Mensagem de boas vindas

Bem Vindo ao blog Campo da Forca. Apontamentos pessoais também abertos a quem os quiser ver.

06/03/12

A mulher artista na história da arte - BIBLIOGRAFIA


BIBLIOGRAFIA

Giorge Duby, Michele Perrot, “História das Mulheres no Ocidente”. Edições
Afrontamento, Lx. 1994

Vários, “História Universal” Instituto Gallach, Edições Oceano

Vários, “História Universal”, Editorial Salvat, 2005

Jacques Berlioz, “Monges e Religiosos na Idade Média” Edições Terramar

Carlos Alberto Ferreira Almeida, “História da Arte em Portugal”, Editorial Presença, Lx.

Umberto Eco, “Arte e Beleza na Estética Medieval, editorial Presença, Lx.

Jean Delumeau, “A Civilização do Renascimento” (1984) edições 70, Lx. 2004

Bonnie S. Anderson Y Judith P. Zinsser, “História de Las Mujeres: Una História Própria” (1998), Editorial Crítica, Barcelona, 1991

Jacques Le Goff, Leroy Ladure, George Duby e Outros “A Nova História”, (1977) Edições 70, Lx. 1991

Jacques Heers, “A Idade Média – Uma Impostura” (1992), Edições Asa, Lx. 1994

H. W. Janson, “História da Arte”, Edição Fundação Calouste Gulbenkian, Lx. 2007

Everard M. Upjohn, Paul S. Wingert e Jane Gaston MahJer, (1965) “História Mundial da Arte”, Livraria Bertrand, Lx. 196?

Vários, “Guia da História da Arte – Os artistas, as obras, os movimentos, do séc. XIV aos nossos dias” Edição de Sandro Sproccati (2000), Edições Presença, Lx. 2002

Gerard Legrand, “A Arte do Renascimento” (1999), Edições 70, Lx. 2000

Vários, “Histoire General de La Peinture”, Editions Rencontre, Lausanne, 1966

Lionello Venturi, “ História da Crítica de Arte” (1936), Edições 70, Lx. 1998

Whitney Chadwick, “Women, Art and Society” Ed. Thames and Hudson Ltd, London, 1990

Griselda Pollock “Vision and difference – Feminity, femenism and Histories of Art, Ed. Routlege, 1988

Ann Sutherland Harris, Linda Nochlin, “Femmes Peintres 1550-1950” Ed. Des Femmes

Giorgio Vasari, Benvenuto Cellini, “Vite di Artisti”, Editions Gallimard, 2002

Anne Cauquelin, “Les Théories de L’Art”, Ed. Puff, Paris, 1998

Jan Mukaróvsky, “Escritos sobre Estética e Semiótica da Arte”, (1975), Editorial Estampa, Lx. 1988

Anne Sauvagnargues “Arte et Philosophie”, Ens Editions Fontenay / saint Claude, 1998

Eugénio Garin, “Idade Média e Renascimento” (1950), Editorial Estampa, Lx. 1994

John Berger “Modos de Ver”, Ed. GG, 2004

Giulio Carlo Argan, Maurizio Fagiolo, “Guia da História da Arte” (1992), Editorial Estampa, 1994

Giulio Argan, “Arte e Crítica de Arte”, Editorial Estampa, Lx.

Ernst Kris y Otto Kurz, “La Lleyenda del Artista” (1979), Ed. Ensayos Arte Cátedra, Madrid 1982

José Ortega y Garsset, “ A desumanização da Arte e outros Ensaios de Estética”, Ed. Almedina, Coimbra, 2003

Omar Calabrese, “A Linguagem da Arte” (1985), Editorial Presença, Lx. 1986

Matilde Battistini, “Symboles et Allégories”, Ed. Hazan, Paris, 2004

Marcus Lodwick, “Guia do Apreciador da Pintura”, Editorial Estampa, Lisboa, 2003

Stephen Little, “…Ismos – Entender a Arte” (2004) Ed. Lisma, Seixal, 2007

Vários autores, “Verbo - Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura”, Editorial Verbo, Lx. 1994

Vários autores “Grande Dicionário Enciclopédico”, Edição Clube Internacional do Livro, Lx.

Vários autores “Nova Enciclopédia Larousse” Edição Selecções do Reader’s Digest

Vários Autores “ Encyclopedia Britannica Deluxe CD”, 2008

Unesco (enciclopédia), “L´Histoire de L´Humanité” Edition Robert Lafont, Vol. IV, Paris, 1991

04/03/12

"Ten reasons to visit Portugal"

A MULHER ARTISTA NA HISTÓRIA DA ARTE - Conclusão


13- Conclusão
Durante muitos séculos o estudo sobre as mulheres em geral e as artistas em particular, foi uma questão ausente na historiografia.
Vítimas de opressão e votadas ao silêncio da reprodução materna na sombra da domesticidade, foram apagadas enquanto o homem resplandecia e agia.
No entanto, nenhum obstáculo foi verdadeiramente capaz de impedir o seu desenvolvimento social.
A emancipação foi uma tarefa árdua.
De sexo frágil, a mulher passou a ser responsável por um processo social que o mundo vem sofrendo, a revolução feminina, onde as mulheres deixaram de ser apenas donas do lar, para participar efectivamente da construção da história em todas as suas vertentes.
O tempo actual é, sem dúvida, o das mulheres. Para isso três factos fundamentais tiveram lugar no século XX, o direito ao voto com a consequente autonomia legal em relação a direitos civis, a maior igualdade no acesso à educação e o ingresso massivo no mercado de trabalho.
No mundo da arte a mulher, apesar de tantas contrariedades, criou obras notáveis, muitas das quais estarão por descobrir, o que nos leva a perguntar até onde poderia ter ido se tivesse almejado as mesmas oportunidades dos homens?
Cabe agora à mulher artista, no tempo presente, responder.

02/03/12

A MULHER ARTISTA NA HISTÓRIA DA ARTE - Mulheres artistas famosas do séc. XX


12.12- Mulheres artistas famosas do séc. XX

Georgia O'Keeffe (1887- 1939)
Pintora.
Praticou formas de abstracção que muito deve a Kadinsky.
Utilizou um largo espectro de temas e estilos mas todos tem em comum uma abordagem pessoal.

Sophie Taeuber-Arp (1889-1943)
Pintora e designer Suiça.
Destacou-se como uma das principais figuras da Arte Abstracta, tendo importante participação junto ao Movimento Dada, na Suica, e incursões pioneiras no Neoplasticismo e Construtivismo.

Frida Kahlo (1907-1954)
Pintora mexicana.
Adoptou o emprego de zonas de cor amplas e simples. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso adoptava com muita frequência temas do folclore e da arte popular do México.
A sua obra foi qualificada de surrealista, por exemplo por Andre Bretton, não obstante ela mesma declara mais tarde ¡§pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade¡¨.

Varvara Fedorovna Stepanova (1894-1958)
Designer.
Artista russa associada ao movimento Construtivismo.

Dorothea Lange (1895-1965)
Fotógrafa.
O interesse pelas pessoas e a sensibilidade que demonstra perante a sua dignidade fizeram dela a melhor fotografa documental do seu tempo.

Margaret Bourke-White (1904-1971)
Fotógrafa.
Fotojornalista da ¡§Fortune¡¨ e da ¡§Life¡¨.
Grande talento para a composição. Capacidade rara de sugerir níveis múltiplos de significação.

Louise Nevelson (1900- 1973)
Escultora.
Primeiro escultor do SEC. XX verdadeiramente importante na América.
A sua realidade começou com uma colecção de madeira mas em breve se transforma em vastos ambientes. A sua obra consiste em grandes painéis murais que achatam a sua arquitectura transformando-a em relevos.

Barbara Hepworth (1903-1975)
Escultora.
Foi durante longo período a escultora mais proeminente do seu tempo.
A sua escultura tem um fundo biológico, mas começou a modificar-se depois.
Praticou diversos estilos.

Berenice Abbott (1898-1975)
Fotógrafa.
Produziu espantosas fotografias. São imagens fascinantes, literal e visualmente e a sua perfeição formal torna-as artisticamente interessantes e cientificamente validas.

Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992)
Pintora portuguesa que fez carreira em Paris.
Pintora de temas essencialmente urbanos.
As suas obras revelam grande preocupação com o espaço e a profundidade.

Helen Frankenthaler (1928- )
Pintora.
Pioneira da tela manchada.
Usa Pintura gestual.

Paula Rego (1935- )
Pintora portuguesa.
Frequentou a Slade School of Art.
Casada com um inglês vive em Londres.
Com nome reconhecido em todo o mundo e colocada entre os 4 melhores pintores vivos em Inglaterra.

Joanne Leonard (1940- )
Fotografa.
Usa a fantasia como meio de exprimir os seus problemas interiores.

Graça Morais (1948- )
Pintora portuguesa.
O tema da mulher tem sido uma constante da sua obra, retomando aspectos formais dos graffiti ou da técnica dos frescos.

Judy Pfaff (1949- )
Escultora.
Usa a pintura juntamente com materiais escultóricos e outros para activar o espaço arquitectural.
A sua obra pode ser comparada a paisagens exóticas de interior.

Joana Vasconcelos (1971- )
Artista plástica portuguesa contemporânea, considerada como uma das mais marcantes da ultima década.
Trabalha frequentemente com a escultura e a instalação
Muitos dos seus trabalhos estão patentes em colecções privadas europeias

29/02/12

Matemática e poesia ou Pi e Poe

 Pi, número irracional  
 Pi = 3,141592535897932384626433832795028841971693993751058..., 
Para a maioria dos cálculos simples é comum aproximar π por 3,14.
Uma boa parte das calculadoras científicas de 8 dígitos aproxima π 3,1415927.
Na ciência, é comum usar com 52 casas decimais.
Para cálculos ainda mais precisos, pode-se obter aproximações de π através de algoritmos computacionais (Shigeru Kondo e Alexander Yee apresentaram, em 2011, Pi com 10.000.000.000.000 casas decimais).
Poe, Edgar Allan (1809-1849): Near a Raven
 Escritor e poeta americano. Criou um poema mnemónico para o valor de Pi, com 740 casas decimais:
Poe (3), E.(1) 
      Near(4) a(1) Raven(5)
Midnights (9) so (2) dreary (6), tired (5) and (3) weary(5). 
Silently (8) pondering(9) volumes(7) extolling (9) all (3) by (2) –now (3) obsolete(8) lore(4). 
During (6) my (2) rather (6) long (4) nap (3) - the (3) weirdest (8) tap! (3) 
An (2) ominous (7) vibrating (9) sound (5) disturbing (0) my (2) chamber's (8) antedoor.(8) 
"This"(4), I (1) whispered (9) quietly (7), "I (1) ignore" (6).
Perfectly (...), the intellect remembers: the ghostly fires, a glittering ember. 
Inflamed by lightning's outbursts, windows cast penumbras upon this floor. 
Sorrowful, as one mistreated, unhappy thoughts I heeded: 
That inimitable lesson in elegance - Lenore - 
Is delighting, exciting...nevermore.
Ominously, curtains parted (my serenity outsmarted), 
And fear overcame my being - the fear of "forevermore". 
Fearful foreboding abided, selfish sentiment confided, 
As I said, "Methinks mysterious traveler knocks afore. 
A man is visiting, of age threescore."
Taking little time, briskly addressing something: "Sir," (robustly) 
"Tell what source originates clamorous noise afore? 
Disturbing sleep unkindly, is it you a-tapping, so slyly? 
Why, devil incarnate!--" Here completely unveiled I my antedoor-- 
Just darkness, I ascertained - nothing more.
While surrounded by darkness then, I persevered to clearly comprehend. 
 I perceived the weirdest dream...of everlasting "nevermores". 
Quite, quite, quick nocturnal doubts fled - such relief! - as my intellect said, 
(Desiring, imagining still) that perchance the apparition was uttering a whispered "Lenore". 
This only, as evermore.
Silently, I reinforced, remaining anxious, quite scared, afraid, 
While intrusive tap did then come thrice - O, so stronger than sounded afore. 
"Surely" (said silently) "it was the banging, clanging window lattice." 
 Glancing out, I quaked, upset by horrors hereinbefore, 
 Perceiving: a "nevermore".
Completely disturbed, I said, "Utter, please, what prevails ahead. 
 Repose, relief, cessation, or but more dreary 'nevermores'?" 
The bird intruded thence - O, irritation ever since! - 
Then sat on Pallas' pallid bust, watching me (I sat not, therefore), 
And stated "nevermores".
Bemused by raven's dissonance, my soul exclaimed, "I seek intelligence; 
Explain thy purpose, or soon cease intoning forlorn 'nevermores'!" 
"Nevermores", winged corvus proclaimed - thusly was a raven named? 
Actually maintain a surname, upon Pluvious seashore? 
I heard an oppressive "nevermore".
My sentiments extremely pained, to perceive an utterance so plain, 
Most interested, mystified, a meaning I hoped for. 
"Surely," said the raven's watcher, "separate discourse is wiser. 
Therefore, liberation I'll obtain, retreating heretofore - 
 Eliminating all the 'nevermores' ".
Still, the detestable raven just remained, unmoving, on sculptured bust. 
 Always saying "never" (by a red chamber's door). 
A poor, tender heartache maven - a sorrowful bird - a raven! 
O, I wished thoroughly, forthwith, that he'd fly heretofore. 
Still sitting, he recited "nevermores".
The raven's dirge induced alarm - "nevermore" quite wearisome. 
I meditated: "Might its utterances summarize of a calamity before?" 
O, a sadness was manifest - a sorrowful cry of unrest; 
 "O," I thought sincerely, "it's a melancholy great - furthermore, 
Removing doubt, this explains 'nevermores' ".
Seizing just that moment to sit - closely, carefully, advancing beside it, 
Sinking down, intrigued, where velvet cushion lay afore. 
A creature, midnight-black, watched there - it studied my soul, unawares. 
Wherefore, explanations my insight entreated for. 
Silently, I pondered the "nevermores".
"Disentangle, nefarious bird! Disengage - I am disturbed!" 
 Intently its eye burned, raising the cry within my core. 
"That delectable Lenore - whose velvet pillow this was, heretofore, 
Departed thence, unsettling my consciousness therefore. 
She's returning - that maiden - aye, nevermore."
Since, to me, that thought was madness, I renounced continuing sadness. 
Continuing on, I soundly, adamantly forswore: 
"Wretch," (addressing blackbird only) "fly swiftly - emancipate me!" 
"Respite, respite, detestable raven - and discharge me, I implore!" 
A ghostly answer of: "nevermore".
" 'Tis a prophet? Wraith? Strange devil? Or the ultimate evil?" 
 "Answer, tempter-sent creature!", I inquired, like before. 
"Forlorn, though firmly undaunted, with 'nevermores' quite indoctrinated, 
Is everything depressing, generating great sorrow evermore? 
I am subdued!", I then swore.
In answer, the raven turned - relentless distress it spurned. 
"Comfort, surcease, quiet, silence!" - pleaded I for. 
"Will my (abusive raven!) sorrows persist unabated? 
Nevermore Lenore respondeth?", adamantly I encored. 
The appeal was ignored.
"O, satanic inferno's denizen -- go!", I said boldly, standing then. 
"Take henceforth loathsome "nevermores" - O, to an ugly Plutonian shore! 
Let nary one expression, O bird, remain still here, replacing mirth. 
 Promptly leave and retreat!", I resolutely swore. 
Blackbird's riposte: "nevermore".
So he sitteth, observing always, perching ominously on these doorways. 
Squatting on the stony bust so untroubled, O therefore. 
Suffering stark raven's conversings, so I am condemned, subserving, 
To a nightmare cursed, containing miseries galore. 
Thus henceforth, I'll rise (from a darkness, a grave) -- nevermore!
                        -- Original: E. Poe 
                        -- Redone by measuring circles.

28/02/12

Astronomia e Universo


ASTRONOMIA
“A Astronomia é a ciência que estuda a origem e evolução do Universo. A definição parece simples, mas o Universo é um lugar vasto, recheado de corpos celestes fascinantes e fenómenos fantásticos.
A Astronomia faz parte da história cultural e científica da Humanidade, tendo revolucionado a nossa forma de pensar e ver o mundo. No passado, foi usada por razões práticas, como medir o tempo ou navegar nos oceanos. Hoje, os resultados do seu desenvolvimento científico e tecnológico têm vindo a transformar-se em aplicações essenciais para o nosso dia-a-dia: computadores, satélites de comunicação, GPS, painéis solares, internet sem fios e muitas outras aplicações tecnológicas.
Como qualquer ciência, a Astronomia avança, fruto da acumulação do conhecimento. Por vezes esse avanço é empurrado por descobertas e ideias revolucionárias como a teoria do Big Bang. Este fenómeno, que originou o Universo, aconteceu há cerca de 14 mil milhões de anos. E deu origem aos blocos fundamentais para a formação de galáxias, estrelas, planetas e vida. No início tudo estava concentrado num só ponto, infinitamente compacto, e quente que se começou a expandir e a arrefecer, com o tempo. A expansão do Universo continua a acelerar e os astrónomos acreditam que esta expansão se deve a uma misteriosa forma de energia distribuída por todo o espaço, a energia escura.
Se olharmos para o céu numa noite escura, vemos uma faixa de luz cortando o céu de horizonte a horizonte. Esta faixa e todas as estrelas que vemos no céu fazem parte da galáxia em que vivemos, a Via Láctea.
As galáxias são como ilhas, no vazio do Universo. A nossa contém cerca de 300 mil milhões de estrelas, das quais o Sol é apenas uma, tão anónima como um grão de areia numa praia. Estas estrelas orbitam harmoniosamente em torno do centro onde se encontra um monstruoso buraco negro. Este «mar» que é o Universo tem muitas outras ilhas, a nossa é apenas uma entre as mais de 500 mil milhões de galáxias.
Embora uma estrela vulgar, o Sol teve até 1995 um estatuto especial: era a única estrela que sabíamos ser rodeada de planetas. Nesse ano, foram detetados sinais do primeiro planeta fora do Sistema Solar. Hoje, conhecemos mais de 700 outros planetas extra solares. Estima-se que mais de 20% das estrelas, como o Sol, sejam orbitadas por planetas parecidos com a Terra. Pequenos e orbitando a uma confortável distância da sua estrela, que permita a existência de água líquida e – quem sabe – vida.
DE QUE É FEITO O UNIVERSO?
Sabemos que existem planetas, estrelas, galáxias. Mas existe algo mais, vasto, estranho e misterioso, que ninguém sabe o que é.
Seria de esperar que as estrelas orbitassem o centro das galáxias, do mesmo modo que os planetas orbitam o Sol, no nosso sistema solar: os planetas mais próximos do Sol com velocidades superiores aos dos mais afastados. Mas tal não acontece: as estrelas, nas galáxias, orbitam todas à mesma velocidade, como um disco. Deve haver algo que não vemos e que «une» as estrelas e faz a galáxia comportar-se deste modo. Os astrónomos chamaram-lhe matéria escura. Estima-se que aquilo que conseguimos observar seja apenas porção de tudo o que existe no Universo.
A Astronomia não se resume a avanços científicos ou aplicações tecnológicas: dá-nos a oportunidade de alargarmos os nossos horizontes e de descobrirmos a beleza e a grandeza do Universo, bem como o nosso lugar nele. Esta visão é que é uma das mais importantes contribuições da Astronomia para a Humanidade."
Pedro Russo, Astrónomo e Geofísico

26/02/12

Mulheres Artistas na História da Arte - Mulheres artistas famosas do séc. XIX

12.11- Mulheres artistas famosas do sec. XIX
„X Julia Margaret Cameron (1815-1879)
Fotografa.
Famosa pelas suas fotografias alegoricas e narrativas.
Hoje e lembrada sobretudo pelos retratos dos homens que moldaram a Inglaterra vitoriana.
„X Berthe Marisot (1841-1895)
Pintora Impressionista.
Especializou-se em cenas de familia.
Casou com o irmao de Manet
„X Rosa Bonheur (1822-1899)
Pintora.
Estabeleceu-se como a mais proeminente pintora de animais e, a seu tempo, como a mais famosa pintora da sua epoca.
„X Harriet Hosmer (1830-1903)
Escultora.
Conseguiu, gracas ao movimento sufragista da 2a metade do sec. XIX, legitimar a escultura como trabalho feminino.
„X Olga Rozanova (1886-1918)
Pintora. Artista da Avant-garde russa.
Experimentou o neo-primitivismo e o certo-futurismo.
Morreu jovem mas deixou pinturas memoraveis.
„X Mary Casset (1845-1926)
Pintora.
Uma das figuras mais proeminentes do Impressionismo Americano.
Impos-se a familia para fazer carreira porque era economicamente independente.
„X Gertrude Kasebier (1854-1934)
Fotografa.
Fez parte do movimento secessionista que procurou um pictoralismo independente da ciencia e da tecnologia.
„X Suzanne Valadon (1867-1938)
Pintora francesa.
Em 1894 foi a 1a mulher a ser admitida na Sociedade Nacional de Belas-Artes.
Trabalhou primeiro como modelo de artistas onde observou e aprendeu as suas tecnicas.
Recebeu licoes de pintura de Toulouse-Lautrec e Renoir. Foi amiga de Degas que, impressionado com os seus desenhos e pinturas, muito a incentivou.
Pintou cenas da vida, arte floral, retratos e paisagem.
Ao seu funeral assistiram Derain, Picasso e Braque.