Mensagem de boas vindas

Bem Vindo ao blog Campo da Forca. Apontamentos pessoais também abertos a quem os quiser ver.

15/09/14

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 13 - Dadaismo

DADAISMO
 O Dadaísmo surge na Suíça em 1916, em plena guerra mundial, juntando artistas e intelectuais de várias nacionalidades. Marcel Duchamp é o grande mentor desse movimento, que viria a influenciar muita da arte que se produziu até aos nossos dias, em especial a Arte Conceptual.
Após o grupo fundador, de Zurique, cedo surgem outros, de onde se destacam os de Paris, Berlim, Colónia, Hannover, Barcelona e Nova Iorque.
O Dadaísmo assenta a sua atuação no irracional e no absurdo, produzindo obras feitas de forma automática e improvisada. Utiliza com frequência técnicas mistas, colagens e fotomontagens. Introduz objetos de uso corrente (ready-made). Materiais que não eram habitualmente usados em Arte são também introduzidos nos quadros.Na música utilizam sons (incluindo ruídos) sem respeitar regras, ritmos ou melodias.
Produzem poesia visual e sonora, nesta fazendo uso de sons e expressões sem significado. Os títulos das obras são por vezes atribuídos de forma aleatória.
As descobertas de Freud, no campo da Psicanálise, influenciaram as atitudes dos dadaístas e posteriormente as dos surrealistas, mostrando que os lados inconsciente e irracional do Homem desempenham um papel importante no seu comportamento.
A Pintura dadaísta apresenta influências das pinturas cubista, abstrata e futurista. O Dadaísmo diluiu-se enquanto movimento organizado quando surgiu o Surrealismo, pois muitos dos artistas aderiram ao novo movimento.
Artistas Dadaistas
Marcel Duchamp
Hannah Höch
Tristan Tzara
Marcel Janco
Hugo Ball
Kurt Schwitters
Francis Picabia
Man Ray
Hans Harp
John Heartfield
Raoul Hausmann
Georges Grosz

MARCEL JANCO – Sem título

HANS ARP- Quadrados dispostossegundo as leis do acaso

RAOUL HAUSMANN- O crítico de arte

MARCEL DUCHAMP- L.H.O.O.Q.

HUGO BALL- Karawane

TRISTAN TZARA- Le coeur à barbe

FRANCIS PICABIA- Parada amorosa

HANNAH HÖCH- A mulher bonita


KURT SCHWITTERS- Merz das cerejas

MAN RAY- O violão de Ingres

JOHN HEARTFIELD- Adolph, o super-homem

GEORGES GROSZO homem cinzento dança

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 12 - Pintura NAIF

PINTURA NAIF
Não existe um movimento de Pintura Naïf, já que os diferentes pintores não mantinham contacto uns com os outros, desenvolvendo percursos pessoais, normalmente afastados dos meios artísticos.
A expressão Naïf, que significa “ingénuo”, vingou, mas por ter contornos algo depreciativos há quem prefira designar os artistas como “primitivos modernos”.
Os artistas Naïf não têm formação académica, sendo, por norma, autodidatas. De um modo geral produzem pintura figurativa, com falhas ao nível da perspetiva e das proporções, assim como do rigor anatómico.
Sobretudo a partir do final do séc. XIX surgiram pintores Naïf cuja obra importa estudar, devido ao nível artístico que apresenta e a alguns aspectos surpreendentes, como o colorido utilizado, os ambientes criados e as situações representadas por vezes insólitas ou até cómicas.
De um modo geral, os artistas Naïf tendem a desvalorizar a sua obra por não a acharem erudita e por considerarem que o que pintam não está “bem feito”. Como tal, não têm noção da importância que a sua obra pode ter, quer para estudo dos especialistas, quer para a apreciação estética do público em geral.
 Pintores NAIF:
 Henri Rousseau
 André Bauchant
 Camille Bombois 
Séraphine de Senlis

Henri Rousseau - Surpresa

André Bauchant - A barca de Cleópatra

Camille Bombois - Cavalo branco

Seráphine de Sanlis - Bouquet de folhas

14/09/14

QUESTÕES DE SAÚDE: 1 - Reflexões sobre a idade

I – AS IDADES
A Terceira Idade oficialmente começa aos 60 anos e é suposto que termina aos 80, mas não há consenso.
A Quarta Idade ou Velhice inicia-se aos 80 anos e termina aos 90.
A  Longevidade inicia-se aos 90 e termina quando se morre.

II -VELHICE SAUDÁVEL
 Ninguém está são depois dos 50.
Sãos estão os jovens. Os velhos têm sempre uma ou várias doenças que são próprias da idade.
O importante então é envelhecer com as doenças controladas e sem complicações.

III – QUANTO TEMPO VIVERÁS (FACTOR GENÉTICO)
Se queres saber quanto tempo viverás e como chegarás a essa idade,  recorda os teus pais.
A carga genética é fundamental para estabelecer um prognóstico de vida.
Quando um dos pais teve cancro, enfarte ou outra doença antes dos sessenta, transmitará esse factor aos filhos pelos genes e assim estes terão maior probabilidade de desenvolver as mesmas doenças. Contudo, o desenvolvimento de uma doença crónica requer a presença de vários factores, sendo o genético apenas um deles.

IV – OS  PECADOS PAGAM-SE
"Somos o que comemos". Se queres ter uma vida saudável a partir dos 50 anos, cuide da tua alimentação e deixe de comer coisas químicas e de abusar das gorduras…
Um rico pequeno almoço, um bom almoço e um pobre jantar são a chave para equilibrares o teu meio interno.
Mas se, além de teres uma carga genética desfavorável, pões 2 ou 3 colheres de açúcar em cada café, saboreias todas as peles do frango assado e deleitas-te com torresmos de porco, estás convertendo as tuas artérias em tubulações entupidas. Não haverá boa circulação, não haverá boa oxigenação o que equivalerá à morte celular ou, dito de outro modo, envelhecimento acelerado e prematuro.

VI - VIVA O TRAGO
Junto com a dieta está a bebida.
Abandona todas as bebidas gasosas. Estas podem ser tomadas pelos jovens, nós não. Todos esses líquidos têm carbonato de sódio, açúcar e cafeina. Na nossa idade estas substâncias prejudicam o  pâncreas e o fígado até desgasta-los.
É melhor tomar agua, chá ou limonada.
Por outro lado há bastante evidência clínica que demonstra que o consumo moderado de álcool depois dos 50 anos melhora a qualidade de vida, pois tem três efeitos definidos: vasodilatador coronário, diminui o colesterol e é um sedante moderado. Em consequência, e de forma prática, à hora do almoço ou à noite quando chegas a tua casa e não precisas de conduzir, toma um gole; também recomendados são o whisky, o vinho tinto e a aguardente pura.
Em lugar de se tomar nitroglicerina para dilatar as artérias, ou estatinas para baixar o colesterol, ou um valium para acalmar, consegues tudo isso com um bom trago. E se o fizeres com pessoas de que gostas,, o efeito duplica. Porém, uma advertencia: consumo moderado equivale a um ou, no máximo, dois copos, porque se exagerares todos os dias, o efeito é exactamente o contrário e matar-te-ás mais rapidamente do que pensas.

VII -  NÃO SEJAS RADICAL
Todas estas regras são boas, porém sem exageros e sem dogmas.
Se fizeres um churrasco com a tua família ou os teus amigos, não venha com  “não como chouriço porque é muito gorduroso” ou “o meu médico disse-me para não tomar mais que dois copos”.
Nada substitui a alegria e o prazer de compartilhar momentos agradáveis com os que nos querem bem; não há gordura nem bebida que não se possa metabolizar numa boa tarde de relaxamento. Os mecanismos de compensação de nosso corpo são ainda pouco conhecidos, porém se desfrutares verdadeiramente o “pecado mortal” dietético ele se transformará em “pecado venial”.

VIII - NADA FICARÁ IMPUNE
Tudo o que comas e bebas deixará vestígios e o teu corpo mostrá-lo-á na velhice.
As noitadas de diversão, os excessos de todo o tipo farão a vida do velho muito sofrida. E não somente a dele mas também a da sua familia.

IX - PERDAS
A principal desgraça para um idoso é a solidão.
O habitual é que os casais não cheguem juntos à velhice; sempre alguém vai primeiro, desequilibrando todo o status quo que sustentava o casal. O viúvo passa a ser uma carga para a família
Trata de não perder, enquanto fores lúcido, o controle da tua vida. Isso significa, por exemplo: eu decido quando e com quem saio, como me visto, a quem telefono ou encontro, a que horas vou dormir, como me distraio, o que leio, o que compro, onde vou morar, etc. Porque, quando já não possas fazer tudo isso, ter-te-ás  transformado num peso para a vida dos outros.

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 11- ABSTRACCIONISMO


O Abstraccionismo
 A tendência para a simplificação das formas, levada a cabo pelos pós-impressionistas e pelos expressionistas, parecia anunciar o aparecimento a curto prazo de uma pintura afastada por completo da realidade objectiva. O Abstraccionismo não é um movimento organizado no seu todo. No início, resulta da pesquisa de pequenos grupos e da evolução pessoal de alguns pintores que se iniciaram no Expressionismo e no Cubismo. Os primeiros quadros abstractos foram realizados por Kandinsky, em 1910. Logo após, outros enveredam também pela pintura abstracta. Nos primeiros anos destacam-se os seguintes grupo: “Der Blaue Reiter”, na Alemanha, liderado por Kandinsky; “De Stijl” (Neoplasticismo) na Holanda, liderado por Mondrian; Suprematismo, na Rússia, liderado por Malevich; Rayonismo, também na Rússia, liderado por Larionov; Orfismo, em França, liderado por R. Delaunay; “Abstraction-Création”, também em França, formado por artistas de diversas áreas e oriundos de vários movimentos. Nalguns quadros abstractos, os pintores partem da realidade objectiva e dos seus significados, apesar de formalmente estarem divorciados dela. Noutros afastam-se completamente e rejeitam qualquer colagem a essa realidade. Desde cedo surgiram duas tendências marcantes no Abstraccionismo: uma à base de formas, linhas e manchas livres e gestuais; outra à base de formas e linhas geométricas ou geometrizadas. A primeira designa-se Abstraccionismo Lírico, a outra designa-se Abstraccionismo Geométrico. Essas tendências estão na base de outras abordagens, desenvolvidas sobretudo após a Segunda Guerra Mundial, como o Gestualismo, o Expressionismo Abstrato, a “Action Painting”, a “Op Art”, o Minimalismo ou o Informalismo.
Pintores abstraccionistas:
Wassily Kandinsky
Paul Klee
Piet Modrian
Theo van Doesburg
Kasimir Malevich
Lubiov Popova
El Lissitsky
Mickail Larionov
Natalia Goncharova
Robert Delaunay
Sonia Delaunay
Frantisek Kukpa

Kandinsky - Linha Transversal
Klee - Estrada Principal e Estradas Secundárias

Piet Mondrien - Composição

THEO VAN DOESBURG – A vaca

Malevitch - filosofia

Popova - Pintura Arquitectónica

El Lissitzky ~O Homem Novo

MICKAIL LARIONOV – Rayonismo vermelho


Gonchova - A folha

ROBERT DELAUNAY – Ritmo, alegria de viver

Sonia Delanay - Ritmo

FRANTISEK KUPKA – Primavera cósmica.

30/03/14

Arrábida

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 10- FUTURISMO

O Futurismo surgiu em Itália em 1909, com a edição do primeiro manifesto. É um movimento de artistas e intelectuais que fez do mundo moderno a sua principal bandeira. Era liderado pelo poeta Filippo Tomasso Marinetti, pioneiro na escrita visual e sonora.
Os futuristas pretendiam fazer tábua-rasa do passado, para edificarem uma cultura própria do presente e virada para o futuro. Consideravam como obras de arte aquilo que era caraterístico da civilização moderna: fábricas, movimento, eletricidade, luz elétrica, máquinas, motores, locomotivas, automóveis, aviões, etc.
O Futurismo manifestou-se essencialmente na Literatura, na Pintura e na Escultura, mas também na Música, no Teatro e na Arquitetura.
Como movimento organizado, o Futurismo teve curta duração, extinguindo-se com a Primeira Guerra Mundial. No entanto, é notória a sua influência noutros movimentos, sobretudo no Cubismo, no Dadaísmo e no Surrealismo.
Tal como na pintura cubista, na futurista surgem também colagens, letras e palavras.
As fronteiras entre Cubismo e Futurismo são, por vezes, difíceis de definir, sobretudo por também haver representação de movimento no primeiro e geometrização das formas no segundo.
 Pintores futuristas: Umberto Boccioni, Giacomo Balla, Carlo Carrá, Gino Severini, Luigi Russolo,  Amadeo de Souza-Cardoso, Guilherme de Santa-Ritta

Filippo Marinetti, 1912
Capa do livro zang Tumb Tumb

Filippo Marinetti, 1909
Montage+Vallate+Strada x-Joffre

Filippo Marinetti, 1911
Ídolo moderno


Giacomo Balla, 1909
A luz da rua

Giacomo Balla, 1912
Menina correndo na varanda

Giacomo Balla, 1910
A cidade desperta

Giacomo Balla, 1914
Mercúrio passando frente ao Sol

Carlo Carrá, 1912
Saída do teatro

Carlo Carrá, 1910
Piazza del Duomo

Carlo Carrá, 1914
Manifesto patriótico

Gino Severini, 1912
Dançarina em Pigal

Gino Severini, 1912
Dinamismo dum dançarino

Gino Severini, 1915
A carga das lanças

Gino Severini, 1915
O comboio blindado

Luigi Russolo, 1912
Dinâmica dum automóvel

Luigi Russolo, 1912
A revolta

Luigi Russolo, 1911
Música
Amadeo de Souza-Cardozo, 1913
A cozinha de Manhouce
Amadeo de Souza-Cardozo, 1913
A procissão Corpus Christis
Amadeo de Souza-Cardozo, 1913
Cabeça
Amadeo de Souza-Cardozo, 1917
Entrada
Amadeo de Souza-Cardozo, 1917
Pintura Brut 300 TSF
Guilherme de Santa Rita, 1910
Cabeça