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29/02/12

Matemática e poesia ou Pi e Poe

 Pi, número irracional  
 Pi = 3,141592535897932384626433832795028841971693993751058..., 
Para a maioria dos cálculos simples é comum aproximar π por 3,14.
Uma boa parte das calculadoras científicas de 8 dígitos aproxima π 3,1415927.
Na ciência, é comum usar com 52 casas decimais.
Para cálculos ainda mais precisos, pode-se obter aproximações de π através de algoritmos computacionais (Shigeru Kondo e Alexander Yee apresentaram, em 2011, Pi com 10.000.000.000.000 casas decimais).
Poe, Edgar Allan (1809-1849): Near a Raven
 Escritor e poeta americano. Criou um poema mnemónico para o valor de Pi, com 740 casas decimais:
Poe (3), E.(1) 
      Near(4) a(1) Raven(5)
Midnights (9) so (2) dreary (6), tired (5) and (3) weary(5). 
Silently (8) pondering(9) volumes(7) extolling (9) all (3) by (2) –now (3) obsolete(8) lore(4). 
During (6) my (2) rather (6) long (4) nap (3) - the (3) weirdest (8) tap! (3) 
An (2) ominous (7) vibrating (9) sound (5) disturbing (0) my (2) chamber's (8) antedoor.(8) 
"This"(4), I (1) whispered (9) quietly (7), "I (1) ignore" (6).
Perfectly (...), the intellect remembers: the ghostly fires, a glittering ember. 
Inflamed by lightning's outbursts, windows cast penumbras upon this floor. 
Sorrowful, as one mistreated, unhappy thoughts I heeded: 
That inimitable lesson in elegance - Lenore - 
Is delighting, exciting...nevermore.
Ominously, curtains parted (my serenity outsmarted), 
And fear overcame my being - the fear of "forevermore". 
Fearful foreboding abided, selfish sentiment confided, 
As I said, "Methinks mysterious traveler knocks afore. 
A man is visiting, of age threescore."
Taking little time, briskly addressing something: "Sir," (robustly) 
"Tell what source originates clamorous noise afore? 
Disturbing sleep unkindly, is it you a-tapping, so slyly? 
Why, devil incarnate!--" Here completely unveiled I my antedoor-- 
Just darkness, I ascertained - nothing more.
While surrounded by darkness then, I persevered to clearly comprehend. 
 I perceived the weirdest dream...of everlasting "nevermores". 
Quite, quite, quick nocturnal doubts fled - such relief! - as my intellect said, 
(Desiring, imagining still) that perchance the apparition was uttering a whispered "Lenore". 
This only, as evermore.
Silently, I reinforced, remaining anxious, quite scared, afraid, 
While intrusive tap did then come thrice - O, so stronger than sounded afore. 
"Surely" (said silently) "it was the banging, clanging window lattice." 
 Glancing out, I quaked, upset by horrors hereinbefore, 
 Perceiving: a "nevermore".
Completely disturbed, I said, "Utter, please, what prevails ahead. 
 Repose, relief, cessation, or but more dreary 'nevermores'?" 
The bird intruded thence - O, irritation ever since! - 
Then sat on Pallas' pallid bust, watching me (I sat not, therefore), 
And stated "nevermores".
Bemused by raven's dissonance, my soul exclaimed, "I seek intelligence; 
Explain thy purpose, or soon cease intoning forlorn 'nevermores'!" 
"Nevermores", winged corvus proclaimed - thusly was a raven named? 
Actually maintain a surname, upon Pluvious seashore? 
I heard an oppressive "nevermore".
My sentiments extremely pained, to perceive an utterance so plain, 
Most interested, mystified, a meaning I hoped for. 
"Surely," said the raven's watcher, "separate discourse is wiser. 
Therefore, liberation I'll obtain, retreating heretofore - 
 Eliminating all the 'nevermores' ".
Still, the detestable raven just remained, unmoving, on sculptured bust. 
 Always saying "never" (by a red chamber's door). 
A poor, tender heartache maven - a sorrowful bird - a raven! 
O, I wished thoroughly, forthwith, that he'd fly heretofore. 
Still sitting, he recited "nevermores".
The raven's dirge induced alarm - "nevermore" quite wearisome. 
I meditated: "Might its utterances summarize of a calamity before?" 
O, a sadness was manifest - a sorrowful cry of unrest; 
 "O," I thought sincerely, "it's a melancholy great - furthermore, 
Removing doubt, this explains 'nevermores' ".
Seizing just that moment to sit - closely, carefully, advancing beside it, 
Sinking down, intrigued, where velvet cushion lay afore. 
A creature, midnight-black, watched there - it studied my soul, unawares. 
Wherefore, explanations my insight entreated for. 
Silently, I pondered the "nevermores".
"Disentangle, nefarious bird! Disengage - I am disturbed!" 
 Intently its eye burned, raising the cry within my core. 
"That delectable Lenore - whose velvet pillow this was, heretofore, 
Departed thence, unsettling my consciousness therefore. 
She's returning - that maiden - aye, nevermore."
Since, to me, that thought was madness, I renounced continuing sadness. 
Continuing on, I soundly, adamantly forswore: 
"Wretch," (addressing blackbird only) "fly swiftly - emancipate me!" 
"Respite, respite, detestable raven - and discharge me, I implore!" 
A ghostly answer of: "nevermore".
" 'Tis a prophet? Wraith? Strange devil? Or the ultimate evil?" 
 "Answer, tempter-sent creature!", I inquired, like before. 
"Forlorn, though firmly undaunted, with 'nevermores' quite indoctrinated, 
Is everything depressing, generating great sorrow evermore? 
I am subdued!", I then swore.
In answer, the raven turned - relentless distress it spurned. 
"Comfort, surcease, quiet, silence!" - pleaded I for. 
"Will my (abusive raven!) sorrows persist unabated? 
Nevermore Lenore respondeth?", adamantly I encored. 
The appeal was ignored.
"O, satanic inferno's denizen -- go!", I said boldly, standing then. 
"Take henceforth loathsome "nevermores" - O, to an ugly Plutonian shore! 
Let nary one expression, O bird, remain still here, replacing mirth. 
 Promptly leave and retreat!", I resolutely swore. 
Blackbird's riposte: "nevermore".
So he sitteth, observing always, perching ominously on these doorways. 
Squatting on the stony bust so untroubled, O therefore. 
Suffering stark raven's conversings, so I am condemned, subserving, 
To a nightmare cursed, containing miseries galore. 
Thus henceforth, I'll rise (from a darkness, a grave) -- nevermore!
                        -- Original: E. Poe 
                        -- Redone by measuring circles.

03/02/12

Homens com gripe - segundo Lobo Antunes

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
 Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer

António Lobo Antunes

04/07/10

Mário Dionísio - Entrou aqui a inspiração

Entrou aqui a inspiração
pela janela aberta
apanhou o artista de surpresa
que não cria nela

Entrou num turbilhão
de incerteza
e oferta

Entrou saiu
e só deixou
no vazio que encontrou

um quarto um cavalete uma janela

Julieta Ferreira (Lx,1952) - Romancista e Poetisa

Ah! A incomensurável distância
Sem tréguas... sem ruptura...
Que me afasta de tudo o mais amado!
Pela aridez estéril do deserto que trilho
Vivo na miragem de um oásis desejado
Sem ser quimera ou fantasia
Para além do aqui e agora...
Num espaço em que me conheço e sou
Já não o corpo pesado levitando
já não o espírito maltratado pelo devir
Ou a mente afogada na densa bruma
Do desconhecido assustador porvir
Já não o grito sufocado que se calou
No vazio do meu peito tão fatigado.

25/06/10

Florbela Espanca

Madrugada de 8 de Dezembro de 1894.
Nasce Florbela Espanca.
Um percurso em que a doença, o desaparecimento de seu irmão, a luta constante devido a críticas e insinuações e sobretudo, a angústia, a sua forma insaciável de amar e as desilusões, terão provocado o suicídio no dia do 36º aniversário, também a 8 de Dezembro mas de 1930, pelas 2 horas da madrugada e fechada no seu quarto.
Foi a enterrar num dia de vendaval, tendo por companhia apenas o padre e alguns amigos.
Convosco durante alguns minutos, retalhos da obra poética de uma mulher que amou demais…


Ser poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro, que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Amar

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui… Além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!

E se um dia há-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…

24/06/10

O Sonho

Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria,
Ao que desconhecemos
E ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama

22/06/10

É preciso avisar toda a gente

É preciso avisar toda a gente.
Dar notícia, informar, prevenir
Que por cada flor estrangulada
Há milhões de sementes a florir.

É preciso avisar toda a gente.
Segredar a palavra e a senha,
Engrossando a verdade corrente
Duma força que nada a detenha.

É preciso avisar toda a gente
Que há fogo no meio da floresta
E que os mortos apontam em frente
O caminho da esperança que resta.

É preciso avisar toda a gente
Transmitindo este morse de dores
É preciso, imperioso e urgente
Mais flores, mais flores, mais flores.

João Apolinário

01/05/10

All you need is love

"There’s nothing you can do that can’t be done.
Nothing you can sing that can’t be sung.
Nothing you can say but you can learn how to play the game
It’s easy.
There’s nothing you can make that can’t be made.
No one you can save that can’t be saved.
Nothing you can do but you can learn how to be in time
It’s easy.
All you need is love, all you need is love,
All you need is love, love, love is all you need.
Love, love, love, love, love, love, love, love, love.
All you need is love, all you need is love,
All you need is love, love, love is all you need.
There’s nothing you can know that isn’t known.
Nothing you can see that isn’t shown.
Nowhere you can be that isn’t where you’re meant to be.
It’s easy.
All you need is love, all you need is love,
All you need is love, love, love is all you need.
All you need is love (all together now)
All you need is love (everybody)
All you need is love, love, love is all you need"
Beatles

15/04/10

Marcha do ódio

Ódio ao pirata, ódio ao bandido,
Ódio ao ladrão!
Ódio de estóico, que é vencido:
Para morrer, - sem um gemido!
Para matar, - sem um perdão!

Ódio danado, ervado, infrene,
Ódio mortal!
Ódio que turve e que envenene
A fonte angélica e perene
Do branco leite maternal.

Ódio que vá, contínua herança
De luto e dor,
D'alma do velho à da criança,
Como uma seiva ébria d'esp'rança
Duma raiz para uma flor!

Ódio que o Beijo, verdadeiro
Íman de Deus,
Transmita eléctrico e ligeiro,
Quer, a sorrir, no amor primeiro,
Quer, a expirar, no extremo adeus!

Ódio, facada escancarada
De canibais,
Boca blasfema d'alvorada,
Sempre a sangrar, nunca fechada,
Nunca, Jamais, jamais, jamais!

Ódio que, assim, como um cautério
De fogo atroz,
Requeime o egoísmo deletério,
Fermentação de cemitério
A apodrecer dentro de nós!

Ódio, explosão duma cratera,
Rubro e febril!
Ódio invencível como a hera,
Ódio com dentes de pantera,
Ódio com babas de réptil!

Ódio inflamando-nos, gangrena
Canicular!
Ódio d'Alsácia e de Lorena,
Ódio de mãe, - mulher ou hiena,
Se um filho, ó Deus, lhe vão matar!

Ódio sublime, hóstia com travos
De raiva e fel!
Hóstia da missa dos escravos,
Hóstia mais doce para os bravos
Do que a ambrosia e do que o mel!

Ódio feroz, cilício ardente
Cosido aos rins!
Ódio demente, ódio estridente,
Ódio que morda e ensanguente
A boca em brasa dos clarins!

Ódio sem termo, ódio sem jugo,
Ódio sem lei!
Ódio d'herói, que, digno d'Hugo,
Sob o montante dum verdugo
Cospe inda insultos contra um rei!

Ódio de monstro ensanguentado
Numa prisão,
Ódio bradando, - inútil brado!
Como uma cruz num descampado,
Como um punhal num coração!

Guerra Junqueiro

27/03/10

A Nau Catrineta

Lá vem a nau Catrineta
Que tem muito que contar!
Ouvide agora, senhores,
Uma História de pasmar.

Passava mais de ano e dia
Que iam na volta do mar,
Já não tinham que comer,
Já não tinham que manjar.
Deitaram sola de molho
Para o outro dia jantar;
Mas a sola era tão rija,
Que a não puderam tragar.
Deitam sortes à ventura
Qual se havia de matar;
Logo foi cair a sorte
No capitão general.

- Sobe, sobe, marujinho,
Aquele mastro real,
Vê se vês terras de Espanha,
As praias de Portugal.
- Não vejo terras de Espanha,
Nem praias de Portugal;
Vejo sete espadas nuas
Que estão para te matar.
- Acima, acima, gajeiro,
Acima, ao tope real!
Olha se enxergas Espanha,
Areias de Portugal.
- Alvíssaras, capitão,
Meu capitão general!
Já vejo terras de Espanha,
Areias de Portugal.
Mais enxergo três meninas
Debaixo de um laranjal:
Uma sentada a coser,
Outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas
Está no meio a chorar.
- Todas três são minhas filhas,
Oh, quem me dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-de casar.
- A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar.
- Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar.
- Não quero o vosso dinheiro
Que vos custou a ganhar.
- Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual.
- Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar.
- Dar-te-ei a nau Catrineta,
Para nela navegar
- Não quero a nau Catrineta,
Que a não sei governar.
- Que queres tu, meu gajeiro,
Que alvíssaras te hei-de dar?
- Capitão, quero a tua alma
Para comigo a levar.
- Renego de ti, demónio,
Que me estavas a atentar!
A minha alma é só de Deus;
O corpo dou eu ao mar.

Tomou-o um anjo nos braços,
Não no deixou afogar.
Deu um estouro o demónio,
Acalmaram vento e mar;
E à noite a nau Catrineta
Estava em terra a varar.
Romanceiro
Almeida Garrett

20/02/10

A Marcha do Vitória de Setúbal

Em Setúbal nasceu
Um clube pequenino
Que ficou bem na memória

E com os anos cresceu
Entranhado no destino
Com o nome de Vitória

Agora já foi igual
Aos grandes de tradição
O Vitória faz das suas

Quer dentro de Portugal
Ou em qualquer outra nação
Perde uma não perde duas


VIVA O VITÓRIA
GRITEMOS TODOS BEM ALTO
É O VITÓRIA
QUE PÕE TUDO EM SOBRESSALTO
VIVA O VITÓRIA
EQUIPA DE TRADIÇÃO
VIVA O VITÓRIA
CLUBE DO MEU CORAÇÃO

CANTEMOS TODOS ESTA MARCHA DE LOUVOR
CANTEMOS TODOS SEJA LÁ ONDE FOR
VIVA O VITÓRIA
QUE NOS FAZ CRIAR GLÓRIA
GRITEMOS TODOS BEM ALTO
GRITEMOS VIVA O VITÓRIA

Vitória tens o bairrismo
Adeptos do coração
Que te sabem proteger

Ganhando com brilhantismo
Jogando com correcção
E também sabes perder

Quando em dias de final
Se chegares à vitória
És por todos saudado

Equipa de Portugal
És a honra és a glória
Desta cidade do Sado

VIVA O VITÓRIA
GRITEMOS TODOS BEM ALTO
É O VITÓRIA
QUE PÕE TUDO EM SOBRESSALTO
VIVA O VITÓRIA
EQUIPA DE TRADIÇÃO
VIVA O VITÓRIA
CLUBE DO MEU CORAÇÃO

CANTEMOS TODOS ESTA MARCHA DE LOUVOR
CANTEMOS TODOS SEJA LÁ ONDE FOR
VIVA O VITÓRIA
QUE NOS FAZ CRIAR GLÓRIA
GRITEMOS TODOS BEM ALTO
GRITEMOS VIVA O VITÓRIA

13/02/10

Hino de Setúbal

Setúbal, eu tenho pena
de não te poder cantar.
Tu és mote de um poema
que ninguém pode ensinar

Se há beleza em qualquer lado
se valesse algum dinheiro
com a princesa do Sado
comprava-se o mundo inteiro


Onde é que existe um rio azul igual ao meu
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim.


Setúbal terra morena
onde tudo fica bem,
tens a beleza serena
no rosto de minha mãe.

Ó rio Sado de águas mansas
que pró mar vais a correr,
não leves minhas esperanças
sem esperanças não sei viver.


Onde é que existe um rio azul igual ao meu
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim.

08/02/10

Quero cantar

Quero cantar, cantar
Antes que a morte
Para sempre corte
Os ecos do meu canto

Cantar, cantar ao mundo
E à própria sorte
Cantar, cantar bem alto
Para abafar bem fundo o pranto

Maria Só