem na terra: separou os continentes das águas, fez surgir os montes e as ilhas.
3.    Geia e Úrano foram o primeiro casal divino e desta união nasceram numerosos filhos, de ambos os sexos.
4.    Úrano começou a preocupar-se com tanta descendência e lembrou-se de desembaraçar-se de parte dos seus filhos, o que desagradou a Geia.
5.    Assim, Geia entendeu-se com um deles, Crono, que matou o pai, Úrano.
6.    Crono e Reia formam o 2º casal divino.
7.    A família dos deuses complica-se pelos numerosos casamentos entre estes, mesmo parentes, e pelos casamentos dos deuses com mortais (é o caso dos vários casamentos de Zeus).
8.    Os deuses concebidos pelos Gregos transitaram para o Panteão romano com nomes diversos, mas com idênticas funções.
9.    Para além dos deuses principais, que habitavam o Olimpo, muitos outros povoavam os campos, os montes, as águas dos mares, os rios e as fontes


No inicio da árvore genealógica das divindades principais greco-latinas temos os seguintes deuses:
 Héstia (Vesta) - deusa da protecção do lar.
Deméter (Ceres) – deusa das searas e das colheitas.
Hera (Juno) – esposa divina de Zeus.
Zeus (Júpiter) – travou com o pai uma tremenda luta que terminou pela sua vitória, vindo a instalar-se no monte Olimpo. Vencidas várias oposições, conseguiu reinar em paz e veio a casar-se com Hera, sua irmã, constituindo o terceiro casal divino.
Hades (Plutão) – era o deus dos infernos.
Posídon (Neptuno) – era o senhor dos mares e esposo de Anfritite (filha de Nereu e irmã de Tétis). Vivia rodeado de divindades marinhas (nereides, sereias, tritões e ninfas).
Atena (Minerva) – filha de Zeus e de Hera, manteve-se solteira e simbolizava a inteligência e sabedoria.
Hefesto (Vulcano) – filho de Zeus e Hera. Coxo e feio, casou contudo com a mais bela das deusas, Afrodite (Vénus), nascida de uma gota de sangue de Úrano. Hefesto trabalhava como ferreiro.
Hares (Marte) – filho de Zeus e de Hera, era o deus da guerra.
Ártémis (Diana) – filha de Zeus e de uma titã (Latona), era a deusa da caça.
Apolo (Febo) – gémeo de Artémis, simbolizava a beleza masculina e conduzia o carro do Sol.

Hermes (Mercúrio) – filho de Zeus e de uma titã. Frequentemente Zeus encarregava-o de missões espinhosas.

02/10/10

As origens da humanidade - Período Neolítico (10.000 a.C. - 3.000 a.C.)

Há cerca de 10.000 anos, modificações climáticas em muitas regiões da Terra, alteraram a fauna, a flora e o modo de vida das populações.
O novo clima, quente e húmido, levou ao recuo dos gelos para as regiões polares e ao aparecimento de plantas gramíneas, como o trigo e a cevada.
Inicialmente o Homem apenas recolhia os cereais, mas, através da observação da queda das sementes e da sua germinação, aprendeu a cultivá-los. E assim descobriu a agricultura.
Simulâneamente à descoberta da agricultura, o Homem começou a domesticar os primeiros animais: o cão, o carneiro, a cabra, o porco e o boi. Construíram-se cercas e currais e obtinha-se assim leite, carne, peles, lã e ajuda nos trabalhos agrícolas.
O primeiro foco de agricultura e pastorícia ocorreu na região do Crescente Fértil.

Inicia-se assim uma nova fase da Pré-História - O Neolítico.

O Homem passou de recolector a produtor e desenvolveu uma economia de produção.

Os progressos técnicos foram notáveis.

A agricultura e a pastorícia exigiram a invenção de novas técnicas e instrumentos.

Nesta época o Homem continuou a fabricar a maior parte dos instrumentos em pedra. Porém ao aplicar a técnica do polimento tornou-os mais resistentes e perfeitos.
Para o trabalho agrícola fabricou-se a enxada, o machado, a foice e o arado. A mó e o almofariz destinavam-se á moagem de cereais.
Outras inovações técnicas do Neolítico resultaram da necessidade de armazenar e transportar produtos, tais como a cerâmica e a cestaria.
Por sua vez a invenção do tear manual permitiu o fabrico de tecidos e o surgimento de uma outra ténica, a tecelagem.
Também se inventou a roda e a vela.

No período Neolítico o Homem tornou-se agricultor, pastor e artesão.

SEDENTARIZAÇÃO
Com a descoberta da agricultura e da domesticação de animais o Homem deixou o modo de vida nómada. Como não podia abandonar as suas terras e rebanhos, passou a viver permanentemente no mesmo local.

REVOLUÇÃO NEOLÍTICA
Neste período as transformações na vida do homem foram tão profundas que os historiadores consideram que ocorreu uma revolução, designada revolução neolítica.
Os agricultores e pastores concentraram-se em pequenos povoados, junto das terras férteis e na proximidade de água.
Apareceram então os primeiros aldeamentos. Eram protegidos por fossos e muralhas. As casas eram construídas com materiais disponíveis na região, tais como pedra, madeira e barro e cobertas de colmo.
É no Próximo Oriente que se encontram os vestígios mais antigos de aldeamentos Neolíticos, como Çatal Huyuk (Turquia), Jericó (Israel) e Jarmo (Iraque).

DIFERENCIAÇÃO SOCIAL
O aparecimento dos primeiros povoados e da economia de produção permitiu a acumulação de excedentes., que explica as profundas alterações na organização social da tribo.
Deste modo estabeleceu-se uma divisão do trabalho devido à especialização de funções, já que era necessário que todos os membros da tribo praticassem actividades ligadas à produção ou obtenção de alimentos.
Estas alterações promoveram a diferenciação e a hierarquia social com base na idade (os mais velhos dirigiam a comunidade), sexo (as mulheres dedicavam-se à agricultura e os homens à caça e à pastorícia), riqueza (a posse da terra e de rebanhos) e funções desempenhadas por cada indivíduo ( por exemplo, sacerdotes, guerreiros e chefes).

CULTOS
O Homem do Neolítico para sobreviver dependia da agricultura e da pastorícia. Por isso sentiu necessidade de prestar culto às forças da natureza, ou seja, ao Sol, a água, ao vento, à terra e à lua.
Nesta época o Homem acreditaria que ao divinizar a Natureza através das suas práticas religiosas, contribuía para a obtenção de abundantes colheitas e para a reprodução de animais.
A principal divindade das comunidades agrícolas do Neolítico foi a Deusa-Mãe, representada por estatuetas de figuras femininas.
A associação estabelecida entre a terra e a mulher reside no facto de, tanto uma como outra, simbolizarem a vida e a fertilidade. Desta forma, as deusas-mães são representações dos cultos agrários do neolítico.

NOVAS FORMAS ARTÍSTICAS
No Neolítico, as comunidades também prestavam culto aos mortos através da construção de monumentos grandiosos e, ainda, aos astros, nomeadamente à Lua e ao Sol.

Uma nova forma de arte nasceu neste período: Os megalitos.
Estes monumentos eram feitos com enormes blocos de pedra e aparecem em toda a Europa.
Os monumentos megalíticos apresentam várias formas:
. Anta ou Dólmen, monumento funerário, construído a partir de três ou mais pedras colocadas ao alto e coberto por lajes, onde se enterravam os mortos.
. Menir, grande bloco de pedra, colocado verticalmente no solo. É o monumento funerário mais simples.
. Alinhamento, agrupamento de menires em linha, relacionados com o culto dos astros e da Natureza.
. Cromeleque, agrupamento de menires dispostos geralmente em círculo, associado ao culto dos astros e da Natureza, considerado um local de rituais religiosos e de encontro tribal.

As origens da humanidade - Período Paleolítico (3.000.000 a.C. - 10.000 a.C.)

As origens do Homem remontam ao aparecimento dos primeiros hominídeos há cerca de 4 milhões de anos, em África.
O australopiteco  é considerado o primeiro hominídeo.
Os antepassados do Homem apresentavam características físicas e mentais diferentes das do Homem actual.
A sua evolução verificou-se através de um longo e lento processo - hominização - que chegou até ao Homo sapiens sapiens, o Homem actual.
O estudo deste período da Humanidade, denominado Paleolítico (período da pedra lascada) tem sido desenvolvido pela arqueologia, ciência que pesquisa e interpreta os vestígios da actividade humana.
O processo de hominização foi simultâneo ao fabrico dos primeiros instrumentos pelo Homo  habilis. Os primeiros instrumentos, seixos quebrados, eram talhados numa só face, sendo depois aperfeiçoados em bifaces.

4.000.000 anos - Australopiteco - bipedia, verticalidade, libertação da mão, cerca de 1,20 m.
2.000.000 anos - Homo habilis - fabrico de instrumentos, desenvolvimento da inteligência, cerca de 1,40 m.
1.400.000 anos - Homo erectus - descoberta  e domínio do fogo, instrumentos bifaces, cerca de 1,50 m.
100.000 anos - Homo sapiens - Ritos mágicos e culto dos mortos, pontas de lanças, cerca de 1,60 m.
35.000 anos - Homo sapiens sapiens - Arte rupestre e arte móvel, arpão, propulsor, cerca de 1,80 m.

Os primeiros homens praticavam uma economia recolectora - para se alimentar dependiam daquilo que a Natureza lhes oferecia. Caçavam, pescavam e recolhiam raízes, frutos silvestres, vegetais e ovos.

A procura constante de alimentos  impôs o nomadismo quando os alimentos se esgotavamo Homem deslocava-se para outras regiões para garantir a sua subsistência.

há cerca de 400.000 anos o Homo erectus descobriu a forma de produzir o fogo, o que constituíu uma ds principais conquistas do Homem no domínio da natureza.

O desenvolvimento da cooperação entre os membros da comunidade, em tarefas do quitidiano como a caça e a recolecção, conduziu à organização social (divisão de tarefas), o que conduziu a uma melhoria alimentar e ao crescimento populacional.

As primeiras migrações fizeram-se progressivamente a partir de África e expandiram-se para outros continentes, sendo os primeiros a Europa e a Ásia, seguindo-se os continentes australiano e americano nos finais do paleolítico. A última glaciação provocou a diminuição do nível das águas do mar e cobriu de gelo as terras e mares do Norte. Tal fenómeno permitiu a ligação entre alguns continentes como a Ásia e a América. No final do Paleolítico superior todos os continentes eram habitados pelo homem.

Sabemos pouco acerca das crenças dos primeiros Homens. Porém os documentos indiciam que no Paleolítico, o Homem praticava ritos mágicos como uma forma de dominar a natureza e de salvaguardar a sua sobrevivência.
O Homo sapiens terá sido o primeiro hominídeo a realizar o enterramento dos seus mortos. O culto dos mortos está bem presente em sepulturas em que o cadáver era enterrado em posição fetal, pintado, coberto de flores e com adornos. Esta prática revela que o Homem provavelmente acreditava na vida para além da morte. Outros rituais seriam praticados, tais como sacrifícios humanos e danças com utilização de máscaras por feiticeiros.

As primeiras manifestações artísticas do Homem remontam ao Paleolítico Superior, entre o 35º e o 9º milénio a.C.
A Arte Rupestre ou Parietal foi desnvolvida em grutas, cavernas e em rochas ao ar livre, com pinturas, relevos e gravuras. As cenas de caça e pinturas de animais são os principais temas deste tipo de arte. Mas o Homem também pintava marcas de mãos humanas e símbolos. A figura humana raramente aparece na arte rupestre.
Outro tipo de arte do Paleolítico foi a arte móvel. Pequenas estatuetas femininas (Vénus) e instrumentos com cabeças de animais eram esculpidos em pedra, osso ou marfim.
A arte paleolítica está associada às crenças religiosas do Homem neste período. Tem um significado mágico-religioso, em que a representação de cenas de caça pretendia assegurar uma boa caçada através do desenho de animais atingidos por setas. Por sua vez, as Vénus representavam a fecundidade da mulher através das suas formas físicas exageradas.

11/07/10

Mitologia das Sociedades Tradicionais da África Negra

A quantidade de etnias africanas é de tal modo grande e o seu tradicionalismo é tão profundo, que se torna impossível ordenar as mitologias desses povos.
Os povos africanos tendem a admitir um Deus supremo, mas uns encaram-no como criador do primeiro homem e da primeira mulher, enquanto outros lhe atribuem a criação de tudo o que é visível.
Geralmente prestam culto às forças da natureza, concretizados no Sol, na Lua, no Céu, nos Rios, nas Montanhas, nos Ventos.
O facto de quase todos os povos tradicionais actuais adorarem um Ente Supremo ao mesmo tempo que são idolatras, entregando-se às mais variadas formas de feiticismo, tem a seguinte explicação para os antropólogos:
- A crença nos espíritos, nas forças da natureza, na magia e nos feiticeiros, toma um carácter familiar e rotineiro, e coloca essas divindades, génios e poderes mágicos, no mesmo plano dos homens e muito mais perto deles do que do Deus omnipotente.
- Consequentemente, todos os homens são capazes de se aproximar dos seus deuses e espíritos familiares para os honrar, lhes dirigir preces ou oferecer sacrifícios.
- Também podem concretizar esses mitos nas formas mais estranhas, que são ainda o produto da imaginação humana.
- O Deus transcendente não é objectivado mas sentido.

No Nordeste predomina o animismo, à medida que se avança para o Sul, acentua-se a transformação do feiticismo em idolatria.(feiticeiros são entes quase sobrenaturais, de grande prestígio e força, que tratam de todas as doenças por meio de exorcismos, em algumas regiões chegam a classificar-se por especialidades. da caça, dos tornados, da pantera, da mulher grávida, do caimão, os que descobrem os crimes, os que recebem as revelações dos mortos, os que têm o poder de provocar a morte, etc.).
A crença na existência da alma depois da morte é geral. Muitos acreditam que a alma reencarna em determinados animais ou em determinadas plantas.
Mesmo quando não há animismo, os primitivos actuais acreditam que os seus antepassados acreditaram nele.
Temem as cavernas por serem locais de refúgio de monstros e de forças malignas.
também há totemismo.
Existe uma mitologia de animais.
A prática de sacrifícios tem declinado. Predominam os sacrifícios propiciatórios, mas são frequentes estranhos sacrifícios purificadores. Os sacrifícios humanos tornaram-se raros.
Há casos em que a impureza confere uma força mítica. Por vezes praticam o incesto quando querem ficar com um grande poder para triunfar numa empresa difícil. A sexualidade em África em termos de casais regulares, representa a própria sociedade, o adultério e o incesto alteram a ordem estabelecida.
A prática da adivinhação é geral.
O culto dos crânios continua a ser praticado em alguns pontos de África.
A comunicação com os deuses faz-se por dois caminhos - o das preces e o do cerimonial, acompanhados de rituais facilitadores da comunicação que exprimem os desejos e as intenções humanas.
Normalmente são os feiticeiros e mágicos que se encarregam de todo o cerimonial ritual.
Há uma ligação profunda entre o homem vivente e os seus antepassados.

O povo mais primitivo de África são os Pigmeus.
Segundo eles descendem directamente de um Deus, esta ideia dá-lhes uma grande consolação e felicidade, apesar de serem completamente pobres. Não prestam culto a essa divindade celeste acerca do qual contam a seguinte lenda: Deus criou os homens que viviam junto dele e tinham o encargo de lhe obter caça de que necessitava. Numa ocasião, os antepassados caçaram o javali mas, em vez de o levarem à divindade, comeram-no ali mesmo.Quando o Deus teve conhecimento do que eles haviam feito, expulso-os da sua companhia e lançou-os na selva, onde ainda vivem. Mas há na terra outro Deus que lhes está próximo, que os protege e a quem prestam culto. também oferecem as primícias da caça ao Deus da selva e fazem-lhe oferendas propiciatórias. As danças mágicas dos pigmeus são célebres, dado que há 48 séculos foram admirados pelos faraós da IV dinastia: um general egípcio gostou tanto que levou consigo um pigmeu como presente para o faraó o ver dançar.

Mitologia das Sociedades Tradicionais actuais

hoje em dia as principais Sociedades Tradicionais existem na África Negra e na Oceânia.
Apesar de se poder contactar directamente com os "primitivos actuais", as suas concepções mitológicas ou religiosas mantêm-se quase sempre obscuras.
Por um lado não há uma perfeita equivalência entre o seu vocabulário e o das sociedades complexas e, por outro lado, há uma variedade quase ilimitada de cultos e ritos.
Contudo, de uma forma geral, o primitivo sente-se disperso na natureza, por exemplo atribui alma a seres inanimados, e só quando está no seu grupo e no seu habitat é que se sente verdadeiramente ele.
Só assim se pode compreender um povo arcaico.
O Universo mitológico das sociedades tradicionais é de tal modo denso e povoado por seres imaginários que não é possível explorá-lo completamente ou traçar itinerários.

05/07/10

Mitologia - 20 verdades

1 - O Mito significa uma narrativa sobre as origens do mundo, dos homens, das coisas.
2 - A Mitologia não é o estudo das palavras.
3 - Em Antropologia, em História e em Psicologia, os Mitos foram utilizados para se pensar sobre o comportamento humano.
4 - A cultura grega e romana são duas das culturas base da Europa.
5 - As outras culturas base são a celta, a germânica, a judaica e a cristã.
6 - Os mitos gregos foram utilizados em psicanálise.
7 - O complexo de Èdipo não é um comportamento histórico, de longa duração.
8 - A caixa de Pandora significa a imprudência feminina.
9 - Os deuses olímpicos devem o seu nome ao monte onde habitavam.
10 - A primeira geração de deuses gregos eram todos irmãos.
11 - Deucalião e Pirra são as personagens do mito grego sobre o aparecimento dos primeiros homens na terra, na cultura grega.
12 - O mito do Minotauro foi criado a partir de um ser metade homem, metade touro.
13 - Ícaro era filho de Dédalo e morreu quando se aproximou, a voar, do sol.
14 - Os mitos das sociedades tradicionais existem em contextos como África e Oceânia.
15 - Segundo Levi-Strauss, os mitos comunicam entre si.
16 - A Mitologia refere-se a temas base das estruturas elementares do pensamento do homem, como por exemplo, a coragem ou a virtude.
17 - Os africanos acreditam no animismo.
18 - O totemismo não é uma forma de estrutura religiosa e política.
19 - Os feiticeiros, em África, são os mediadores do sagrado.
20 - Quando Lévi-Bruhl apresentou a sua teoria do pré-logismo, foi contrariado por Marcel Griaule, que fez trabalho de campo entre os Dogões.