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23/01/19

Relendo o livro "Alimentação e bem-estar (coma bem, viva melhor)" de Prof.º Isabel do Carmo, Publicações Dom Quixote, 2011.




Beneficie a sua saúde através duma alimentação variada, correcta e equilibrada.

SER GORDO: ACASO OU CONSEQUÊNCIA?
Para deixar de ter peso excessivo é necessário tomar uma decisão.
Não é um só gene, mas uma série de genes, que, no seu conjunto, predispõem uma pessoa a ser obesa.
Esse conjunto de genes vai condicionar o funcionamento do apetite e saciedade.
O ser humano gosta de doces, mesmo ainda na barriga da mãe.
Quem tem a tendência para ganhar peso excessivo desde a infância vai, habitualmente, tê-lo toda a vida.
Prevenir a obesidade deverá ser prática diária de toda a família.
Para perder peso é necessário comer menos calorias do que aquelas que se gastam.
Para perder peso não se pode passar fome. Quando se tem fome, o que apetece mesmo é aquilo que traz calorias imediatas e em quantidade – açúcar e gorduras. O doce é um alimento feito exactamente com os dois.

O PESO IDEAL
Não há peso ideal.
Há um intervalo de pesos em que é menor o risco de mortalidade. É aquele em que o IMC se situa entre 18,5 e 25, sendo o IMC = Peso em quilos a dividir pela altura, em centímetros, ao quadrado.
Outros factores de risco para a morbilidade, para além do excesso de peso, são hipertensão arterial, diabetes, alteração das gorduras do sangue, sedentarismo, consumo de tabaco, etc.
Há estruturas diferentes em cada indivíduo e a estabilidade do corpo é individual. É bom que a pessoa se sinta bem com o peso que tem, que não se canse, que não se ache deselegante.
A percentagem de massa gorda corporal mede-se com um aparelho de bioimpedância, o qual faz passar pelo corpo uma corrente eléctrica de baixa voltagem, que tem velocidades diferentes de passagem, devido à resistência diferente dos vários tecidos, magros ou gordos, que constituem o corpo.
Os valores considerados normais são

ANOS
Homens Mínimo
Homens Médio
Homens Máximo

Mulheres Mínimo
Mulheres Médio
Mulheres Máximo
Até 21
9%
13%
17%

16%
20%
24%
21 – 30
10%
14%
18%

18%
22%
26%
31 – 40
11%
15%
19%

19%
23%
27%
41 – 50
12%
16%
20%

20%
24%
28%
51 – 60
14%
17%
20%

21%
25%
30%
Mais 60
16%
19%
21%

22%
26%
31%

COMO COME?
Os erros alimentares acabam em aumento de peso
Os extras fora das refeições são os habituais agentes de «ganha peso»
É só necessário um consumo diário de 2200 a 2500 quilocalorias. De acordo com o INE consumimos 3500 por pessoa e por dia.

MISTURAR ALIMENTOS
A mistura de alimentos é sempre uma mais valia, visto que fornece nutrientes diversos. Os alimentos complementam-se.
No que diz respeito ao índice glicémico, ou seja o nível e a rapidez a que chega açúcar do sangue, também é mais baixo e mais lento se os alimentos forem acompanhados.
Quanto aos vegetais, misturar cores é uma boa maneira de misturar sabores e qualidade.
Há algumas misturas que não devemos fazer, por razões de absorção. Não devemos beber leite às refeições, nem comer iogurtes à sobremesa, se esta tiver vegetais porque uma parte do cálcio não vai ser absorvida.
A pirâmide alimentar é um guia para as escolhas alimentares diárias. Na base da pirâmide estão as hortaliças (3 – 5 porções) e o pão, cereais, arroz e massa (6 – 11 porções). No meio vem os lacticínios (leite, iogurte e queijo 2 – 3 porções) e frutas (2 – 4 porções). No topo vem gorduras, óleos e doces (use moderadamente) e carne, frango, leguminosas, peixe, ovos e nozes 2 – 3 porções). Água 1,5 a 2 litros diários e exercício físico (pelo menos caminhar 30 minutos diários).
Para mais fácil mneumónica, adoptou-se a roda (tem a forma de um prato) dos alimentos, em vez da pirâmide dos alimentos, mas com as mesmas proporções.

A MASSA ENGORDA?
A massa não engorda mais do que qualquer outro farináceo. Os italianos adultos são dos mais elegantes da Europa.
100 gramas de esparguete têm as mesmas quilocalorias que 100 gramas de arroz.
Se cozinharmos 100 g (em cru) de esparguete (340 Kcal), se lhe juntarmos um tomate (17 Kcal) e uma colher de chá com 2 gramas de azeite (18 Kcal), teremos uma refeição com 375 Kcal. Ainda temos direito a misturar meio queijo fresco magro (43 Kcal) para obtermos 418 Kcal. Se tivermos em conta que um queque vale 400 Kcal, o prato de esparguete com tomate, queijo e azeite, vale bem a troca.
A massa, sob várias formas, é um alimento que pode e deve ser integrado numa alimentação saudável ou num plano para emagrecimento. É comparável ao arroz e pode ser usada desde que com parcimónia.

ADITIVOS
Há aditivos bons e aditivos maus e outros de meio termo.
Há que ler os rótulos e procurar informação sobre esta matéria. E não acreditar em alarmes.
Aditivos bons: os conservantes, que são representados por E200. Evitam a contaminação por bactérias ou a multiplicação dessas bactérias. O botulismo é uma doença grave causada pela multiplicação de bactérias que produzem toxinas, quase sempre fatais. Temos de rejeitar os produtos com as tampas abauladas, convexas para cima que indicam que lá dentro estão bactérias que produzem gases que vão abaular a tampa. Entre essas bactérias pode estar a do botulismo. Para evitar a proliferação desta bactéria, adiciona-se nitrato, um dos E200. Para evitar o crescimento do bolor no pão de forma, junta-se outro E, o profionato. Não se deve comer pão com bolor porque este é tóxico para o organismo. Quanto ao vinho branco, para ser conservado, necessita de um conservante, o sulfito, outro dos E200.
Apesar do papel simpático destes “Es”, é necessário ter cautela. Os nitratos (E249 a E252) podem dar origem a nitrosaminas, que são cancerígenas. Mas como este efeito depende da quantidade, o único cuidado a ter é não comer continuamente alimentos com este conservante. Olhe para o rótulo! Quanto aos sulfitos do vinho branco, podem provocar alergias.
Outros aditivos úteis são os antioxidantes. Estes agrupam-se nos E300 e impedem que as gorduras fiquem rançosas ou que os frutos já descascados fiquem acastanhados quando têm a polpa em contacto com o ar. Ingerir antioxidantes não faz mal.
No grupo E400 e alguns E300 estão os aditivos de textura, como é o caso da lecitina, que é um emulsificante que permite, por exemplo, que o chocolate se mantenha consistente, permanecendo ligados os seus vários componentes. Pertencem também a este grupo os espessantes e gelificantes, que dão consistência ao gel dos alimentos. É o caso do agar-agar ou da pectina dos frutos. É a pectina que dá a consistência à geleia.
Como se vê há vários aditivos que trouxeram uma melhoria para a nossa alimentação.
Mas há aditivos que são dispensáveis:
Os corantes são os E100 que, conforme a cor, asmarelo, vermelho, azul, verde, cinzento, assim vão sendo baptizados de 110, 120, 130, 140, 150. Mas porque havemos nós de comer os alimentos mascarados com outra cor?
Aos alimentos básicos – leite, óleo, açúcar, café, chocolate – é proibido adicionar corantes.
Quanto aos modificadores de gosto, pertencem ao grupo dos E600. É o caso do glutamato de sódio (E621), que tira o sabor do alimento. É muito aplicado na comida chinesa e pode dar o síndrome do restaurante chinês, com calor e mau-estar após a refeição.
Há ainda os acidificantes, que dão ao alimento um sabor mais ácido. E os edulcorantes que dão sabor doce, sem terem açúcar.
Em relação a todos eles convém não comer de forma repetitiva, sobretudo as crianças que têm mais dificuldade em metabolizar.

ALIMENTAÇÃO NA TERCEIRA IDADE
Cada vez mais, a chamada terceira idade chega mais tarde e vamos ter que falar em quarta idade e idosos-jovens e idosos-idosos.
Há situações em que as pessoas idosas ficam mal nutridas e a má nutrição é uma porta aberta para doenças, sobretudo infecções.
No idoso doente, a desnutrição vai favorecer uma má evolução da doença e um mau sucesso no tratamento.
A desnutrição dos idosos é muito mais grave quando estão institucionalizados.
As pessoas mais velhas vão perdendo o sabor e o odor, tal como perdem o sentido de sede.
Por outro lado, têm dificuldade de mastigação. Muitas vezes têm excesso de sedentarismo e estão deprimidos.
O mais fácil é não se sentarem à mesa, não comerem de faca e garfo e engolirem o café com leite e pão. A sopinha agrada-lhes pela temperatura e porque se vai engolindo sem esforço.
Muitas vezes estão polimedicados, alguns dos medicamentos podem alterar o sabor.
Entretanto os músculos vão atrofiando e o gosto de sabor que resta é o dos doces.
Acontece por isso que alguns idosos estão gordinhos mas estão mal nutridos. Ganham massa gorda mas falta-lhes proteínas, vitaminas e sais minerais nos alimentos.
São as pessoas que rodeiam o idoso que devem estar atentas a estes comportamentos.
Enquanto se podem mexer, os idosos devem ser «empurrados» para a rua. Devem beber 1,5 litros de líquidos por dia. Devem fazer as refeições à mesa. A sopa é um bom alimento, mas não dispensa o resto.
Os idosos necessitam de fazer refeições à mesa, pois é na comida de prato, cozinhada, que estão alguns dos nutrientes indispensáveis.
Não se podem alimentar só à base de leite, sopa e pão, mesmo sabendo que esses alimentos são válidos.
Um idoso pode ter excesso de peso e estar mal nutrido.
Uma pessoa mal nutrida está mais vulnerável a infecções.
Os idosos necessitam comer de tudo, mas sob a forma mole (empadão, lasanha, carne picada).
Os idosos devem fazer exercícios para manter os músculos.
Felizmente a esperança de vida aumentou. Não é um mal, é um bem.

CONTA TUDO O QUE SE COME
Os alimentos não são só os que se comem à mesa. Para crianças e jovens, os extras hipercalóricos são os que se comem fora da mesa. É aí que está a origem do peso excessivo.

Os pais que percebem que o filho não consegue enfrentar o seu peso excessivo devem arriscar o confronto. Não todos os dias e a toda a hora. Mas algumas vezes significativas. A sociedade deve programar o combate ao excesso de peso.

REGIMES QUE NÃO RESULTAM
As crianças e jovens não dizem só a verdade. Podem mentir ou omitir. No que respeita à comida, é muito possível. Também não vale a pena serem desmascarados com humilhação. A conversa a s´s com o técnico de saúde (médico, nutricionista ou dietista) pode ser muito útil.

TRANSPIRAR E EMAGRECER
A transpiração não faz perder gordura. A água perdida pela transpiração deverá ser reposta, porque senão haverá desidratação.

EXERCÍCIO FÍSICO
O exercício físico é um complemento num plano de emagrecimento que inclui dieta. É indispensável, mas é complementar.
No entanto, o exercício é muito mais que uma máquina de perder quilos. Tem acção benéfica em todo o organismo e previne doenças. O sedentarismo pode ser apenas consequência de «preguiça» e de dificuldade de mudança.
Deve ser feito exercício programado e não programado.

CÁLCIO E OSTEOPOROSE
A osteoporose apresenta-se hoje generalizada, porque a esperança de vida passou para o dobro em um século. A osteoporose é perigosa, porque pode ocasionar fracturas com grande risco.
Os alimentos ricos em cálcio e vitamina D são necessários para a prevenção e tratamento.
Para além da alimentação é fundamental o tratamento medicamentoso da osteoporose.

A TIRÓIDE E O EXCESSO DE PESO
O hipotiroidismo provoca algum excesso de peso, moderado, mas não justifica a obesidade. Os nódulos ou os anticorpos elevados, em tiroides a funcionar normalmente, não alteram o peso. Não se deve tomar hormona tiroideia para perder peso, quando a glândula funciona normalmente.

SUPLEMENTOS ALIMENTARES
Não se devem tomar «suplementos alimentares» destinados a emagrecer. Estes produtos não passam pelo Infarmed nem estão licenciados pelo Ministério da Saúde. Dependem do Ministério da Agricultura. Muitos são estimulantes prejudiciais, outros são diuréticos ou laxantes. Não se vendem milagres ao balcão.

O QUE É NATURAL É BOM?
Nem tudo o que é natural é bom.
A definição de natural é difícil e irracional. Na Natureza, há muitas substâncias que são tóxicas para o ser humano. Não se pode encontrar numa drageia «natural» aquilo que a vida quotidiana escangalhou. À irracionalidade do desastre ecológico actual temos que responder com uma racionalidade que passa pela interrogação, sem aceitar sem reservas a verdade que nos querem vender.
Muitos chazinhos são bons. As gotas e as drageias «naturais» não se conhecem.

ALIMENTOS FUNCIONAIS
Alimento funcional é aquele em relação ao qual se demonstrou, de forma satisfatória, que tem um efeito benéfico sobre determinadas funções do organismo.
Os alimentos não são medicamentos.
PROBIÓTICOS – é um organismo vivo que, quando ingerido em quantidades suficientes tem um efeito positivo para a saúde. É o caso dos iogurtes com probióticos que melhoram a flora intestinal e parece ter uma função reguladora da imunidade.
PRÉBIÓTICOS – São substâncias contidas em alimentos que pela sua composição melhoram a flora intestinal. São os alimentos com fibra, as frutas, os vegetais.

BOAS IDEIAS PARA COMER BEM
. Coma vegetais e fruta em boa quantidade
. Coma vegetais e fruta da época
. Sempre que possível, compre produtos «bio»
. Poupe em alimentos dispensáveis – refrigerantes, batatas fritas, molhos
. Coma mais peixe do que carne
. Escolha em variedade
. Pratique exercício
. Coma produtos cereais integrais
. Evite as gorduras
. Guarde os doces só para os dias de festa
. Guarde a charcutaria só para os dias de festa
. Aceite que a melhor bebida é a água
. Modere o consumo de sal
. Prefira um copo de vinho tinto
. Produtos embalados, rejeite-os se a data estiver ultrapassada
 . Produtos embalados: rejeite-os se a embalagem estiver em mau estado.
. Produtos não embalados: esteja atento ao aspecto. Rejeite os que estão pobres ou «tocados»
. Compre os alimentos congelados ou destinados ao frigorífico no final das compras
. Compre só o que é necessário
. Separe os alimentos de outros produtos não alimentares
. Mantenha o frigorífico a uma temperatura não superior a 4ºC e o congelador a temperatura não superior a -18ºC
. Faça a limpeza da cozinha todos os dias
. Substitua com frequência as esponjas da loiça
. Ferva os panos da cozinha ou ponha-os em lixívia
. Lave bem as mãos antes de ir cozinhar e sempre depois de ir à casa de banho
. Com amigdalite, tosse, infecções respiratórias, diarreia, feridas nas mãos, não contacte com os alimentos na cozinha
. Tenha na cozinha uma toalha para as mãos e não utilize para isso o pano da loiça
. Os animais domésticos não devem estar na cozinha
. Separe os alimentos crus dos cozinhados
. Nunca descongele à temperatura ambiente. Descongele rapidamente.
. Nunca volte a congelar o que já descongelou

ATENÇÃO
. Perder um quilo, no máximo, por semana
. Deve retirar doces e gorduras visíveis
. Na confecção retirar os fritos
. Abstenha-se de andar a roer bolachas, tostas ou fruta a toda a hora
. Coma lacticínios
. Às refeições, coma sempre vegetais e fruta
. Nunca abandone os farináceos
.

21/01/19

Relendo "Saber emagrecer - 12 passos para perder peso com saúde", de Prof.ª Dr.ª Isabel do Carmo, edição de 2011




Emagrecer é um processo que é sempre moroso e requer muito empenho e grande força de vontade.
12 PASSOS PARA EMAGRECER
1. Veja se e quanto é obeso calculando o seu Índice de Massa Corporal. IMC=Peso em quilos /(Altura em metros x Altura em metros). Magreza menos de 18,5
2. Perceba se está numa fase dinâmica de obesidade ou se está numa fase estável.
3. Tente, sem batota, somar as calorias que ingere ao longo do dia com a ajuda de tabelas.
4. Veja se tem doenças associadas.
5. Decida se quer mesmo emagrecer. Emagrecer não é a chave para a felicidade e muitas vezes as tentativas de perda de peso são mesmo prejudiciais.
6. Não se engane a si próprio. O que engorda realmente é a comida hipercalórica.
7. Tome medidas psi. Estas são as mais difíceis. Encontre satisfação em si próprio. Assuma que tem direito a ser feliz. Assuma que tem o direito e o dever de proteger o seu corpo. Assuma que tem o direito a errar. Assuma que não pode dar infinitamente para estar bem com os outros (os afectos, ou vivem na reciprocidade ou criam raiva). Perca tempo, goze o tempo.
8. Reduza as calorias ingeridas. Constitua um regime de 1200 quilocalorias.
9. Faça regime poli fraccionado. Pelo menos 6 refeições por dia.
10. Ande a pé. Todos os dias pelo menos 30 minutos.
11 Aumente o exercício.
12 Organize-se colectivamente. Forme comissões de prevenção do excesso de peso.

ALIMENTOS QUE DEVE TER EM CASA
. Vegetais, para comer crus ou cozidos
. Feijão, grão, ervilhas
. Arroz, massa
- Fruta

ALIMENTOS QUE NÃO DEVE TER EM CASA
. Bolachas
. Refrigerantes
. Gelados
. Chocolates
. Bolos
. Batatas fritas

PODE IR JANTAR FORA E NÃO GANHAR PESO
. Não toque nos aperitivos
. Não coma fritos
. Peça acompanhamento de vegetais, para além dos farináceos
. Rejeite os molhos
. Como sobremesa coma fruta.

PARA CONTROLAR A QUANTIDADE À REFEIÇÃO
. Pousar o talher cada vez que se leva comida à boca.
. Mastigar completamente antes de engolir.
. Preparar só uma porção de alimento de cada vez.
. Deixar alguma comida no prato.
. Fazer uma pausa no meio da refeição.
. Não fazer outras coisas durante a refeição (ler, ver televisão).
. Usar pratos pequenos.

TRUQUES PARA COMIDA APETITOSA COM POUCAS CALORIAS
. Cozinhe com vinho (Com o calor o álcool evapora-se e com ele vão as calorias. Mas o sabor fica).
. Use ervas aromáticas (Nenhuma delas confere calorias a mais).
. Use gelatina, mas sem açúcar.
. Coma pickles (pois têm pouquíssimas calorias).
. Use mostarda (forte ou doce tem poucas calorias).
. Use molho de soja (tem pouquíssimas calorias).
. Use concentrado de tomate (mas ver a composição no rótulo para saber se não é demasiado açucarado).
. Misture clara de ovo nas sopas (para as tornar mais variadas e compactas).
. Use o micro-ondas (nunca se provou que prejudicasse a saúde).
. Cozinhe em frigideiras antiaderentes (boas para cozinhar sem gordura).
. Junte leite magro para fritar bifes ou mesmo ovos nas frigideiras antiaderentes.
. Coma carne ou peixe grelhados, mas em deixar tostar (porque as partes tostadas são prejudiciais à saúde. Atenção que nos restaurantes vem normalmente besuntada em gordura).
. Espalhe milho nas saladas. (Acrescenta poucas calorias e torna-as muito agradáveis).

TRUQUES PARA QUEM VAI ÀS COMPRAS
. Não vá ao supermercado antes de comer (ou, seja, com fome).
. Leve uma lista de alimentos que quer comprar e compre só esses.
Não leve cartão de crédito. Leve o dinheiro contado.
Não leve para casa alimentos ratoeira, julgando que tem força de vontade suficiente para os não comer.

20/01/19

Relendo "A DIETA INTELIGENTE" de Dr.ª Pilar Rióbó Serván, 2011, edição a esfera dos livros



Mudar os hábitos alimentares e quotidianos

A manutenção a longo prazo do peso perdido é um verdadeiro repto, apenas se atinge com o que se chama educação nutricional

Não existe nenhuma dieta milagrosa e não se deve acreditar nisso. Confio na dieta das pessoas inteligentes, que consiste em aprender a comer de forma inteligente.

A dieta não deve ser um castigo que tenha de se suportar toda a vida. Devem seguir-se algumas regras. Não há alimentos proibidos, apenas alimentos pouco recomendáveis ou que não são particularmente bons.

Pretendemos emagrecer perdendo gordura e não massa muscular, vitaminas ou minerais. O objectivo principal é emagrecer, mas de uma forma saudável.

A única dieta que não funciona é aquela que não se segue correctamente.

"Nós, os especialistas em nutrição, podemos ajudá-lo, se se deixar ajudar e quiser colaborar. Não me cansarei de repetir que deve acreditar na sua vontade em emagrecer e nada se consegue sem algum esforço."

Não se recomenda que a restrição calórica seja superior a 1000 Kcal, já que pode ser nociva para a saúde do indivíduo.

CONSELHOS
Regras para controlar a ansiedade que o leva a comer em excesso:
1. Tente ser uma pessoa positiva, ver o lado bom das coisas e «o copo meio cheio»
2. Identifique a situação que provoca ansiedade. Conhecer a origem das preocupações é o primeiro passo para encontrar uma solução.
3. Se não é capaz de solucionar o problema por si mesmo, pode apoiar-se num tratamento psicológico personalizado.
4. aprenda a relaxar. O desporto, o ioga, as técnicas de relaxamento muscular e de respiração abdominal podem ser úteis para reduzir os sintomas físicos da ansiedade.
5. Melhore a sua auto-estima. «Ame-se a si próprio».

MUDE OS SEUS HÁBITOS DESDE JÁ CUMPRINDO ESTAS 8 REGRAS
1. Tente obrigar-se a fazer três ou quatro refeições por dia ou até mesmo cinco.
2. Procure saborear cada pedaço, mastigando devagar e não se limitando a engolir os alimentos.
3. A partir de agora comerá sentado à mesa., se possível com companhia e dedicando à refeição o tempo que esta merece. Tente não se distrair com outras coisas, televisão, telefone, ...
4. Sirva a sua comida num prato, nada de andar a petiscar aqui e ali.
5. Tente não ficar à conversa à mesa, depois da refeição se isso implicar comer mais do que a conta. Um bom truque é levantar a mesa e continuar a conversar se lhe apetecer. O importante é não comer mais do que o necessário.
6. Quando for fazer compras, leve uma lista e cinja-se a ela. É preferível ir depois das refeições, assim a fome não o levará a comprar (e, posteriormente, a comer) coisas que não deve.
7. Deve limitar os lugares onde come. Se possível coma em casa e sempre no mesmo sítio. Assim será mais fácil não exagerar no que come.
8. Deixe-se de petiscos e entradas, caso contrário está perdido.

CONDIÇÕES PARA REALIZAR COM ÊXITO UMA DIETA DE EMAGRECIMENTO
1. Estudo clínico do paciente por um especialista, no qual se analisem possíveis causas secundárias da obesidade.
2. Motivação por parte do paciente, que é realmente quem vai fazer a dieta.
3. Estabelecimento do peso razoável, acordado entre médico e paciente.
4. Estabelecimento do tempo adequado para se chegar ao peso razoável (em princípio não deve ser superior à perda de 1Kg /semana).
5. Identificação dos hábitos de conduta nocivos do paciente (problemas de ansiedade, petiscar...) e definir o tratamento psicológico dos mesmos.
6. Compromisso de realização de exercício físico regular, de acordo com a idade do paciente.


Estabeleça objectivos realistas, assumindo que o ritmo adequado de perda de peso não deve ser mais de 1 Kg por semana, para ter a certeza de que os quilos que se perdem são de gordura acumulada.

É muito importante não deixar de tomar nenhuma refeição, e não comer entre refeições. A maioria destas "buchas" é de alimentos que engordam.

LEMBRE-SE
A melhor dieta para emagrecer é aquela que o não faz sentir-se escravo da comida.
A dieta que não resulta é aquela que não se faz.
A dieta ideal é uma dieta variada, personalizada e prática.
Não faz sentido apresentar a mesma dieta a todas as pessoas com excesso de peso ou obesidade.
A dieta que faz emagrecer a sua vizinha, pode não ser a que lhe vai trazer resultados.

AS DEZ REGRAS DE OURO
1. Beber, no mínimo, 2 litros de água por dia.
2. Restringir ao máximo o consumo de sal.
3. Substituir os lacticínios gordos por magros.
4. Repartir a ração diária por cinco refeições.
5- Restringir ao máximo o consumo de bebidas alcoólicas.
6. Limite o consumo de azeite na preparação de alimentos.
7. Evitar os pratos que contenham muita gordura, como fritos, guisados e estufados.
8. Complementar a dieta com exercício físico.
9. Substituir o açúcar por adoçantes, como a sacarina eo espártamo.
10. Evitar carnes vermelhas.


Fazer dieta anão é sinónimo de infelicidade. Mudar os hábitos alimentares não
é mudar de vida.

Para evitar petiscar há certas regras simples a seguir:
a) Os alimentos não devem estar à vista, mas sim guardados num único sítio. Não deve haver alimentos espalhados por toda a casa.
b) O ideal seria não ter alimentos «perigosos» em toda a casa. Se se perde com chocolates e doces, procure não comprar esses alimentos.

Devemos tomar todas as precauções para não andar sempre a petiscar. De nada nos serve fazermos uma dieta se depois não se consegue resistir à tentação de um doce e acabar por comer meia tarte.

A obsessão pela comida pode ocasionar um comportamento que desencadeie um transtorno da conduta alimentar.

Se conseguirmos esquecer os nossos pensamentos negativos e propiciarmos que o nosso ambiente social e familiar seja favorável, poderemos emagrecer e alcançar o nosso peso saudável. Porque querer é poder.


EFEITOS BENÉFICOS DO EXERCÍCIO FÍSICO
. Diminuição da mortalidade.
. Melhora a tolerância aos hidratos de carbono e a utilização de glicose e diminui os níveis desta no sangue.
. Melhora a resistência à insulina.
. Sobe os níveis de colesterol bom.
. Diminui a tensão arterial.
. Melhora a auto-estima.
. Diminui o risco de doenças cardiovasculares.
. Melhora a função cardíaca e respiratória.
. Ajuda a manter a massa muscular, a força e a flexibilidade.





18/01/19

Relendo o livro "Emagrecer", Emílio Peres, Edições Caminho, 1996.



MODAS

O conceito de obesidade, ser gordo, tem a ver com os valores culturais de cada sociedade.
Ser muito gordo nunca foi dignificante. A gordura, mais ou menos discreta ou evidente, atributo de poderio e riqueza, acabaria por inspirar artistas e ser apreciada como bela.
À medida que o esforço físico decresce e se modifica a prática alimentar a obesidade avança sobremaneira nas pessoas de estratos sociais modestos, e é por elas apreciada, indicadora de novo estilo e de nova simbologia alimentar.
Desde os anos 30, as classes possidentes europeias passaram a exibir, como marcadores da sua diferença social, um corpo saudavelmente alimentado, enxuto de gordura, atlético, e um vestuário condizente.
A moda desta «gente fina» gerou grande choque no geral das populações, sobretudo nos grupos mais jovens das classes em ascensão.
E como a roupa ganha nova força para rotular o escalão e o êxito na vida, caber num fato ou «ficar bem» com o que se veste adquire vertigem obsessiva.
Emagrecer torna-se um problema social porque confunde emagrecer com perder peso, o que não é o mesmo.
Emagrecer mal, ou seja, o que por aí se chama perder peso, flagela todas as sociedades modernas ocidentais.
Mas ser gordo pode, de facto, constituir problema grave para a saúde individual e coletiva.
O excesso de gordura, por si só, gera doença, congrega-se com um conjunto de graves doenças crónicas e aumenta a probabilidade de morte precoce.
Há quem só se sinta feliz com um peso superior ao desejável. No pólo oposto, há pessoas que só se sentem felizes se pesarem menos que o aceitável. Desconhecem que magreza corresponde habitualmente a um estado de carência nutricional.
Para a saúde, o que interessa é o peso que devemos ter e a sabedoria para o manter toda a vida, como resultado de proporções harmoniosas entre tecidos e órgãos, só possível pela eleição de um estilo de vida sadio, para o que conta exercício físico, comida completa, equilibrada, variada e em quantidades ajustadas ao que se gasta, e sanidade psico-emocional.
O que importa aos que têm gordura a mais é emagrecer harmoniosamente, sem privações loucas e sem violências contra o corpo e o espírito.
É importante recordar também aos mal-emagrecidos, aos que levam a vida em dieta, e aos ioiôs, aqueles que alternam períodos de emagrecimento com períodos de engordamento, que a saúde não ganha nada, pelo contrário essa alternância de pesos prejudica-a.
E importa saber que os vários tipos de acumulação gorda não são perigosos por igual; e que as pequenas sobrecargas gordas até podem, em certos casos, ser vantajosos.

O PESO IDEAL

O peso de uma pessoa é a soma dos pesos de todas as partes que constituem o corpo:
Músculos, ossos, órgãos internos, tecidos de sustentação, sangue, outros fluídos orgânicos e, obviamente, tecido gordo.
No momento em que nos pesamos também conta a urina e o conteúdo do aparelho digestivo.
Em rigor, só há obesidade quando aumenta a proporção de gordura (massa gorda). Essa gordura distribui-se pelo tecido celular subcutâneo, que forra a pele por dentro, e também pelos tecidos que sustentam e atapetam as vísceras.
O peso também sobe em circunstâncias anormais, sem que haja acumulação adiposa: , por edemas volumosos, por volumosa retenção de fezes. pela anormal retenção de líquidos.
Peso normal ou discretamente aumentado é compatível com ser-se gordo ou bastante gordo.
Esta situação de falso magro (ou de falso normal) é mais comum do que parece
Nos emagrecimentos imprudentes, a perda de peso não resulta apenas da saudável diminuição de gordura corporal, mas sobretudo de perigosas perdas de fluídos orgânicos, minerais e estruturas proteicas. É frequente que estes mal-emagrecidos se sintam perturbados psiquicamente e pouco capazes física e intelectualmente. As funções vitais ressentem-se muito e, não poucas vezes, a morte sobrevém no decurso dois meses seguintes a uma perda selvagem de peso.
Emagrecer nem é enfraquecer nem sofrer privações debilitantes e destruidoras. Não é também simplesmente perder peso. É harmonizar a constituição corporal e ganhar saúde.
20 a 25% do peso de mulheres normais no inicio da idade adulta corresponde a gordura, enquanto no homem da mesma idade corresponde apenas a 13%.
Esta gordura é precisa para sustentar e almofadar os órgãos, formar uma capa protetora sob a pele, desempenhar funções metabólicas e constituir uma reserva de energia para obviar situações de privação ou exigências acrescidas.
Mulheres com discretas sobrecargas gordas desmineralizam menos após a menopausa.

É tradicional aceitar-se uma certa subida de peso com o avanço da idade. Hoje, a maior parte dos investigadores não concorda. Considera o peso correto aos 25 anos, idade em que se completa a maturação orgânica, como sendo o desejável para o resto da vida.
A progressiva acumulação adiposa ao longo da vida não é desejável.
Todos conhecem a regra clássica segundo a qual o peso desejável, em quilos deve corresponder ao número de centímetros que excede 1 metro. Esta regra carece de rigor. As pessoas brevilíneas têm normalmente mais peso que as pessoas longilíneas.
Não existe o peso ideal. O peso de referência, vulgarmente aludido como normal, é abusivamente chamado ideal.
Ideal éo peso que proporciona a vida mais longa com o máximo de saúde.
Há vários métodos de estudar a composição corporal: antropometria (pregas cutâneas e circunferências musculares), densitometria, repartição da água corporal, TAC, impedância bioelétrica, etc.
Admite-se que o peso ideal deve situar-se algo acima do de referência.

O IMC é o valor da relação entre o peso, em quilos, e a estatura ao quadrado, em metros. É útil para distribuir obesos por sucessivos escalões de risco de morte antecipada e doença. O escalão de 20 a 25 inclui todos os homens e mulheres «normais».

Pequenas ou modestas sobrecargas adiposas são menos funestas para a mulher do que para o homem.
Exercitar empenhadamente o corpo, uma hora todos os dias, diminui a tendência para engordar, proporciona excelente sensação de bem-estar, melhora a relação entre massa magra e massa gorda e faz perder bastante volume e algum peso, porque gasta gordura e desenvolve músculos. A figura torna-se harmoniosa.

A OBESIDADE                                                                                                                                                         

Há gordura em quantidade acima do normal é que se dá o nome de obesidade.
Obesidade é a hipertrofia do tecido adiposo.
Obesidade define-se como a situação patológica multifactorial caracterizada por acumulação de tecido gordo para além do normal, que incrementa o risco de outras doenças e de morte antecipada.
Comumente a palavra obesidade é reservada para as grandes sobrecargas de gordura. Em linguagem médica obesidade designa todas as situações em que há acréscimo de gordura. Os médicos também designam a pequena obesidade por sobrecarga ponderal.
A linguagem comum designa por magro quem, de facto, possui constituição corporal normal. Com rigor, só são magras as pessoas que possuem gordura abaixo do mínimo desejável.
Emagrecido, em linguagem precisa, é quem perdeu peso e lhe sofre as consequências, boas nos bem emagrecidos, e más nos que perderam peso à força ou por doença. No falar comum, emagrecido conota-se com desnutrido, enfraquecido.

Aceita-se haver obesidade quando a gordura contribuir com 25% ou mais para o peso do homem e com 30% ou mais para o peso da mulher.
Por idades, dos 18 aos 25 anos, a gordura corporal normal no homem é de 13% e na mulher de 20 a 25%. Dos 25 aos 35 anos é de 13 a 16% nos homens e de 20 a 25% nas mulheres. Acima dos 35 anos é de 16 a 22% nos homens e de 22 a 28% nas mulheres.

A obesidade pançuda é perigosa.
Os mais idosos suportam relativamente melhor a acumulação de gordura.
Um grande objetivo sanitário atual é manter boa resistência óssea.
A osteoporose como resultado de envelhecimento e desmineralização do esqueleto, é situação penosa e incapacitante.

Os aparelhos de bio-impedância são de uso fácil, fiável e barato. Os aparelhos dizem logo quanta gordura tem uma pessoa e fazem as contas e indicam qual o desvio da massa gorda existente em relação ao padrão adoptado.
Quanto maior é a obesidade mais perigosa se torna.
A obesidade afeta mais grave e precocemente os homens do que as mulheres.
A obesidade ginóide, em que a pessoa configura uma pêra, verifica-se quando a acumulação gorda prefere o tecido subcutâneo das partes inferiores do corpo (baixo ventre, nádegas e coxas).  Na obesidade androide a pessoa configura uma maça e a acumulação dá preferência à parte alta do corpo ( metade superior do ventre e tórax).
Os riscos da obesidade androide são maiores e mais cedo observáveis que na obesidade ginóide.
Esta maior prevalência de complicações relaciona-se com a maior quantidade de gordura acumulada dentro do abdómen.
O obeso androide começa a engordar de dentro para fora.
A obesidade ginóide começa de fora para dentro.
Nem todas as obesidades assumem por completo o tipo androide ou ginóide. Avultam situações combinadas.
A gordura intra-abdominal tem um método simples de medida. Mede-se a circunferência da cinta, em centímetros, com a fita métrica aplicada acima do umbigo pelo plano das últimas costelas.; mede-se a da anca rodeando a parte mais larga das nádegas e da anca; divide-se o primeiro valor pelo segundo.
Vigiar a relação cintura anca é tão importante como vigiar o peso.
A obesidade será androide, no homem, quando a relação for superior a 1 e na mulher a 0,91. Quando inferior e haja obesidade, ela será ginóide.
No caso de obesidade androide, pinçar entre os dedos todo o tecido adiposo que se possa apanhar, depois de enterrar as pontas dos dedos, o mais fundo possível, até encontrar o plano mais duro dos músculos abdominais. Se é barrigudo, mas consegue pinçar muita gordura subcutânea talvez não tenha muita gordura intra-abdominal. Se, o estômago é proeminente, ou toda a barriga o é, mas os dedos pouco ou nada apanham e o plano muscular apresenta-se duro, tenso, empurrado pela massa intra-abdominal, então a gordura predomina no interior, a forrar as vísceras. Esta gordura perivisceral é a mais nefasta de todas.
A maioria da obesidade androide acumula predominantemente gordura visceral.
Há muito maior frequência da obesidade visceral nos homens que nas mulheres.

Há uma doença preocupante para as mulheres, mas que é pouco frequente. Trata-se da celulite, que é uma doença crónica, que nenhum tratamento para emagrecer resolve.
A celulite é uma entumecência inflamatória do tecido subcutâneo que se manifesta por nódulos de consistência e extensão variáveis, no geral duros. Ter a ver com defeitos da circulação linfática agravados por condições hormonais propícias, por posições inadequadas longamente mantidas e por traumatismos repetidos. É uma venocapilarite específica.
Correntemente, chama-se «celulite» aos palpos, que são acumulações flácidas de gordura nas ancas e coxas, cujo tratamento é um grande negócio. Os palpos nem são duros, nem dolorosos, nem inflamados. A pele é flácida, perdeu elasticidade, o que dá às coxas um aspeto ondulante. O mais frequente é que essa pele, envelhecida, resulte de uma alimentação pobre e deficiente. O tratamento exige exercício físico regular, intenso e uma dieta nutricionalmente muito rica e caloricamente ajustada.

PORQUE SE ENGORDA?

A obesidade é excecional em países pobres, pelo contrário, em países ricos a frequência da obesidade é grande e continua a aumentar.
 Aparentemente, é gordo quem quer, porque come acima do que precisa para a exercitação física que desenvolve. Mas a questão não é assim tão simples. Há razões não alimentares que levam as pessoas a comer para além do indispensável.

A herança genética, a hereditariedade tem influência no perfil metabólico de cada um.
Um estudo clássico demonstra que a probabilidade de ser gordo é de 40% dos filhos, no caso de um progenitor o ser, e é de 80% quando pai e mãe o são. Outro estudo, realizado na Dinamarca, demonstrou que o peso corporal dos adotados relaciona-se muito expressivamente com o dos pais biológicos e menos com o dos adotantes. O peso corporal de gémeos verdadeiros é semelhante toda a vida, independentemente das famílias em que foram criados e do ambiente em que depois continuaram a sua vida, enquanto os gémeos diferentes apresentam grande variedade de pesos.
Mas seja qual for a força dos fatores genéticos, é o ambiente destruturante e a «cabeça» que fazem o gordo.
Em condições de vida livre e em ambiente natural, os humanos comem quando sentem fome e param de comer quando se sentem saciados.
Os centros reguladores da fome e da saciedade localizam-se no hipotálamo. que existe no encéfalo primitivo. Os centros reguladores integram informações recebidas do corpo e emitem ordens de funcionamento e comportamento adaptadas a cada momento. O novíssimo cérebro humano pode interferir na natureza, qualidade e equilíbrio das ordens hipotálimicas porque possui capacidade para modificar a regulação automática de alguns centros vitais, nomeadamente os do apetite, através de mensagens, umas vezes decorrentes de desejos, emoções, hábitos, cultura e demais opções cerebradas, úteis ou gratificantes e, outras vezes, decorrentes de variadas situações patológicas, nomeadamente psicóticas e neuróticas. O cérebro pode, portanto, desregular o automatismo da fome e da saciedade.
No fundamental, o despertar da fome decorre do nível sanguíneo de glicose: quando baixa, sente-se fome e esta solicita uma refeição diversificada e equilibrada onde abundem hidratos de carbono.
À medida que o estômago se preenche, que a produção de calor relacionada com a refeição aumenta, e que o tecido adiposo se restabelece de gordura, o hipotálamo integra essas informações e determina o fim da refeição e o tempo que permanecerá sem voltar a comer.
Indivíduos saudáveis em ambiente favorável sentem fome e saciedade na medida justa para conformar a ingestão de alimentos com as exigências orgânicas.

Doenças endócrinas, do sistema nervoso central e cromossomáticas desregulam o apetite ou modificam o rendimento metabólico.

Alguns medicamentos também aumentam a tendência para engordar porque modificam o metabolismo ou o apetite.

A fome tardia reactiva instala-se 2 a 3 horas depois da última refeição, no caso de ter sido escassa de alimentos ou carecida de hidratos de carbono. As penosas hipoglicémias. Esta fome sente-se pouco no estômago e mais no corpo, com tonturas, suores, tremores, perda de força, etc. Para combater a fome reactiva é bom organizar o dia alimentar com verdadeiras refeições, balançadas, a intervalos não superior a 3 horas.

 Outra anomalia do apetite é a elevação do limiar da saciedade. Obesos com esta anomalia raramente sentem fome, uma vez sentados à mesa, nunca mais param, especialmente quando em boa companhia.

A obesidade de adultos pode resultar de relações anómalas com comida dramatizadas, desde a mais tenra idade, como resposta para variados conflitos. Mas pode estabelecer-se uma relação anómala perturbadora, mais tarde, como resultado de confrontos penosos com agressões (luto, perda de emprego, pânico, desgosto) que deterioram a autoconfiança e a auto-estima e geram insegurança e ansiedade sobre um fundo de frustração depressiva. Os açúcares (hidratos de carbono) são necessários para a produção de opioides que provocam bom-humor. I açúcar atua como droga pois torna o obeso progressivamente mais dependente dele, procurando insistente e repetidamente guloseimas açucaradas.
Comer, praticar ginástica aeróbica e outras atividades intensas também libertam opióides, o que explica o seu papel de apaziguadores do apetiter, substituindo a corrida ao açúcar. Crestar longas horas ao sol tem o mesmo efeito.

As doenças do comportamento alimentar – anorexia nervosa, bulimia nervosa e crises de voracidade – são outras anomalias

Nos dois primeiros anos de vida e na puberdade, as células adiposas estão nos momentos de maior diferenciação. Multiplicam-se e tornam-se maiores, muito maiores, se a criatura come muito e engorda. Para o resto da vida, o tecido adiposo de quem foi gordo nessas fases de desenvolvimento ficará com mais células adiposas e essas células permanecerão para sempre maiores e mais ávidas de gordura.

O casamento provoca grandes modificações nos hábitos e, no geral, enfraquece a preocupação com a imagem corporal.

A idade dourada, cerca dos 50 anos, as necessidades energéticas começam a decrescer naturalmente. A silhueta modifica-se, mais barriga e menos coxas e pernas.

A CULPA DA COMIDA

Os amiláceos -pão, arroz, batata, massas, feijão, não podem faltar porque são os fornecedores de amido, o hidrato de carbono melhor adaptado para prover as necessidades energéticas do organismo e são ricos em outros nutrientes indispensáveis.
Os regimes hiperproteicos são de evitar porque lesam a função renal.
A água é o único alimento que não engorda, porque não fornece calorias.
Os produtos hortícolas não engordam porque são tão escassamente calóricos que seria necessário comer quilos para terem expressão.
Óleos e gorduras constituem a família alimentar mais engordante. Cada grama de gordura fornece 9 calorias enquanto 1 g de álcool fornece 7 e 1g de proteínas ou de hidratos de carbono fornece somente 4.

O organismo absorve as moléculas proteicas e hidrocarbonadas depois de o processo digestivo as ter extraído dos alimentos. Leva-as depois para o fígado que as transforma noutras moléculas. E, depois, distribui-as pelos tecidos necessitados. São então captadas pelas células que ou as transformam de novo ou as integram na sua estrutura. Apenas as moléculas que eventualmente sobrem, no caso de se ter comido demasiado, serão transformadas em gordura e depositadas no tecido adiposo.
Todas aquelas transformações metabólicas consomem energia e, em consequência, só parte das calorias, a que corresponde às moléculas proteicas e hidrocarbonadas que não foram aproveitadas pelas células para lhes fornecer energia ou materiais estruturais, é que sobra para formar gordura de reserva. Isto significa que são necessárias ingestões verdadeiramente excessivas de proteínas e hidratos de carbono para que se engorde.
Pelo contrário, as exigências metabólicas e estruturais do organismo quanto a gorduras limitam-se a pouco mais de uma dezena de gramas de ácidos gordos indispensáveis, por dia. Toda a gordura ingerida além daquela quantidade, segue, sem custos energéticos e sem trabalho metabólico, direitinho para o tecido adiposo, onde é armazenada.
Quanto às bebidas alcoólicas, a sorte do álcool é a termogénese. Qualquer porção de álcool faz «sobrar» as calorias equivalente dos outros nutrientes (gorduras, sobretudo) que se destinariam à regulação térmica. Álcool será tanto mais engordante quanto menores forem os desafios da temperatura ambiente à manutenção da temperatura corporal.
Quanto ao açúcar, sacarose pura, merece referência especial. Fornece «calorias vazias», ou seja, exclusivamente energia. Faltam-lhe por completo os nutrimentos reguladores, indispensáveis para a sua metabolização. Em consequência, o açúcar desequilibra qualquer esquema alimentar, porque lhe aumenta o valor calórico sem a contrapartida dos nutrimentos reguladores que esse valor calórico exige.
Aos excessos de gordura e álcool e ao açúcar em bruto cabem grandes responsabilidades na situação sanitária degradadas sociedades abastadas.
Gordura e açúcar simultaneamente em excesso são também responsáveis por desregulação do apetite e da saciedade.
Alimentação muito gordurosa aumenta o número de células adiposas.
Abuso de açúcar incrementa a deposição adiposa.
Comida de cafetaria, super engordurada e superdose, acarreta a elevação rápida do consumo calórico, aumento progressivo do número de adipócitos, ampliação do tamanho dos adipócitos e incremento da sua avidez por gordura.
O hábito de comer refeições hipercalóricas perpétua e acentua a dificuldade de certos obesos para autorregular o volume de cada refeição e para não comer nos intervalos.
As grandes ingestões abastecem energia em tal quantidade que as células adiposas não só têm que armazenar muita gordura como são estimuladas para aumentar de volume, ao mesmo tempo que mais células adiposas são formadas.
A repetição de refeições hipercalóricas ao longo do tempo induz a formação de cada vez mais adipócitos grandes.
A comida hipercalórica e desequilibrada em uso nas modernas sociedades de consumo é fator de retumbante responsabilidade pela génese e perpetuação da obesidade; é-o também pela generalização da grande obesidade disforme. Essa comida susceptibiliza a acumulação adiposa e certas doenças, é vulnerabilizante porque induz hiperinsulinismo, é provocadora pelo excesso calórico que disponibiliza e é amplificadora quando se perpetua.

ENGORDAR PODE EVITAR-SE?

A obesidade tende a recidivar. O fracasso é vulgar a longo prazo.
A obesidade deve ser encarada como doença crónica.
A obesidade não está sozinha. Enfarte do miocárdio, cancro do cólon, diabetes, etc, falamos atualmente de conglomerado de doenças metabólicas e degenerativas crónicas, que reúne o conjunto de processos patológicos aparentados pelas mesmas razões causais e suscetíveis de ser evitado pela adoção de medidas comuns integradas num estilo de vida sadio, protetor. Embora não possam ser curadas da mesma maneira, mesmo em plano terapêutico recomendam-se medidas semelhantes para todas.
Uma vez que as causas da obesidade são múltiplas e interativas, as intervenções preventivas e corretoras também devem sê-lo. Exemplos; atividade física, alimentação, equilíbrio emocional.
Atenção! Não se pense que cortar pão, batata e arroz evita ser gordo. Pode até ser muito contraproducente. Considere-se a obesidade como resultado da imbricação de variados fatores causais que atuam a sete níveis complementares do ser humano: a nível físico, a nível efetivo, a nível intelectual, a nível profissional, a nível social, a nível ambiental e a nível espiritual.

Recomendações para não engordar
- Pese-se todos os meses e elabore um registo dos pesos.
- Olhe-se no espelho.
- Coma sadiamente

Sedentarismo é pai da obesidade
Se a sua ocupação é sedentária deve dedicar todos os dias, 1 hora ou mais a uma atividade física de lazer, como caminhar, e aos fins de semana mexa-se o mais que puder. O exercício é realmente uma grande medida.
Fugir de comida engordurante – fritos, folhados, assados, pastelaria, lixo alimentar e comida rápida, natas, molhos gordos, manteiga, margarina, creme, queijos gordos, chocolates, pastas, enchidos gordos, etc.
Coma comida tradicional portuguesa à base de caldeiradas, jardineiras, ensopados, arrozes, cozidos, grelhados, assados na brasa, etc.
Não trocar comida a sério por coisas leves. Não petiscar a toda a hora. Não beber café açucarado, refrigerantes, sumos, cervejas, bebidas brancas.
Cereais de pequeno almoço, pão de forma, bolachas, confeções modernas embaladas são alimentos muito calóricos.
Estude os rótulos. Saiba o que come.
Prefira refeições e merendas estruturadas e sente-se â mesa para comer.
Coma às horas próprias verdadeiras refeições.
Doçaria e bebidas açucaradas para além de hipercalóricas, causam habituação.
Habitue-se a encharcar-se com água, água com limão, infusões, chá, tudo sem açúcar.
Tenha água sempre à mão e beba mesmo sem sede.
Coma fruta no primeiro almoço.
Comece almoços e jantares com sopa de abundantes hortaliças, saladas. Abra a refeição com vegetais.
Junte mais vegetais ao prato.
Nas refeições de todos os dias não falhe de comer amiláceos: arroz, feijão, massa, batata.
Distinga comum de festivo, no dia-a-dia atenta na qualidade e quantidade do que come. Em dias de festa, coma à vontade do que lhe aprouver. O festim gastronómico é necessário: emocionalmente estimulante, apazigua tensões e reduz a tendência para transgredir.
Viva em plena sanidade psico-emocional. Para tal faça exercício físico e, se necessário, trate-se com um psiquiatra.

Cuidados para não reengordar:

O peso tende a voltar ao valor inicial, ou até a superá-lo, sempre que se interrompe precocemente um tratamento.
Só parar o tratamento quando se alcança o peso desejado e ficam estabilizadas as condições para manter o peso conseguido.

Cuidado com a maneira de comer, pratique desporto, atenção ao estado emocional. Submeta-se a reavaliação médica periódica e relembre aos médicos o facto de já ter sido obeso, porque vária medicação pode precipitar novamente acumulação de gordura.

Quando se acabou de levar a termo uma cura de emagrecimento, deve respeitar-se um conjunto de atitudes:
(Há que encarar a obesidade como doença crónica. Pelo fato de estar compensada num dado momento, não dispensa vigilância permanente e correção imediata de qualquer desequilíbrio)
- continuar a completar o tratamento dos distúrbios psico-emocionais,
- manter os hábitos de alimentação sadia e de exercício físico durante toda a vida. O período de emagrecimento deve ser encarado como um intervalo operativo situado entre velhos hábitos errados e uma nova prática sadia que consolide o resultado obtido.
- educar a família e o meio humano envolvente para que deixem de ser provocadores de obesidade, adotando também eles um estilo de vida sadio. Quando não se modificam os costumes do paciente e do seu grupo, a recidiva é quase certa.

O emagrecimento rápido

Ter em conta a velocidade com que se emagrece. Programas violentos fazem correr grandes riscos (perdas brutais de tecidos nobres, deficiências imunitárias irrecuperáveis, alterações funcionais graves de eixos hormonais, cálculos da vesícula biliar ou até perturbações mortais da condução cardíaca).

Todos os programas de perda rápida de peso, que combinam drogas de variados efeitos ou que se servem de dietas de baixo conteúdo calórico, tornam o tecido adiposo ávido de gordura.

O período intercalar

Atingido o peso programado ou possível, deve-se respeitar um período de transição durante o qual, abandonada a dieta, ainda não se entra a comer livremente embora de forma correta. Esse período intercalar deve manter-se durante 3 a 5 meses.
Este período intercalar, na generalidade esquecido, favorece a adaptação progressiva do doente à alimentação normal (mas correta), reduz a frequência de de procedimentos transgressores e vorazes, e permite avaliar a tolerância ao maior fornecimento de calorias- Na circunstância do peso se manter, então, o que o doente introduziu a mais, basta se o peso sobe, ou aumenta a exercitação muscular ou volta a comer menos. Se o peso continua a descer, então precisa de mais comida.
Um aumento repentino de 1 a 2 quilos costuma relacionar-se com fixação de água e não de gordura e só merece intervenção caso o peso continue a aumentar.

No decurso desta transição entre a dieta e comida racional podem adotar-se três critérios:
1 – Manter horários e culinária de dieta mas aumentar a ração hidrocarbonada e também, embora menos, a aração gorda.
2 – Manter a estrutura geral da dieta mas introduzir mais hidratos de carbono e liberalizar o modo de cozinhar.
3 – Manter a dieta mas com a liberdade de 2 a 4 refeições livres em quantidade, embora de acordo com as regras de alimentação sadia.

Após ter-se emagrecido e passado pelo período intercalar, adota-se então uma alimentação normal, equilibrada, completa e bem repartida por refeições estruturadas, autênticas, na companhia da família, entretanto conquistada para a prática corrente da alimentação sadia. Nada de viver com a obsessão do que engorda. O novo dia a dia parcimonioso nada tem a ver com comida adietada, de fraco sabor e triste aspeto. É necessário saber cozinhar com arte. A comida tem de dar prazer. Desejam-se apreciadores e não glutões.
O dia-a-dia contido não desaconselha o festim gastronómico. Tem virtudes e comer, uma vez por outra, a bel-prazer tem vantagens. Não é por quebrar de vez em quando a regra que se estraga o peso. É ao repetir erros todos os dias ou, pior, a todas as horas, ou ao readquirir hábitos sedentários. 
De pouco vale cozinhar sadiamente boas refeições quando todos os dias se «completam» com um docito, uns copitos, umas tapas. Lá se vai o equilíbrio.

Vale a pena emagrecer?

A obesidade é a situação patológica mais difundida nas sociedades modernas.
A sociedade tenda a estigmatizar  e marginalizar os gordos. Obter o primeiro emprego, ascender na hierarquia, casar dentro ou acima do seu estrato social, ou melhorar o nível socioeconómico é muito difícil para quem é gordo. Assim as filas de candidatos a perder peso engrossam.
Adelgaçar a silhueta origina grandes negócios
As doenças do comportamento alimentar, cuja frequência cresce assustadoramente, são consequência lógica dos valores próprios das sociedades ricas de consumo.
É difícil vencer uma doença de causa social, sem tratar a sociedade.
Volumosa eé a oferta de métodos miraculosos para emagrecer e tais métodos mudam de nome e de aparência como as bruxas.
Desenganos, frustrações, engordar ainda mais, complicações de saúde e doenças do comportamento alimentar são o corolário desta incontida agressão multiforme.
Cortar ao acaso a comida pode ser muito mau.
A solução é simples: mexerem-se mais e passarem a comer sadiamente. Educar.
Pequenas sobrecargas ponderais não acompanhadas de deficiências nutritivas, não são molestas. Só merecem intervenção as que tendem a agravar-se e as que provocam mal-estar emocional decorrente da não aceitação da imagem corporal.

Os sempre em dieta, que são tanto pessoas com peso satisfatório, como obesos, balançam entre períodos de restrição alimentar e de comida livre. Incapazes de cumprir até ao fim o programa de que precisam, e de abraçarem, depois, um estilo de vida protetor. Os sempre em dieta beneficiam muito com terapêutica psiquiátrica e exercício-

O ioio, aquele que tanto engorda como emagresse, não tira benefícios das repetidas perdas de gordura. Pelo contrário, torna-se mais suscetível a doenças cardiovasculares isquémicas e também a cancros, fraturas ósseas e calculose biliar.

Um programa bem instituído para emagrecer conjuga exercício, dieta, medicação, terapia comportamental, etc. Cumpre-se durante o tempo indispensável para atingir o objetivo fixado e ponto final. O próprio e a família devem ter abraçado uma nova prática de vida. Para que no fim do tratamento, não se deparem as condições anteriores que levaram a engordar.

No seu conjunto a obesidade é perigosa. O excesso de peso encurta a vida e incrementa o risco geral de doença.

Uma grande revisão de estudos epidemiológicos, feito nos anos 70,  inferiu que enquanto a supressão de todas as formas de cancro aumentaria a esperança de vida em apenas 1 ano, a erradicação da obesidade aumentá-la-ia em 6 anos.

Os obesos não correm os mesmos riscos por igual. Há umas obesidades mais perigosas que outras. A andróide é pior que a ginóide.

O êxito terapêutico não é comum entre pessoas dos estratos mais baixos da sociedade desenvolvida porque nada à sua volta os auxilia no propósito de emagrecer, ao contrário, não é raro que pessoas com boa compreensão dos problemas de saúde e com facilidades financeiras, de organização do seu viver e sociais, emagreçam e se mantenham bem.

Perder alguns quilos faz tão bem ao físico e gera tal alegria e sensação de bem-estar que já é uma vitória. Em geral, perder 10 a 15% de peso é o suficiente para beneficiar alguns indicadores patológicos: glicemias e hemoglobina glicosada em diabéticos obesos; tensão arterial em todos; triglicéridos e colesterol das LDL em dislipidémicos; melhoria das queixas ósteo-articulares; benefício da circulação venosa e linfática dos membros inferiores, melhorar a excursão respiratória e a oxigenação sanguínea; diminuir os episódios de apneia noturna; predispõe à prática de exercícios físicos para aprofundar a perda adiposa e reforçar a massa magra; beneficia a situação psíquica e o apetite.

Falta de êxito terapêutico é permitir que o peso continue a subir; não conseguir desincentivar práticas lesivas para o peso e para a saúde; alternar subidas e descidas de peso; manter obsessivamente a preocupação de manter a linha a qualquer preço.

Cada vez há mais gordos.
Emagrecer é desejo confinado a um grupo social definido e as razões limitam-se a remodelar a figura.
Em Portugal e outros países da Europa Meridional são os estratos médios que mais sofrem de obesidade. Os de rendimentos mais altos sofrem menos. Os de rendimentos baixos começam a engordar mal têm mais dinheiro. 
Só a educação alimentar integrada na educação para a saúde poderá evitar que a situação se deteriore.

Quando a sobrecarga gorda está estabelecida há muitos anos é fundamental não cair na tentação de rudes perdas de peso; podem ocasionar desequilíbrios metabólicos gravíssimos.

A grande maioria das acumulações adiposas resulta simplesmente de comida a mais e desajustada e de exercício a menos.

A saúde é a maior riqueza. Fazer por ela é melhor que cuidá-la. Mas que tragédia perdê-la por ignorância.


É preciso passar fome?

Não é verdade que para ficar magro seja obrigatório, de princípio, sofrer grandes privações, e, depois, passar o resto da vida em dieta.

Alguns casos de obesidade relacionam-se com o despertar tardio do reflexo da saciedade.
O apetite educa-se, se necessário com prescrição p+elo médico de medicamentos anorexiantes, durante 1 a 3 meses, até as perturbações da saciedade tendam a corrigir-se por efeito da dieta.
O truque para os que não param de comer, é distraí-los da comida e beber bons copos de água ou chá antes, durante e depois de comerem.
Os casos de fome tardia repulsiva são mais comuns e relacionam-se com grandes intervalos entre refeições, com a troca de verdadeiras refeições por «umas coisitas» ou por fruta sozinha ou com a ingestão de bebidas açucaradas ou de doces.

Dietas bem instituídas, quanto possível agradáveis, com três refeições de pequeno volume e duas ou três colações intercalares, com rejeição absoluta de bebidas alcoólicas, fazem desaparecer o apetite a partir de dois a quatro dias.

Comer menos que o indicado faz correr o perigo da desnutrição e enfraquecimento.

Há pessoas que comem desregradamente  resultado de autênticas doenças do comportamento alimentar. São doentes que carecem de terapia comportamental a fim de reduzir a veracidade.

Sentir fome pode traduzir uma redução perigosa do nível sanguíneo de glicose e é com glicose que o organismo abastece de energia todas as suas estruturas. Quando a comida é globalmente insuficiente para as necessidades, quando escasseiam hidratos de carbono ou quando as refeições são muito distanciadas, a glicose baixa  apesar do organismo recorrer à destruição de proteínas estruturais - pele, matriz óssea, músculos, órgãos, etc.- para as transformar na imprescindível glicose por via da neoglicogénese. Sentir fome, seja por dietas mal calculadas, seja pelo que for, traduz autodestruição orgânica, desnutrição.
Para além disso, a fome suportada heroicamente durante horas acaba por obrigar a comer muito e imparavelmente desde que se tenha comida a jeito ou se chegue à mesa.
Suportar fome é duplamente contraproducente,e indesejável para levar o tratamento de emagrecimento a bom termo.

Alguns emagrecem a olhos vistos sem dieta calculada. Basta-lhes cortar um pouco ao que comem habitualmente, reduzir fritos, assados e molhos gordos, passar a merendar, eliminar doces, açúcares e bebidas alcóolicas. Assim, passaram a comer mais equilibradamente e com menos calorias, o que lhes basta para emagrecer e, depois, manter o peso justo.No entanto, a grande maioria dos gordos precisa mesmo de um tratamento global de que faz parte uma dieta.

A comida em regime de dieta pode, e deve, ser agradável, variada, requintada, gastronómica. A qualidade sápida, odorífica, visual e emocional da alimentação terapêutica deve ser muito cuidada, em especial, quando for preciso mantê-la durante meses.

Para emagrecer, nem é preciso sacrificar alma e corpo a comer monótonas desolações, nem se deve sentir fome.
Nem pensar em jejuar. Não ajuda nada e faz mal. Quando se jejua perde-se alguma gordura e muitas outras coisas, sobretudo proteínas estruturais, água, minerais e outros componentes orgânicos, indispensáveis ao bom funcionamento do corpo. Quando uma pessoa jejua, a atividade física e cerebral reduz-se até não ser capaz de mexer uma palha ou alinhavar duas idéias. O organismo reduz tanto as despesas energéticas que a quantidade de gordura que se queima é insignificante.

Emagrecer não é enfraquecer nem violentar-se.

Quem deseja emagrecer não quer desnutrir-se mas, sim, recuperar saúde e conseguir uma silhueta elegante.

A dieta deve prover o mínimo indispensável de hidratos de carbono e quantidades suficientes de nutrimentos para que o metabolismo se mantenha sem prejuízos.

Sem actividade muscular durante o tratamento, não há perda significativa e proporcionada de tecido adiposo.

Jejuns integrais oumitigados por ingestões insignificantes ou muito incompletas, além das perturbações psico-emocionais levam invariavelmente a copiosas refeições compensadoras. Então o peso sobe em flecha por formação exagerada de gordura e acumulação de água. O gordo fica mais obeso mesmo que não chegue a adquirir o peso inicial.

O tratamento correcto da obesidade exige várias medidas conjugadas: fornecer poucas calorias, balançar metabolismo, corrigir relações entre constituintes orgânicos, consumir tecido adiposo e equilibrar o estado psico-emocional. Portanto não é compatível com jejuns, com regimes loucos, com pouca comida ao acaso, por efeito de anorexiantes, com uso indiscriminado de drogas termogéneas, aceleradores catabólicos e diuréticos, em suma, é incompatível com truques e falta de educação.

DIETA NÃO BASTA

A prática regular de exercício é valiosa para prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares e de doenças metabólicas, nomeadamente, obesidade e diabetes e é uma componente imprescindível do programa de emagrecimento.

A intensidade da actividade o peso das pessoas interferem nas necessidades energéticas.
A actividade física para emagrecer deve ser progressivamente mais forte e mais duradoura para proporcionar idêntico emagrecimento.
Há que cortar mais à alimentação para que se mantenha a margem de défice energético.
A actividade física não aumenta o apetite, pelo contrário, anula significativamente as impulsões anómalas para comer, debicar e beber.
Perde-se mais peso quando a actividade se faz depois de comer.
As perdas calóricas dependem da duração, intensidade, frequência e natureza do exercício. O máximo proveito do exercício depende do seguinte: ser diário, ser duradoiro, e ser feito após as refeições.
O exercício deve começar os poucos e ir sendo aumentado em tempo e intensidade, à medida que o corpo permite e a mente deseja.

O exercício físico regular não violento disciplina o apetite e gasta energia, ou seja, gasta calorias de gordura armazenada no tecido adiposo. Mas faz mais: beneficia a situação emocional, abranda tensões e beneficia a qualidade do sono. Desenvolve as capacidades respiratória e cardíaca e melhora muito a circulação. Aumenta os dispêndios do organismo com produção de calor. Chega a, ao fim de poucos meses, a duplicar a massa  muscular e a quadruplicar a força. Favorece a drenagem biliar e o ritmo defecatório. Normaliza muitas alterações metabólicas comuns em obesos, diabéticos e dislipidémicos, nomeadamente níveis sanguíneos de insulina, glicose, colesterol, triglicéridos. Regulariza a tensão arterial elevada, Recompõe a composição corporal porque beneficia a relação entre massa magra e massa gorda e modela o corpo. Modela a figura porque tonifica a pele, melhora a elasticidade dos tecidos de sustentação e redistribui a acumulação de tecido adiposo.

A dieta faz perder algum peso mas não faz com que o corpo adquira uma modelação esbelta. A exercitação muscular esculpe o corpo, dá-lhe formas. Não há melhor modelador do corpo do que o exercício físico.

Suar não é emagrecer.

Exercícios isotónicos são aqueles em que os músculos mantêm esforço constante enquanto se contraem ou se distendem. Ex. exercícios aeróbicos.
Exercícios isométricos não movimentam o corpo. Contraem os músculos parados,

DIETAS PARA EMAGRECER

As dietas de emagrecimento são hipocalóricas, isto é o organismo recebe menos calorias do que precisa  e em consequência vai buscar o resto das calorias necessárias à gordura armazenada no tecido adiposo.
Quando a dieta é demasiada pobre de calorias porque muito escassa de alimentos também o é de nutrimentos daí que o organismo enquanto perde tecido adiposo sofre também destruição de músculos e outros órgãos. As dietas selvagens provocam desnutrição, envelhecimento e graves perturbações psico-emocionais.

Uma boa dieta deve ser pobre de gorduras mas absolutamente suficiente e balançada. Também deve ser agradável, apetecível, dar contentamento e satisfazer gastronomicamente. De outra maneira cansa e acaba por desrespeitar-se e é o fim. Pensa mal quem julga que a dieta deve castigar.

A dieta é uma norma anómala, inadequada a longo prazo. Não é possível passar toda a vida em dieta.

A comida da jornada deve repartir-se por 3 refeições principais e 2 a 4 colações. É uma regra fundamental para abrandar o apetite.

Passar muito tempo sem comer, roubar aos hidratos de carbono, sobretudo aos amidos, gastar energia de estômago vazio, faz baixar a glicose sanguínea (hipoglicémia); daí resultam distúrbios metabólicos e desregulação dos centros do apetite  e do comportamento que geram impulsões para comer desregradamente.

Deve-se comer muitas vezes e pouco de cada vez também porque coma-se muito ou pouco, quando as calorias ingeridas em dado momento ultrapassam a quantidade que vai ser gasta até à comida seguinte, o excesso  não utilizado acumula-se no tecido adiposo.

Há que encher o estômago  com alimentos volumosos e pouco calóricos - hortaliças e legumes, lançaar mão de expansores de volume - gelatinas, gomas, etc. e beber grandes volumes de líquidos não calóricos antes e durante as refeições.

Os humanos dispõem grandes capacidades para se adaptar à míngua. Adaptam-se à restrição alimentar , limitando gastos de energia.

Para bem emagrecer a actividade física é imprescindível. Não há emagrecimento harmonioso e duradouro sem exercitação muscular.

Comida à conta, mesa sóbria, armários e dispensa só com géneros saudáveis. Visitas e festas só após acabar o regime. Festejar? Não à mesa.

Atenção a grelhados encharcados em gordura.

Para além da dieta, exercício, sono repousado, bem-estar emocional também contam.

Esforços com o estômago vazio aumentam o apetite-

Ir cedo para a cama é bom restabelecedor emocional.

Vida monótona, sempre a ver televisão é convite a ficar por ali a remoer, fumar, assaltar comida e bebida. Quotidiano insípido e preocupado, que incita a »descansar» e picar coisas de comer é causa emocional de obesidade.

Dieta é comida. Prepara-se com alimentos correntes. Não se faz com proibições nem com produtos especiais, mas sim pela afirmação do que escolher e como formar refeições com o escolhido. Os alimentos para a dieta devem ser naturais, em bruto ou sujeitos apenas a manipulações simples (pão, arroz, massa, leite, iogurtes naturais, etc.) e escolhidos ordenadamente, preferindo os mais ricos nutricionalmente e os mais pobres energeticamente.

Assim, devem eleger-se porções muito abundantes de hortaliças e legumes e bebidas não calóricas (água, chá, etc.); suficientes amiláceos e frutos, carnes e pescado; muito contidas de gorduras e nulas no que respeita a açúcar e bebidas alcoólicas.

As refeições devem ter composição ordenada: a abrir, hortaliças ou legumes em salada ou sopa, a seguir um prato de comida autêntica, cozinhada a preceito, a finalizar, fruta ao natural.

Merendas e, se necessário a ceia, serão mais ou menos calóricas de acordo com com as necessidades exigidas pelo trabalho e pelo espaço de tempo até à refeição seguinte (a ceia, quando necessária, será apenas um ligeiro tapa buraco).

Fruta sozinha não se aconselha, não tira a fome e pode aumentar o apetite à hora da refeição seguinte. café com leite e sanduíche é muito mais saciante. Iogurte e fruta satisfaz menos e tem as mesmas calorias.

Porções generosas de água , 10 a 30 minutos antes de comer, enchem e reduzem muito o apetite.

O pequeno almoço nunca pode faltar. A falta desta refeição e da merenda do meio da manhã ocasiona, quase sempre, comer mais ao almoço e acumular fome para o fim da tarde. Alguns truques podem contribuir para recuperar o apetite matinal, entre eles o velho copo de água morna.

A distribuição das quantidades de comida pelas refeições depende do esforço que se desenvolve depois delas.

Dietas de emagrecimento são inadequadas para pessoas de peso normal.

O padrão médio duma dieta é 1200 calorias:
Pequeno Almoço: 100 a 150 gr de frutos, 2,5 dl de leite magro, 25 gr de pão escuro ou integral.
Meio da manhã: 50 gr de pão +20 gr fiambre
Ao fim da manhã beber grandes porções de água
Almoço: Sopa de abundantes hortaliças engrossada com leguminosas; 80 a 100 gr de carne limpa ou 100 a 125 gr de peixe ou 60 gr de bacalhau seco + 1q batata do tamanho de uma bola de ténis + hortaliças + 120 a 150 gr de fruta fresca
Merenda da tarde: pode equivaler ao pequeno almoço
Quando se pratica exercício físico haverá uma segunda merenda constituída por 1 iogurte simples + 120 gr de fruta
Jantar: reproduzirá aproximadamente o esquema do almoço
A ceia só indispensável para quem se deita tarde, deve ser pequena: 1 iogurte magro ou 1,5 dl de leite magro.

Terminado o emagrecimento, a passasse para comida normal (completa, equilibrada e em quantidades justas)


Nas primeiras semanas de dieta a baixa de peso é variável mas pode ser mesmo grande porque pode depender , em parte, de água anormalmente retida que se perde com o novo regime. Mas depois devemos fazer pontaria para perder 4 quilos por mês.


MITOS E MIRAGENS

Perder muito peso na hora não é possível.

O défice de hidratos de carbono induz a desestruturação progressiva de órgãos e tecidos proteicos, a pele atrofia-se e envelhece , os músculos definham, o cansaço instala-se, crescem as perturbações emocionais e os desvios comportamentais.

As dietas selvagens perturbam o metabolismo, destroem estruturas nobres, tornam deficiente a imunocompetência conferem mal-estar.

Pelo menos 50% das calorias de uma dieta séria têm de provir de hidratos de carbono, sobretudo de amido, com a condição de esta classe de nutrimentos entrar em todas as refeições e merendas, e do intervalo entre elas não ultrapassar 3 horas e meia.

Os obesos têm de de aprender novos hábitos para não reincidirem. Têm que saber comer sadiamente depois de terem emagrecido o necessário.

CONCLUSÃO

Emagrecer exige força de vontade. Dietas malucas que só desnutrem não são solução. Emagrecer não é um milagre, não é um jogo. Quem emagrece mal e depressa, ganha depois mais peso do que tinha.

Comida saudável, isto é com alimentos naturais, correntes, deverá ser a opção de quem segue um programa de emagrecimento.

Não confundir emagrecer com perder peso.

A obesidade pode corrigir-se com grandes benefícios para a imagem corporal, bem-estar emocional e saúde física por meios inofensivos e suportáveis quando se adere ao tratamento por opção livre e determinada.

A obesidade é desequilíbrio crónico; recidivará sempre que o desejo ou a rotina saudável assumida após o tratamento esmorecem ou não bastam para contrariar a pressão molesta do ambiente.

A obesidade, sobretudo a andróide, e também a ginóide de maior vulto, é perigosa porque se aglomera com doenças metabólicas, degenerativas, psico-emocionais, respiratórias, e ósseo-articulares graves, incapacitantes e mortíferas.

As crianças estão em risco, devido ao ambiente urbano e aos comportamentos ocidentalizados das famílias, à força poderosa das cadeias de produção e distribuição e da aceitação entusiasta de largos estratos de consumidores desculturados.

Comida de cafetaria e lixo alimentar não são obrigatoriamente maus para as crianças e adolescentes quando apenas experimentados uma vez por outra. Aquela comida mercê da sua nefasta composição nutritiva (mais calorias de gordura do que de hidratos de carbono, e dentro deste mais de açúcar do que de amido) desmorona a saciedade, estimula a veracidade e induz a comer e beber a toda a hora.

Os altíssimos teores de gordura, açúcar e calorias, da junk food pesam entre as causas externas actuais da obesidade.

Hoje é em casa onde começa a desestruturação refeitorial. Comer fora de horas, a toda a hora, hamburguers, pizzas, cachorros, croquetes, tostas mistas, etc. Comeres e beberes estão sempre à mão e as refeições que se tramem. Atrativas embalagens e lindas garrafas de pseudo-alimentos estão sempre ao dispôr de quem chega.

A prevenção da obesidade passa pela criação de bons hábitos nos mais novos, induzidos pela prática alimentar sadia e exemplar dos mais velhos. A prevenção da obesidade também requer muito mais exercitação por crianças e adolescentes.O ambiente doméstico de sanidade mental e emocional dos mais velhos é importante para prevenir a obesidade nas crianças. Ambientes depressivos, agressivos ou desinteressados levam as crianças a isolarem-se ou a exibirem-se a comer mais do que devem.

O tratamento da obesidade deve arrancar mal a obesidade desponta.

Encarar a realidade e arrancar com um programa de emagrecimento, seja quando for, é sempre opção acertada.

A dieta deve ser bonita, saborosa, cheirosa e variada. Nada obriga a ser triste, repetida e desenxabida.