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23/12/14

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 25 - Tendências Recentes em Portugal


25 - PORTUGAL: Tendências Recentes

Consideram-se Tendências Recentes as que se manifestam dos anos 60 em diante, correspondendo em grande parte ao período do pós 25 de Abril.

Alguns pintores figurativos dão continuidade a movimentos marcantes nas décadas anteriores, como o Surrealismo, o Gestualismo e o Abstracionismo; outros surgem com figurações sintéticas, sob influências dadaístas ou étnicas.

Na tendência abstracta podemos observar as vertentes geométrica, lírica, matérica e gestual, as últimas influenciadas pelo Informalismo e pelo Expressionismo Abstracto.

Vários dos pintores mais velhos fizeram parte significativa do seu percurso nas décadas anteriores, assim como parte dos pintores do Segundo Modernismo estenderam a sua produção até tempos recentes. Alguns apresentam-se fiéis a uma linha, outros têm abordagens muito eclécticas.

Pintores referidos na sessão:
Lima de Freitas 
António Costa Pinheiro
Júlio Pomar 
Gil Teixeira Lopes
Menez 
Eduardo Nery
Artur Bual 
Álvaro Lapa
Manuel Cargaleiro 
José de Guimarães
António Charrua 
Jorge Martins
Carlos Calvet
 Noronha da Costa
Lourdes Castro 
Luís Pinto-Coelho
Eurico Gonçalves 
Eduardo Batarda
Maluda 
Pedro Chorão
João RodriguesVieira
António Palolo
René Bértholo 
Graça Morais
Paula Rego
Julião Sarmento
Ângelo de Sousa
Vítor Pomar
Armando Alves
 Mário Botas
Jorge Pinheiro
Lima de Freitas - O encoberto

António Costa Pinheiro - Fernando Pessoa

Júlio Pomar - Mário Soares

Gil Teixeira Lopes - Dizer Íntimo

Menez -S/título

Eduardo Nery - Templos no Espaço

Artur Bual - Natércia Correia

Álvaro Lapa -S/título

Manuel Cargaleiro - A cidade dos mastros e das caravelas

José de Guimarães - S/título

António Charrua - S/título

Jorge Martins - Harém míope

Carlos Calvet - Misteriosa, Ousa

Luis Noronha da Costa - S/título

Lourdes Castro - Sombras projectadas bolsas e laranjas

Luis Pinto-Coelho - Rejon de Muerte

Eurico Gonçalves - Desdobragem

Eduardo Batarda - Cena canalha

Maluda - Lisboa

Pedro Chorão - S/título

João Rodrigues Vieira - Uma rosa é

António Palolo - Corpo

René Bartholo - O Líbano

Graça Morais - S/título

Paula Rego - A irmã do polícia

Julião Sarmento - Mehr Licht

Ângelo de Sousa - S/título

Vitor Pomar - S/título

Armando Alves - Paisagem

Mário Botas - Retrato de Fernando Pessoa

Jorge Pinheiro -Figura

18/12/14

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 24 - Segundo Modernismo em Portugal

24 - PORTUGAL: 2.º MODERNISMO
O Segundo Modernismo corresponde ao período de apogeu e declínio do regime de Salazar, centrando-se nos anos 40, 50 e 60. Nessas décadas são mais marcantes as influências do Surrealismo, do Neo-Realismo e do Abstraccionismo, sendo também de realçar as do Expressionismo e Gestualismo.
Com a colaboração de grandes arquitectos e escultores, as obras e monumentos públicos ganham uma grande relevância, sobretudo nas áreas do Urbanismo, Arquitectura e Escultura. Contudo, o Estado Novo apresenta um Modernismo contido, de um modo geral limitado a uma estética marcadamente nacionalista e saudosista.
Os pintores trabalham com um grau de liberdade bem maior do que escultores e arquitectos. Assim sendo, vários aproveitam também para expressar críticas ao regime, muitas vezes de forma velada, de modo a contornar a censura. Na ilustração oficial continua a tendência popular, agora de cariz nacionalista e propagandístico; mas uma outra se impõe, assumindo uma estética neorrealista, marcadamente antifascista.

Pintores referidos na sessão:
 António Pedro
António Dacosta
Fernando de Azevedo
Marcelino Vespeira
Cândido Costa Pinto
Cruzeiro Seixas
Manuel Ribeiro de Pavia
Domingos Camarinha
Rogério Ribeiro
Vieira da Silva
João Hogan
Luís Dourdil
Joaquim Rodrigo
Júlio Resende
Nadir Afonso
Fernando Lanhas
Carlos Botelho
Henrique Medina
Maria Keil
Querubim Lapa
Nikias Skapinakis - Tertúlia (1960)

Querubim Lapa - Desespero (1950)

Maria Keil - Painel de Azulejos "O Mar" (1958-59)

Henrique Medina - Rapariga da Galiza (1948)

Carlos Botelho - Ramalhete de Lisboa (1935)

Fernando Lanhas - 010.50 (1950)

Nadir Afonso - Composição Geométrica (1953)

Júlio Resende - Homem a Cavalo (1950)

Joaquim Rodrigo - Santa Maria (1961)

Luis Dourdil - (sem título, 1881)

João Hogan - (sem título, 1972)

Vieira da Silva - O Jogo de Xadrez (1943)

Rogério Ribeiro - Alentejo

Guilherme Camarinha - S. Jorge e o Leão

Manuel Ribeiro de Pavia - Apanha da Azeitona

Cruzeiro Seixas - A Chávena com Asa por Dentro (2001)

Cândido Costa Pinto - Decadência Outonal / Fadista (1943)

Marcelino Vespeira - Parque de Insultos (1949)

Fernando de Azevedo - Ocultação (1949)

António Dacosta - Cena Aberta (1940)

António Pedro - A Ilha do Cão (1941)
Nikias Skapinakis

02/12/14

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 23 - Primeiro Modernismo em Portugal


PORTUGAL: PRIMEIRO MODERNISMO

Designa-se por Primeiro Modernismo as tendências vanguardistas das décadas de 10, 20 e 30 do séc. XX. Esse período corresponde à Primeira República e à implantação do regime do Estado Novo que, no início, se apresentou permeável aos ventos da modernidade.
O movimento mais decisivo na introdução do Modernismo em Portugal foi o Futurismo, sendo também relevantes o Cubismo e o Expressionismo, A ida de pintores para Paris, nos primeiros anos do séc. XX, é decisiva para a implantação do Modernismo em Portugal. Desse grupo de pioneiros destacam-se Amadeo de Sousa Cardoso, Santa Rita e Eduardo Viana.
A caricatura e a ilustração de livros, jornais e revistas marcam uma presença importante, revelando duas tendências: uma que se cola a uma estética de contornos populares; outra marcadamente influenciada pela Art Deco.

Pintores referidos na sessão:
 Amadeo de Sousa Cardoso
 Guilherme de Santa Rita
 Eduardo Viana
 Dórdio Gomes
 José de Almada Negreiros
 Abel Manta
 Júlio Reis Pereira
 Mário Eloy
 Stuart Carvalhais
 Jorge Barradas
 Emmérico Nunes
 Bernardo Marques

Amadeo de Sousa Cardoso - Entrada (1917)

Guilherme de Santa Rita - Cabeça (c.1910)

Eduardo Viana - K4, Quadrado azul (1916)

Dórdio Gomes - Banhistas no Douro (1928)

José Almada Negreiros - Pierrot (1929)

Abel Manta - Jogo de damas (1917)

Júlio Reis Pereira - Família (c.1930)

Mário Eloy - A fuga 

Stuart Carvalhais - Jazz (1926)

Jorge Barradas - ABC (1927)

Emmérico Nunes - Voga 

Bernardo Marques - Civilização (1928)

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 22 - Naturalismo e outras tendências em Portugal


PORTUGAL: NATURALISMO E OUTRAS TENDÊNCIAS

Em Portugal, o Naturalismo é o movimento dominante no último terço do séc. XIX e nas duas primeiras décadas do séc. XX, ocupando grande parte do espaço que noutros países é partilhado por vários movimentos. Mesmo depois de implantadas as tendências vanguardistas, continuará a ter uma importância significativa. O Realismo, o Simbolismo e o Impressionismo foram pouco relevantes no panorama da pintura portuguesa, embora tenham influenciado os pintores naturalistas. A Arte Nova teve uma presença notável nas primeiras décadas do séc. XX, sobretudo nas artes aplicadas e decorativas.
O Naturalismo surgiu de forma pacífica. A última geração de pintores românticos aproximou-se da estética e da temática naturalista, enquanto vários dos seus discípulos viajaram por Itália e França, onde absorveram influências deste movimento.
Em Portugal, o Naturalismo caracteriza-se pelo registo de actividades rurais e domésticas, paisagens, convívios entre familiares e amigos, retratos, procissões religiosas, etc. Alguns pintores praticam também pintura histórica.
Neste movimento, merece especial referência o Grupo do Leão. Dele fizeram parte cerca de duas dezenas de pintores e intelectuais, que promoveram tertúlias e exposições com um impacto considerável no panorama artístico nacional.

Pintores referidos na sessão:
 Silva Porto
 José Malhoa
 Columbano Bordalo Pinheiro
 Marques de Oliveira
 António Ramalho
 Henrique Pousão
 João Vaz
 Aurélia de Souza
 Falcão Trigoso
 António Carneiro
 Rafael Bordalo Pinheiro
Silva Porto - Ceifeiras (1893)

José Malhoa - Bêbados (ou Festejando o S. Martinho), 1907

Columbano Bordalo Pinheiro - Antero de Quental (1889)

Marques de Oliveira - Costureiras (1884)

António Ramalho - O lanterneiro (1883)

Henrique Pousão - Cecília (1882)

João Vaz - O Sado

Aurélia de Sousa - Mulher a coser 

Falcão Trigoso - Rio com azenha

António Carneiro - A vida (1901)

Rafael Bordalo Pinheiro - Eça de Queirós (1890)