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19/03/18

Stephen Hawking


O físico britânico, professor Stephen Hawking , autor de Uma Breve História do Tempo, o maior best-seller de divulgação científica de todos os tempos, faleceu aos 76 anos, após uma prolongada luta contra a doença degenerativa de que sofria. 
O best-seller de Hawking foi a forma declarada que ele encontrou para cobrir as despesas dos cuidados de que precisava. 
Para os cosmólogos, Hawking será sempre acima de tudo a pessoa que provou que os buracos negros são afinal quânticamente luminosos.
Para os não-cosmólogos Hawking será talvez muito mais uma personagem de telenovela, popularizada num filme recente.
Stephen Hawking, nascido em plena II Guerra Mundial, em 1942, na cidade de Oxford, Inglaterra, enfrentou inúmeras dificuldades durante a sua vida, talvez a maior delas logo a partir dos 21 anos quando foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença degenerativa que iria, de forma progressiva, paralisar todos os músculos do seu corpo. Os médicos informaram o jovem cientista de que teria poucos anos de vida. Durante anos e anos, o autor de Uma Breve História do Tempo teimou em provar os médicos errados. A sua estrela deixou de produzir energia 55 anos depois.

A doença limitativa paralisou-o quase totalmente e ficou restringido a uma cadeira de rodas. Em 2013 os seus músculos faciais deixaram de funcionar e o físico perdeu a capacidade de comunicar por meios próprios. Foi então que a Intel, uma marca empenhada no desenvolvimento de tecnologia electrónica, desenvolveu uma tecnologia que permitia que comunicasse através do movimento dos olhos.

Hawkings foi um advogado de grandes causas além da ciência, como a morte medicamente assistida. O cientista que durante anos desafiou todas as previsões médicas acreditava que uma pessoa deve ter direito a poder terminar a sua vida se assim o desejar. Chegou mesmo a assinar e defender veemente uma petição apresentada ao parlamento britânico que pedia a legalização da eutanásia, concretamente a pacientes que não tenham mais do que seis meses de vida.

O cientista confessou mesmo que certa vez tentou acabar com a sua vida, durante a década de 80, quando as suas funções motoras começaram a degenerar ainda mais. "Tentei fazê-lo, não respirando. Mas o reflexo da respiração era demasiado forte e não fui capaz", admitiu o cientista.

O astrofísico Neil deGrasse Tyson, também ele uma celebridade do mundo da ciência, assegurou que a partida de Hawking "deixa um vácuo intelectual" no mundo, numa referência ao trabalho desenvolvido pelo segundo sobre buracos negros. O físico escreve ainda no seu tweet: "[Esse vácuo] não ficou vazio. Pensem nele como uma espécie de energia no vácuo que alastra o tecido do espaço temporal e que desafia qualquer medida".


His passing has left an intellectual vacuum in his wake. But it's not empty. Think of it as a kind of vacuum energy permeating the fabric of spacetime that defies measure. Stephen Hawking, RIP 1942-2018.









Uma das mentes mais geniais do mundo moderno, Stephen Hawking guia o leitor na busca por respostas a algumas das maiores dúvidas da humanidade: Qual a origem do universo? Ele é infinito? E o tempo? Sempre existiu, ou houve um começo e haverá um fim? Existem outras dimensões além das três espaciais? E o que vai acontecer quando tudo terminar?
Com ilustrações criativas e texto lúcido e bem-humorado, Hawking desvenda desde os mistérios da física de partículas até a dinâmica que movimenta centenas de milhões de galáxias por todo o universo. Para o iniciado, Uma breve história do tempo é uma bela representação de conceitos complexos; para o leigo, é um vislumbre dos segredos mais profundos da criação.

11/12/16

Grandes Químicos: LAVOISIER


LAVOISIER
(1743-1794)

Foi o fundador da Ciência Química. 
O seu enorme espírito de inventiva, a sua excepcional habilidade de experimentador e os poderes de previsão e de síntese, fazem de Lavoisier uma das grandes figuras da História da Ciência.
Nascido no seio duma família rica e de boa posição social, cedo firmou contactos que o levariam a subir e a atingir elevados cargos. Formou-se em direito, aos 21 anos, enquanto seguia cursos de ciências que tiveram influência decisiva na sua vocação.
Aos 25 anos entrou na Academia das Ciências, de que viria a ser presidente e desde então não mais deixou de se dedicar à investigação científica.
O cargo de director da Administração Governamental das Pólvoras, e os vastos recursos de que assim pode dispor, permitiu-lhe instalar um laboratório ao tempo modelar, o melhor do seu tempo, equipado com mais de 5 milhares de instrumentos de vidro e argila: balões, retortas, cadinhos, cápsulas, funis, etc. e para obter temperaturas elevadas utilizou, não só os antigos fornos dos alquimistas, como também fontes caloríficas mais limpas e manejáveis, como lâmpadas de azeite de mechas espessas acopladas e, sobretudo, o Sol com o auxílio de lentes fortes (fornos solares). Obteve assim temperaturas suficientemente elevadas para fazer arder um diamante. Muito preocupado com a medida, teve sempre ao seu serviço, balanças, termómetros e barómetros de grande precisão e inventou dispositivos que lhe permitissem aumentar o rigor das leituras. Na situação de que desfrutava podia dar-se ao luxo de empregar reagentes bastante puros o que era uma raridade na altura, alguns dos quais preparados por ele mesmo.
Lavoisier encontrou na sua mulher uma colaboradora excepcionalmente inteligente e hábil.
Lavoisier foi uma das vítimas da Época do Terror da Revolução Francesa, tendo morrido na guilhotina, em Maio de 1794.
Deve-se a Lavoisier a primeira lista de substâncias simples (da qual constavam apenas cinco elementos).

09/12/16

Grandes Químicos: ROBERT BOYLE


Robert Boyle (1627-1691)

Foi indiscutivelmente a maior figura da Química anteriormente a Lavoisier.
Sétimo filho do Conde de Cork, nasceu na Irlanda. Estudou em Eton e em Genebra, viajou na Itália e na França e adquiriu vasta cultura filosófica e teológica. Foi um dos fundadores da célebre Sociedade Real, de que foi também presidente.
Grande cientista, pode considerar-se o fundador da escola britânica da Química. Foi também um grande físico, tendo vivido numa época em que o método científico se havia já imposto.
A sua obra fundamental, no domínio da química é o «Sceptycal Chymist», em que o químico céptico, com argumentos de valor, baseando-se na experimentação, refuta, em diálogo socrático, os argumentos dos aristotélicos partidários dos quatro elementos, e dos espagiristas, partidários dos três princípios.
Pela primeira vez Boyle dá uma noção de elemento, a qual, na sua essência, se aproxima das ideias que dominaram a Química do século XIX.
Descobriu dezassete anos de Mariotte, a lei fundamental dos gases perfeitos (que tem o nome de ambos): pV=k (para t constante).

08/12/16

Grandes Químicos: ROGER BACON


ROGER BACON
(1214-1292)

Frade Franciscano, nascido em Oxónia (Oxford). Foi alquimista, físico, médico, matemático e astrónomo, e pioneiro no recurso à experimentação na investigação científica. O seu vasto saber mereceu-lhe o cognome «Doctor mirabilis». Nos seus numerosos escritos descreve, entre outras coisas, a fabricação da pólvora - aliás conhecida dos chineses muito antes da era cristã.

Grandes Químicos: PARACELSO



PARACELSO
(1493-1541)
Fundador da Iatroquímica (do gr. «iatros», médico), quimiatria ou quimioterapia.

Nasceu perto de Zurich (Suiça). Seguiu estudos de medicina em Ferrara (Itália). Muito novo percorreu a Alemanha, França, Itália, Inglaterra e Escandinávia e talvez também Espanha e Portugal. Dos contactos havidos veio-lhe o gosto pela Alquimia, que praticou.
Não hesitou em condenar mestres antigos como Galeno e Hipócrates, e ensinou na língua materna e não em latim, como era uso.
Foi o tipo acabado do "alquimista errante", levando vida aventurosa mas difícil.
Abandonou a teoria aristotélica dos quatro elementos  e fundou a teoria dos três princípios fundamentais, segundo a qual toda a matéria seria composta de enxofre (princípio da combustibilidade), mercúrio (princípio da vitalidade) e sal (princípio da fixidez). Não os nossos familiares enxofre, mercúrio e sal , mas os dos filósofos... Os adeptos desta teoria dominaram-se "espagiristas", vocábulo posivelmente criado pelo próprio Paracelso.
Paracelso ficou ligado à História da Ciência não pela sua teoria mas por, como médico, ter feito sistematicamente a terapêutica por via química, utilizando compostos minerais preparados no laboratório.

03/12/16

Grandes Químicos: ROGER BACON


ROGER BACON
(1214-1292)
Frade Franciscano, nascido em Oxónia (Oxford). Foi alquimista, físico, médico, matemático e astrónomo, e pioneiro no recurso à experimentação na investigação científica. O seu vasto saber mereceu-lhe o cognome «Doctor mirabilis». Nos seus numerosos escritos descreve, entre outras coisas, a fabricação da pólvora - aliás conhecida dos chineses muito antes da era cristã.

01/12/16

Grandes Físicos: KEPLER


KEPLER
(1571-1630)

Kepler é considerado o fundador da astronomia moderna.

Nascido em Wurtemberg (Alemanha) a vida de Kepler foi desventurosa, segundo os seus biógrafos. Não teve saúde, nem dinheiro, nem a proteção dos poderosos.
Quando concluiu os seus estudos foi-lhe dado um lugar de professor de Astronomia na Universidade de Graetz que ocupou durante sete anos.
As vicissitudes da sua vida levaram-no a deixar o lugar e foi então trabalhar com Tycho Brahe, reputado astrónomo dinamarquês, que o chamou a Praga.
Dotado de imaginação genial Kepler soube tirar dos dados das escrupulosas observações de Tycho a concepção de uma harmonia no movimento dos astros, formulando as leis das revoluções planetárias, as quais haviam de servir a Newton para estabelecer a lei da gravitação universal. Foi esta a sua grande descoberta.
Mas produziu ainda trabalhos de valor em diferentes ramos da Física e sobretudo da Óptica (refracção, fotometria, etc.).
Teve ainda um papel de relevo, que alguns historiadores consideram equivalente ao de Galileu, seu contemporâneo e amigo, na luta contra a os conceitos da física aristotélica.
al'>Em 1916 apresentou a «teoria da relatividade generalizada» que inclui uma nova teoria da gravitação.

Mais tarde, em 1928, surge a «teoria do campo unitário» a tentar abranger o campo gravitacional e o campo eléctrico.
Além de outras contribuições para a Física, também se lhe deve a «teoria dos fotões», muito importante para a interpretação dos fenómenos l

Grandes Físicos: EINSTEIN

EINSTEIN
(1879-1955)

Einstein foi o cientista mais famoso dos nossos dias.

Nasceu na Alemanha, de onde saiu com os pais aos 15 anos de idade.
Veio a concluir os seus estudos em Zurique (Suiça). Foi professoe em Berna, Zurique, Praga e Berlim.
Expulso da Alemanha como judeu, fixou-se nos Estados Unidos e ali morreu em 1955.
Tal como Newton, construiu uma nova síntese dos fenómenos dinâmicos (isto lhe valeu o nome de «Newton do século XX), o que não quer dizer que a física einsteiniana se oponha à clássica de Newton. Ela representa antes um maior grau de aproximação, um maior rigor, na interpretação dos fenómenos, e permite entrar nos domínios do microcosmo atómico.
As suas teorias apoiam-se em complicados e laboriosos cálculos matemáticos que poucos estão em condições de penetrar em toda a sua extensão. Mas os resultados fecundos advindos da aplicação das conclusões de Einstein têm imposto as suas leis de forma brilhante.
Celebrizou-se muito cedo com a «teoria da relatividade restrita» (1905), reformando os conceitos básicos de espaço, tempo e simultaneidade dos acontecimentos, aos quais não atribui um sentido absoluto como na dinâmica newtoniana.
Em 1916 apresentou a «teoria da relatividade generalizada» que inclui uma nova teoria da gravitação.
Mais tarde, em 1928, surge a «teoria do campo unitário» a tentar abranger o campo gravitacional e o campo eléctrico.
Além de outras contribuições para a Física, também se lhe deve a «teoria dos fotões», muito importante para a interpretação dos fenómenos l

Grandes Físicos: NEWTON


NEWTON
(1642-1727)
Foi o criador da Física matemática.

A revolução nas ciências físicas operada por Galileu atingiu a culminância com o génio de Newton, que nascia em Inglaterra no mesmo ano em que Galileu desaparecia.
Não tardou que o fio deixado por este fosse retomado com segura mão. O espírito da época era propício às grandes descobertas e os precursores das ideias novas eram numerosos e de valor.
Cedo se revelou a vocação de Newton para as matemáticas, de que foi mestre na Universidade de Cambridge. Descobriu ao mesmo tempo que Leibniz o cálculo infinitesimal, cujos métodos aplicou habilmente ao estudo dos fenómenos físicos e particularmente à Dinâmica.
É pela mão de Newton que a física entra no caminho das grandiosas sínteses e generalizações que relacionam mutuamente os fenómenos físicos, traduzindo-os por leis e princípios gerais.
A lei da gravitação universal é de todos elas a de mais largo alcance.
Foi também da mais alta importância a contribuição de Newton para o desenvolvimento da óptica (decomposição da luz branca, teoria das cores, telescópio, teoria da emissão, etc.).
Newton foi um astro de primeira grandeza na história da Física.

30/11/16

Grandes Físicos: SIMON STEVIN


STEVIN
(1548-1620)

Simon Stevin nasceu em Bruges, na Flandres, e morreu em Leiden em 1620.
Consideram alguns historiadores Stevin como o cientista mais original da segunda metade do século XVI e colocam-no muitos a par de Galileu, Newton e Kepler.
A hidrostática interessou-o especialmente em virtude do seu seu cargo de engenheiro-inspector dos diques na Holanda. Confirmou e alargou os princípios estabelecidos por Arquimedes.
Como Leonardo, rejeitou categoricamente o «movimento perpétuo».
Também estudou entre outros a alavanca, o plano inclinado e as roldanas.

Espírito muito original, dominou ainda outras ciências sendo também muito conhecido na história da matemática como o inventor das fracções decimais.

Grandes Físicos: LEONARDO DE VINCI

LEONARDO DE VINCI
(1452-1519)

Foi um dos vultos mais notáveis do Renascimento.

Nasceu em Vinci, perto de Florença, e veio a morrer na França ao serviço de Francisco I.
Na sua actividade científica, embora tomasse como ponto de partida os autores antigos, usava como métodos de trabalho a observação e a experimentação.
Leonardo negou categoricamente o «movimento perpétuo», ideia acalentada através de todos os tempos. Também se considera precursor da aviação por ter imaginado o helicóptero, partindo do estudo do voo das aves.
Apesar da grandeza do seu génio, tem de reconhecer-se que a influência de Leonardo de Vinci na evolução da ciência ficou muito aquém do valor dos seus trabalhos, por só muito mais tarde (dois séculos depois) ter sido publicada e difundida a sua obra.
Embora a projecção do seu nome tenha resultado em grande parte das suas descobertas sensacionais na astronomia e na defesa que veio a tomar das ideias de Copérnico a respeito do movimento da Terra em volta do Sol, contra aquilo que então se admitia, deve, contudo, notar-se que foram os seus estudos de mecânica os mais importantes, por serem os que maior influência tiveram na evolução da física.

Grandes Físicos: GALILEU


GALILEU
(1564-1642)

Considerado o criador da Física experimental.

Nasceu em Pisa, filho de um nobre ilustre mas arruinado.
Professor da Universidade de Pisa durante três anos, não encontrou ali ambiente para as suas ideias rebeldes contra a ciência escolástica. Transitou para a Universidade de Pádua onde levou a cabo as suas descobertas mais importantes.
Foi um inovador em tal grau que se apresentou aos olhos dos seus contemporâneos como um autêntico revolucionário. Por isso conheceu as vaias, as perseguições e a glória.
O alcance da sua obra é excepcional, não só pelas descobertas que fez na mecânica, na óptica, na astronomia, mas ainda e principalmente por ter aberto novos caminhos ao conhecimento e interpretação dos fenómenos físicos.
Embora a projecção do seu nome tenha resultado em grande parte das suas descobertas sensacionais na astronomia e na defesa que veio a tomar das ideias de Copérnico a respeito do movimento da Terra em volta do Sol, contra aquilo que então se admitia, deve, contudo, notar-se que foram os seus estudos de mecânica os mais importantes, por serem os que maior influência tiveram na evolução da física.

Grandes Físicos: ARQUIMEDES


ARQUIMEDES
(287-212 a.C.)

Arquimedes é apontado como cientista de tipo moderno. Nenhum antigo soube como ele associar a explicação e o raciocínio matemático aos dados da observação e da experimentação.

Arquimedes nasceu em Siracusa e ali morreu vítima dum soldado do general Marcelo, quando da conquista da cidade pelos romanos.
Geómetra de renome, inventor de grande número de máquinas, entre as quais se contam a associação de roldanas conhecida pelo nome de carretel, o parafuso sem fim e o parafuso de Arquimedes, tornou-se no entanto verdadeiramente célebre através do princípio da hidrostática que tem o seu nome.
A história do princípio de Arquimedes é muito sugestiva. Narra Vitrúvio que o rei Hierão de Siracusa, suspeitando que uma coroa de ouro tinha sido falsificada com prata pelos artistas que a tinham fabricado, propôs ao sábio matemático a resolução do problema sem abrir nem danificar a coroa. Ocupado o seu espírito clarividente com o problema e sempre desperto para os fenómenos que observava, deu conta um dia da impulsão que o seu corpo recebia no banho e surgiu-lhe então a explicação do problema da coroa de forma tão luminosa, que, ébrio de alegria por ter desvendado o mistério, saltou da banheira tão entregue à solução, tão fora de si, que nem sequer deu conta dos olhos jocosos que o poderiam observar! E correu para casa triunfante, gritando «eureka» (descobri). Procedeu imediatamente ao confronto dos volumes de água deslocados por massas de ouro e prata iguais às da coroa e verificou a falsificação.
A contribuição de Arquimedes para a hidrostática foi importantíssima. É também a ele que se deve a invenção dos areómetros.
Diz-se que os inventos de Arquimedes tiveram primacial importância na defesa de Siracusa contra os romanos e tanto assombro causaram a Marcelo que este ordenara aos seus soldados que poupassem o geómetra. Não o reconheceu, porém, aquele que o matou.

23/02/12

Pessoas que nascem e não morrem: 1 - Mulheres Prémio Nobel da Paz

1905 - Berta von Suttner
1931 - Jane Addams
1946 - Emily Greene Balch
1976 - Betty Williams
1976 - Maired Corrigan
1979 - Madre Teresa de Calcuta
1982 - Alva Myrdal
1991 - Aung San suu Kyi
1992 - Rigoberta Menchú Tum
1997 - Jody Williams
2003 - Shirin Ebadi
2004 - Wangari Maathai
2011 - Ellen Sirleaf
2011 - Leyma Gbowee
2011 - Tawakkul Karman

05/07/10

Luisa Todi

"A música prende-se às ciências exactas pela harmonia e pela acústica. Prende-se à poética pelo ritmo. Prende-se à linguística e a todos os ramos do conhecimento humano. A música é condição vital para o homem.
Ainda que raros e de pouca monta, alguns escritos do séc. XVIII, como jornais de música, almanaques alemães e franceses, notícias avulsas em inglês e italiano e outros documentos revelam a existência de uma mulher que no passado deixou a sua marca como figura do mundo artístico. Eis Luísa Rosa de Aguiar, nascida a 9 de Janeiro de 1753, em Setúbal. A nossa Luísa Todi!!!Reconhecida no seu tempo devido às notas cristalinas que caracterizavam a sua voz.
Sustentando a balança da persistência e da coragem, construiu uma carreira de sucesso e também uma família.
Luísa Todi, apesar de ter criado seis filhos, edificou uma carreira plena de triunfos públicos.teve sempre na família e no seu companheiro e esposo, o violinista italiano Francisco Todi, apoio e suporte inquestionáveis.
Vários atributos tais como formosura, graça, educação artística perfeita e simpatia lhe são atribuídos.
Segundo relatos a sua vocalização era perfeita e com uma expressão natural, sem exagero e sem gritos.
De acordo com documentos biográficos era uma mulher de carácter e de inteligência no cultivo da amizade, no interesse e na preocupação com a falta de apoio nas artes (até parece que viveu nos nossos dias!) e, também, no interesse em cultivar-se pois falava fluentemente francês, inglês, alemão e italiano.
Mulher meiga e sentimental, digna e inspiradora, tratada com deferência e benignidade por todos os que lhe reconheciam o talento.
Não lhe teria sido mais fácil optar por uma vida "ociosa", num país onde ainda era proibida a carreira artística a uma mulher?!
Luísa Todi subjugou a Europa com o poder da sua voz e o mágico encanto de uma natureza artística consubstanciada na máxima perfeição.
Cumpriu plenamente a sua missão como artista! A glória é dela e por isso de todos nós!
Mulher que soube arrancar do poeta Quintana um grito de alma, uma exclamação espontânea, um desafogo de tumultuosas paixões que um coração de artista soube registar em versos de poeta...
Após ter escutado Luisa Todi, alguém escreveu as seguintes palavras:

Seria esta a Todi? Não! não é esta a voz da Todi,
Euterpe mesmo desceu do Hélicon;
Não só para encantar os Deuses mas também os homens,
Soam as melodias da sua voz em obras primas de alto valor.
Nós admirámos - e sentimos - e lágrimas houve
Que correram em honra da musa sublime.
Gratos te somos, oh tu! dos corações vencedora!
Mortal como figura humana,
Vives imortal como artista,
E junto ao templo de Urânia
Adoram os fiéis também os teus altares

O fim da sua existência não foi, contudo, risonho.
Já completamente cega e acometida de uma afecção cerebral exala o último suspiro em 1 de Outubro de 1833, no 2º andar da Travessa da Estrela, em Lisboa, e é sepultada no cemitério da Igreja da Encarnação.
Ficará, porém, gravada na história, na dupla condição de mulher honrada e de excepcional veia artística.
É uma honra podermos divulgar algo sobre a vida de uma mulher que faz parte da galeria de famosos, com provas dadas, nascidos nesta cidade de Setúbal. O silêncio não pode calar uma vida rica em projectos, realizações e sucessos como o desta e de tantas outras mulheres que ajudam a construir um mundo melhor."

Dr.ª Ana Paula Domingues

04/07/10

Julieta Ferreira (Lx,1952) - Romancista e Poetisa

Ah! A incomensurável distância
Sem tréguas... sem ruptura...
Que me afasta de tudo o mais amado!
Pela aridez estéril do deserto que trilho
Vivo na miragem de um oásis desejado
Sem ser quimera ou fantasia
Para além do aqui e agora...
Num espaço em que me conheço e sou
Já não o corpo pesado levitando
já não o espírito maltratado pelo devir
Ou a mente afogada na densa bruma
Do desconhecido assustador porvir
Já não o grito sufocado que se calou
No vazio do meu peito tão fatigado.

26/06/10

Jesus Cristo e a sua projecção histórica

Na vida humana
Basta relançar um rápido olhar sobre a falange dos mártires que rubricaram com o sangue a sua adesão incondicional a Jesus Cristo e atentar sobre o cortejo imenso dos confessores que testificaram com a heroicidade das suas virtudes o amor e a dedicação a Cristo patente na imitação das suas virtudes: Santos Agostinho, Patrício, Bento, Gregório Magno, Bonifácio, Pedro Damião, Anselmo, Bernardo, Francisco de Assis, Domingos, Tomás de Aquino, Boaventura, Inácio de Loyola, Francisco Xavier, Teresa de Jesus, João da Cruz, Vicente de Pádua, João Bosco, etc. e Santas Catarina de Sena, Matilde, Gertrudes, Teresa d'Ávila, etc.

Na arte
A aparição de Cristo na arte não se fez de forma súbita e espectacular.
As paredes das catacumbas ou nos apresentam certos símbolos pagãos, como Orpheu, esse mito que recebe em Jesus a sua plena significação, ou no-lo apresentam sob a forma dilecta do Bom Pastor ou sob a forma do Cordeiro que se imola pela humanidade.
Jesus aparece também no emblema do peixe, figura que, também por alegoria, representava os cristãos, peixes nascidos na água do baptismo.
Por mais que o desejássemos, não há nenhum retrato autêntico de Jesus. assim a figura de Cristo irá reflectindo a imagem que os vários séculos e as várias espiritualidades d'Ele se vão formando.
Ao séc. XII remonta certa discrição dos traços fisionómicos de Cristo que se vai tornar estereotipada e aparecerá por exemplo na Vita Christi de Ludolfo da Saxónia e na nossa corte imperial.
Com o advento do triunfo social do Cristianismo, a figura de Cristo assumirá uma aspecto imperial. E temos os "Cristos majestade", sobretudo no "Pentocrator" (Omnipotente) bizântino, em que a figura do Senhor se senta num trono majestático, abençoando, por vezes, com a direita e sustentando na esquerda o livro dos sete selos do Apocalipse. Assim, a fonte inspiradora desse livro vai ao encontro da psicologia dos tempos imperiais, sobretudo de Bizâncio. Ele é o alfa e o ómega, o princípio e o fim.
Outras vezes, esta figuração confunde-se com a do Juíz do fim dos tempos, tendo ao lado os Evangelistas e Apóstolos ou os 24 anciãos do Apocalipse.
Outro mistério frequente na pintura bizântina é o da Anastase (Ressurreição). As cenas da Paixão, no Ocidente, mais influenciado pelo naturalismo grego, começam a apresentar-nos, no séc.V, um crucificado nu, mas cheio de nobreza, e sempre com algum atributo significativo da divindade do supliciado. Enquanto no Oriente há mais repugnância à nudez naturalista, a figura de Cristo começa por apresentar-se vestida, embora pregada na cruz.
Mas a pouco a pouco, vai-se formando o tipo tradicional de Jesus crucificado.
Quanto à querela das imagens (iconoclastia) as cenas do Natal e do presépio sofrem naturalmente a influência franciscana do séc. XIII. Antes, Jesus Menino, em Bizâncio, aparecia nos joelhos de Maria voltado para nós, à maneira de um pequenino Basileus, nos braços da imperatriz Basilissa.
Do mesmo modo, mas com a rigidez românica primitiva, no Ocidente, até que, gradualmente, o diálogo entre Mãe e Filho se torna maleável e familiar, até chegarmos, na Baixa Idade Média, à Senhora do Leite, amamentando seu filho divino.
As outras cenas da vida de Jesus, como a do Baptismo, da vida oculta, fuga para o Egipto, e muitas outras, vão-se multiplicando com insistência vária, segundo as várias épocas.
Assim, no período românico, os Crucifixos macerados de dor e e as visões do Apocalipse vão sendo inspiradas pelo sobressalto social das últimas invasões, particularmente dos Árabes. É ver os célebres pórticos românicos de Vezelay, Moissac e outros.
Depois a influência Bizântina a seguir às cruzadas, a estabilidade social das comunas e o desenvolvimento interno da arte levam a uma representação mais optimista e aparecem à porta das catedrais, os Cristos de Majestade, herdeiros do Pantocratos, como por exemplo, na sublime representação do Beau Dieu de Amiens.
Com o declínio da Idade Média acentuam-se as cenas de paixão, as de Jesus morto nos braços de Maria ou as da sua descida ao túmulo.
O Renascimento naturalista aproveita-se do tema, quantas vezes, com certo espírito de humorismo tranquilo, a resplandecer na anatomia exacta de um Cristo de Velazquez, que fica nos antípodas da Crucificação de Grunewald, para não falarmos do Crucifixo de Perpinhão.
E são frequentes no Barroco as cenas familiares de interior, tantas vezes idealizadas numa grandeza de ambiente que estiveram longe de possuir, como em Veronese e Rubens.
A última ceia não podia deixar de ser, já desde os primeiros tempos do Românico, tema predilecto dos artistas, mais insistente quando se tratou de contentar a heresia protestante.
E tanto nos fins da Idade Média, como pelo Classicismo adiante, muitas vezes se representará Jesus Homem, nos braços do pai, sob o adejar do Espírito Santo.
No Barroco, retomar-se-á o interesse por Jesus padecente e pelo sensacionalismo das cenas da Paixão vindas da Idade Média. Ao mesmo tempo os presépios, as bodas de Canã, o Golgata, as Ressurreições, etc. enchem-se de uma multidão de personagens que satisfazem a ênfase da época e, de algum modo, aumentavam a grandeza do mistério.
no Romantismo, há que confessar a decadência da Arte Religiosa, mesmo nas tentativas dos pró-rafaelistas de a conduzirem à simplicidade dos primitivos. Caiu-se numa representação de Jesus de sentimentalismo fácil, que vulgarmente se chamou "arte de S. Sulpício".
Mais modernamente, com Maurice Denis e o seu influxo, com a escola beneditina de Beurou e sobretudo com o dramatismo de Rouault, voltou-se a uma maior autenticidade na representação d'Aquele que será sempre o objecto supremo da arte, o mais incansavelmente buscado e o mais variadamente realizado, sem jamais se conseguir chegar ao ideal que ultrapasse todo o sentido.

25/06/10

Florbela Espanca

Madrugada de 8 de Dezembro de 1894.
Nasce Florbela Espanca.
Um percurso em que a doença, o desaparecimento de seu irmão, a luta constante devido a críticas e insinuações e sobretudo, a angústia, a sua forma insaciável de amar e as desilusões, terão provocado o suicídio no dia do 36º aniversário, também a 8 de Dezembro mas de 1930, pelas 2 horas da madrugada e fechada no seu quarto.
Foi a enterrar num dia de vendaval, tendo por companhia apenas o padre e alguns amigos.
Convosco durante alguns minutos, retalhos da obra poética de uma mulher que amou demais…


Ser poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro, que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Amar

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui… Além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!

E se um dia há-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…

02/04/10

Diego Rivera - Conhece a obra deste pintor?



 Diego Rivera (1886-1957), pintor mexicano. Depois de estudar na sua pátria, em Madrid e em Paris, regressou ao México em 1921. Data desta época o início do renascimento da grande pintura mural mexicana de que foi um dos arautos. Comunista convicto, Rivera executou uma arte descritiva e de propaganda, atacando e satirizando a burguesia e procurando exaltar os valores culturais da tradição local. A sua vasta obra de muralista (cerca de 4.000 m2) é de valor plástico desigual. Rivera dedicou-se também, entre 1936 e 1940, à pintura de cavalete (paisagens, retratos, figuras populares). A sua obra, embora de forte acento didáctico e propagandístico, possui certa ingenuidade e lirismo, que, por vezes, superam a paixão sócio-política, que ordinariamente a inspirava.

http://www.youtube.com/user/cjgteles#p/a/u/1/zW4g6aPP3VQ
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