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14/03/20

6 A ARTE ROMÂNICA Apresentação


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A ARTE ROMÂNICA
Apresentação

Muitos crentes receavam que acabasse o mundo no ano 1000.
Este fator contribuiu para que aumentasse o fervor religioso e se intensificassem as peregrinações aos locais sagrados mais importantes do mundo cristão.
A partir do séc. X surge na Europa um grande número de mosteiros, situados sobretudo nas rotas para Jerusalém, Roma e Santiago de Compostela.
A construção de mosteiros a bom ritmo perdurou pelos séculos XI, XII e XIII.
Nesse período, as ordens religiosas já existentes ganharam influência e poder, e outras foram surgindo.
Com as suas regras e hábitos específicos, algumas desempenharam um papel relevante na sociedade e no preservação do conhecimento.
O feudalismo impõe-se como sistema de organização da sociedade, onde camponeses e artesãos são servos de um senhor nobre, proprietário do feudo.
Os servos, contudo, têm alguma proteção do seu senhor, por viverem nas suas terras.
Entre 1096 e 1272 houve uma dezena de Cruzadas.
Estas consistiram em guerras, invasões ou movimentações militares com vista a conquistar a Terra Santa para o domínio dos cristãos e a expulsar os muçulmanos do território europeu.
Nas Cruzadas participaram as ordens religiosas que eram simultaneamente ordens militares, com os seus monges cavaleiros: Ordem Cisterciense, Ordem dos Templários e Ordem de Malta (ou dos Cavaleiros Hospitalários
Neste cenário surge e instala-se o estilo Românico, que tem o seu apogeu entre 1050 e 1200.
É o primeiro estilo internacional da Idade Média, espalhando-se por grande parte da Europa e estando representado por diversas variantes regionais.
O estilo Românico recebeu esse nome por alguns historiadores antigos terem visto na arquitetura semelhanças com a romana, na utilização do arco de volta perfeita e das abóbadas que dele derivam.
Além da influência romana, a arte românica apresenta evidentes influências das artes pré-românica e bizantina; nuns casos mais ao nível da arquitetura, noutros mais da escultura, da pintura, da ilustração de livros ou da ourivesaria.
Neste período, os mosteiros são importantíssimos centros de cultura e de produção de arte, sendo os monges os detentores do saber.
Mas também os castelos e algumas residências feudais tiveram um papel importante na divulgação e produção artística.
No período românico há uma fecunda produção literária, poética e musical.
Surgem os trovadores, poetas líricos de cariz popular, cujos poemas eram musicados e cantados nas cortes e em festividades.
Uma parte muito significativa da arte românica tem a religião como tema e motivação.
A arte românica glorifica a religião cristã, mas também o poder dos reis e dos nobres.
No mundo românico tudo gira em torno da religião cristã.

ARTE ROMÂNICA Arquitetura


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 ARTE ROMÂNICA
 Arquitetura


 Arquitetura religiosa

Da arquitetura religiosa destacam-se os mosteiros e as igrejas.
Muitos dos mosteiros são estrategicamente construídos em locais de refúgio, algo isolados, na natureza, na presença de água e de terrenos férteis.
Os mosteiros são estruturas complexas, apetrechadas de espaços de trabalho, oração e descanso: igreja, sacristia, claustro, sala do capítulo, dormitório, cozinha, refeitório, adega, granja, celeiro, despensas, oficinas, estábulos, enfermaria.
Alguns mosteiros de França serviram de modelo a muitos outros que foram construídos pela Europa, nomeadamente os de Fleury-sur-Loire e Saint-German-des-Prés, e Cluny, entre outros.
Por norma, as igrejas e as catedrais românicas têm planta em cruz latina.
O corpo principal é composto por três ou cinco naves, por vezes muito longas.
O transepto pode ter uma ou três naves.
Estes espaços intersetam-se no cruzeiro, sobre o qual está a torre-lanterna, ou zimbório.
 Algumas igrejas de grandes dimensões têm dois transeptos.
Para lá do transepto situa-se a cabeceira, no centro da qual está a abside, onde se situa o altar-mor.
No prolongamento das naves laterais pode haver deambulatório, ou charola, que contorna a abside.
É frequente haver absidíoles, ou capelas, no transepto e no deambulatório.
As naves estão separadas por robustas pilastras, que são pilares cruciformes compostos por diversos colunelos adossados.
Os tetos das naves laterais são abóbadas de berço, ou de canhão; os das naves laterais são abóbadas de arestas.
O arco utilizado é o de volta perfeita, ou semicircular, e surge em diversos locais da igreja: entre pilastras (arcos formeiros), suportando abóbadas (arcos torais), em pórticos, portas, janelas, janelas cegas, seteiras, torres sineiras, tribunas, clerestórios e trifórios.
As tribunas são espaços de circulação sobre as naves laterais, dando para a nave central.
Sobre as naves laterais, eventualmente sobre as tribunas, pode também haver clerestórios, que são conjuntos de janelas; ou trifórios, que são estreitas galerias ou arcadas cegas dispostas em conjuntos de três.
Os claustros, de formato quadrado, são contornados por uma galeria de circulação que comunica com o pátio através de arcadas, apoiadas em finos colunelos, que se apresentam aos pares.
As igrejas românicas são pouco iluminadas, entrando a luz por janelas altas, pela rosácea (que nem sempre existe) e pela torre-lanterna, que ilumina a zona do altarmor através das janelas que nela existem.
Exteriormente, em igrejas de grandes dimensões, a fachada principal é muitas vezes composta por um pórtico encimado por um ou mais janelões ou por uma rosácea, sendo ladeada por duas robustas torres sineiras.
Existem outras tipologias de fachadas, sobretudo em igrejas de médias e pequenas dimensões.
 Em Itália é frequente haver apenas uma torre sineira, que pode estar afastada do corpo da igreja e ter formato cilíndrico.
No exterior, os contrafortes têm uma presença muito evidente, estando visivelmente destacados da parede.
Parecem pilares exteriores, mas na realidade são o prolongamento dos pilares para o exterior.
A sua função é suportar a enorme pressão exercida lateralmente pelas abóbadas.
Algumas igrejas românicas são igrejas-fortaleza.
Trata-se de construções especialmente robustas com o propósito de defender, encimadas por ameias e merlões, como sucede nas torres e muralhas dos castelos; possuem também seteiras, frestas utilizadas para o disparo de setas.
Nalguns casos existem três pórticos na fachada principal, comunicando os três com a nave central ou cada um com uma nave.
É também comum haver um ou dois pórticos nas fachadas laterais, por vezes nos topos do transepto.
Os pórticos são rematados por um conjunto de arquivoltas em torno do tímpano, e assentam lateralmente numa série de colunelos.
É comum nos pórticos mais largos haver uma coluna a meio, designada por mainel.


Arquitetura civil e militar

A arquitetura civil e militar românica tem um cariz marcadamente defensivo. ~
Parte das construções foi feita em madeira e colmo, acabando muitas delas por desaparecer por ação de incêndios e do tempo.
O que ficou foi a construção em pedra. As casas dos nobres eram, muitas das vezes, torres de planta quadrangular, nalguns casos circular, com três ou quatro pisos, com robustas paredes exteriores de pedra.
Paredes interiores e chãos eram de madeira.
O primeiro piso possuía loja ou oficina, o segundo era composto por uma grande sala, no último estavam os aposentos privados.
O acesso para o segundo piso era feito por uma escada de madeira, que se retirava por razões de defesa.
Os castelos são as construções fortificadas por excelência, por norma situados em pontos altos, protegidos pela própria geografia dos terrenos.
Possuíam uma ou duas muralhas com várias torres. No interior das muralhas existiam instalações militares ou aposentos de nobres.
As muralhas são rematadas por ameias e merlões, servindo para proteger quem está em ação de vigilância ou de ataque.
A torre de menagem é a mais central e de maiores dimensões.
Esses espaços protegidos deram guarida aos cavaleiros das cruzadas. Foi também neles que se desenvolveram a música e a literatura medievais, assim como a poesia trovadoresca.
As povoações medievais não possuem uma malha urbana geométrica nem regular.
São protegidas por uma muralha, que nuns casos se aproxima da forma retangular, noutros da circular.
A malha urbana é orgânica, adaptando-se à presença de poços e irregularidades do terreno (colinas, rochedos, etc.), assim como aos ventos dominantes e à incidência do Sol.
Das portas das muralhas partem as ruas principais, de onde derivam as secundárias e um emaranhado de ruelas e becos.
No centro da povoação situa-se a igreja principal, ou a catedral.
Ao longo das vias de comunicação, finalmente renovadas e criadas após a queda do Império Romano, são construídas pontes para se encurtarem distâncias.
Essas pontes possuem arcos de volta perfeita, assentes em robustos pilares.

8 ARTE ROMÂNICA Escultura


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 ARTE ROMÂNICA
 Escultura

O relevo tem um destaque especial na escultura românica, apresentando influências algo remotas das esculturas grega e romana, acrescidas de contribuições germânicas, escandinavas e muçulmanas.
Essas influências, algo díspares e aparentemente incompatíveis, fizeram ressurgir por toda a Europa um tipo de escultura com uma grande coerência temática, formal e técnica, conduzindo a um estilo próprio.
A escultura de cariz decorativo e com pendor marcadamente religioso, vai ressurgir a partir de meados do séc. XII no sudoeste de França e no norte de Espanha, ligada à ação das ordens religiosas e ao espírito de peregrinação.
Num período de grande controlo por parte da Igreja, os relevos apresentam relatos de histórias sagradas e de cenas bíblicas, mas também de cenas da vida quotidiana, neste caso sobretudo relacionadas com o trabalho rural.
A escultura em relevo, essencialmente vinculada à arquitetura, tinha um papel pedagógico, já que apresentava narrativas bíblicas acessíveis a quem não sabia ler, que era a população em geral. Assim, os relevos, juntamente com os frescos, eram como que a Bíblia dos analfabetos.
Os relevos apresentam-se como “evangelhos de pedra”, muitas vezes talhados com alguma ingenuidade, mas também pejados de fantasia.
Mais do que ilustrar cenas bíblicas e o quotidiano, eles pretendem facilitar o diálogo entre os fiéis e o pensamento religioso.
Fora dos universos paleocristão e bizantino, com as suas igrejas cobertas de mosaicos (nalguns casos também de frescos), a decoração arquitetónica do período préromânico foi muito austera, cingindo-se a pouco mais do que à decoração de capitéis.
Embora as igrejas românicas sejam sóbrias em termos de decoração, os relevos, originalmente pintados, podem surgir em diversos locais: capitéis, fustes de colunas e de colunelos, arcadas e arquivoltas, tímpanos, cornijas, mísulas, cachorradas, frisos, rosáceas e pias batismais.
O capitel românico é redondo em baixo, onde se apoia no fuste, e quadrado em cima. Adaptados a essa forma, os capitéis contêm composições vegetalistas, animalistas e geométricas, assim como cenas bíblicas, alegorias e detalhes do quotidiano.
O portal, no seu todo, simboliza o acesso à casa de Deus, à proteção divina.
O tímpano é muitas vezes um elemento ricamente decorado, sendo comum a representação de Cristo entronizado, envolto pela mandorla, ou amêndoa mística.
É curioso observar que, apesar de os relevos estarem subordinados aos elementos arquitetónicos já referidos, existem engenhosos processos para o seu enquadramento.
Em tímpanos, frisos e até nos capitéis conseguem-se elaboradas composições, inclusive com narrativas.
As formas e as figuras eram muitas vezes inspirados ou copiados das ilustrações de livros, de padrões de tecidos orientais, de marfins bizantinos e de referências dos vários povos bárbaros que invadiram a Europa nos séculos anteriores.
As temáticas religiosas mais frequentes são retiradas do “Apocalipse” e do “Juízo Final”.
A representação de Cristo surge essencialmente em majestade, junto dos quatro apóstolos ou dos seus símbolos.
Também é frequente a representação do Agnus Dei.
O medo do fim do mundo e dos poderes demoníacos foi também muito explorado, sobretudo com base em lendas, mitologia pagã e imaginário popular.
Daí surgiram autênticos bestiários que incluíam figuras híbridas e grotescas, algumas em posições obscenas.
Figuras humanas e outras são comummente representadas dum modo hierático, em poses frontais e rígidas, sendo frequentes as desproporções entre os diferentes elementos, assim como as incorreções anatómicas.
Após a queda do Império Romano, com a vinda dos povos invasores criou-se uma espiritualidade que recusava a estatuária de vulto completo.
Só a partir do séc. X, a estatuária foi ressurgindo, a partir do sul de França. Contudo, esteve longe de ter a importância do relevo.
Da estatuária românica destacam-se imagens da Virgem, entronizada ou com o Menino, por norma de cariz popular e adoradas sobretudo no meio rural.
Também em poses rígidas e com incorreções anatómicas, são feitas em metal, pedra, madeira e gesso, sempre pintadas.
A partir de meados do séc. XII, no sul de França e na Itália, as figuras libertam-se dos cânones rígidos e adquirem um toque clássico, sendo mais naturalistas e apresentando algum movimento.
Na transição para o período gótico, as imagens começam a evidenciar sentimentos humanos.
Cristo no calvário ou na cruz revela drama e sofrimento; a Virgem mostrase dorida.
Importa referir que a escultura românica de vulto completo é concebida para ser vista de frente, sendo que o lado de trás das figuras não apresenta qualquer motivo de interesse.
Nos túmulos românicos junta-se o relevo e a estatuária; o primeiro nas paredes da urna, a segunda na tampa, com a representação da figura jazente.
Num caso e noutro observam-se as caraterísticas formais e técnicas já referidas.
Das artes do metal destacam-se pequenas peças feitas em bronze fundido, e outras em metais preciosos, algumas contendo esmaltes ou gemas.
Existem também os cofres-relicário, com estrutura em madeira coberta por placas de ouro e prata com pedras preciosas.
A escultura em marfim, tradição vinda dos séculos anteriores, e de diferentes povos, tem também alguma relevância, sobretudo em crucifixos.

9 ROMÂNICO Pintura


9
ROMÂNICO
Pintura

 Embora a pintura tenha tido uma grande importância no período românico, não chegaram aos nossos dias tantas obras como no caso da escultura, fruto da ação humana, do tempo e de alguns incidentes.
A pintura românica apresenta-se sobretudo em duas modalidades: o fresco, na decoração de espaços arquitetónicos interiores, principalmente igrejas; a iluminura, na ilustração de livros.
Em ambas, a temática dominante é a religiosa.
Apesar das variantes estéticas e formais, no essencial vamos encontrar na pintura caraterísticas idênticas às da escultura, sendo nela evidentes as influências bizantina, carolíngia e otoniana.
Embora pelos modos de fazer seja possível identificar algumas escolas ou oficinas regionais ou locais, raramente se conhecem os nomes dos autores dessas obras, tal como sucede com a escultura.
Aliás, sabe-se que muitas das obras eram de execução coletiva.
Muitos dos pintores e escultores eram artesãos e monges que se especializaram numa ou noutra área, devido a um jeito especial ou a uma dedicação persistente.
A aprendizagem não era formal, feita em escolas especializadas, mas adquiria-se na prática, sobretudo copiando.
No caso da iluminura, sabe-se que a aprendizagem era feita nas oficinas conventuais, entre os monges copistas.
No caso do fresco, era feita na prática da decoração das igrejas, quando os edifícios eram dados por concluídos.
No fresco, pouco ou nenhum espaço de liberdade era deixado aos pintores, já que tanto os temas como as composições eram definidas pelo patrono ou encomendador da obra.
Os pintores eram pouco mais do que executantes de um plano estabelecido.
Muita da pintura românica conta histórias do Velho e do Novo Testamento, destacando-se cenas apocalípticas, passagens da vida de Cristo e de santos.
As principais caraterísticas da pintura românica são:
 - Uma forte presença do desenho, destacando-se a linha como elemento estruturante;
 - Falta de rigor anatómico, sendo frequentes os corpos em posições algo desarticuladas;
 - Tendência para a estilização e geometrização; utilização quase exclusiva de cores planas;
 - Cenários inexistentes, abstratos ou simbólicos;
 - Composições ora algo desordenadas, ora assentes em esquemas repetitivos.
Comparativamente com os relevos, existe na pintura uma maior dinâmica e algum sentido de ritmo.
 Contuso, também a pintura assume um poder simbólico, sobrenatural e doutrinário.
 A nudez e a sobriedade que hoje existe em muitas igrejas românicas era uma caraterística apenas das igrejas cistercienses.
Nas restantes predominava uma extensa policromia que revestia paredes, abóbadas, pilastras e relevos, numa ambiência de encantamento e transcendência
Menos frequentes mas igualmente significativos foram os retábulos pintados sobre madeira, usados principalmente na decoração de altares.
Esses retábulos foram comuns na Catalunha.
Também chegaram aos nossos dias alguns tetos de madeira pintados com cenas ou figuras religiosas.
Na Itália, devido à tradição romana e bizantina, continua a ser frequente a decoração das igrejas com riquíssimos painéis de mosaicos, que tanto podem cobrir abóbadas como paredes, o chão ou arcadas.
No início da Idade Média enraizou-se o hábito de copiar manuscritos, nos scriptoriae das catedrais e dos mosteiros.
Tal hábito deu origem a uma tradição que se manteve até ao advento da imprensa.
Copiavam-se bíblias, manuais litúrgicos, crónicas históricas, tratados filosóficos, etc.
Tais livros eram produtos raros e preciosos, destinados a consumo interno ou a uma reduzida clientela de eruditos que os valorizavam.
E mais preciosos se tornavam se ricamente ilustrados com imagens fantasiosas e cheias de cor: as iluminuras.
Oscilando entre a figuração e os ornamentos estilizados e geométricos, essas ilustrações tanto podiam ocupar uma página inteira, como partilhá-la com a escrita, ou reduzirem-se à decoração das iniciais de cada capítulo ou parágrafo.
Se bem que algumas iluminuras apresentem desenhos e composições algo primárias, outras revelam uma enorme destreza técnica e uma grande criatividade, levando a supor que provavelmente haveria monges que se dedicavam em exclusividade a essa tarefa.
Executadas em ambiente pacato e intimista, em geral as iluminuras apresentam um imaginário e uma diversidade estética superiores às que se encontram nos frescos e nos relevos, sendo provável que os seus motivos tivessem servido de referência a estas técnicas.
Consoante as regiões, as iluminuras revelam influências específicas: na Alemanha, do período carolíngio; nas Ilhas Britânicas, dos anglo-saxões e irlandeses; na Itália, da estética bizantina; em Espanha, da arte muçulmana