Mensagem de boas vindas

Bem Vindo ao blog Campo da Forca. Apontamentos pessoais também abertos a quem os quiser ver.

25/11/14

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 20 - Hiper-realismo

20 - HIPER-REALISMO
O Hiper-realismo (Realismo Fotográfico ou Fotorrealismo) tem o seu início em finais dos anos 60 e o auge nos anos 70. Foi um movimento bastante popular nos Estados Unidos. Actualmente, uma nova geração de hiper-realistas surge de vários cantos do mundo, dando um novo fôlego ao movimento.

Contrariando muitas das tendências vanguardistas do séc. XX, que se afastaram sistematicamente da realidade (pelo menos em termos formais), o Hiper-realismo vai explorar ao extremo a aproximação a essa realidade.

Na escultura utiliza materiais novos, como o plástico, o silicone e materiais químicos diversos. Na pintura faz uso do óleo, do acrílico e do spray, com recurso a lupas, tendo fotografias como base, muitas vezes projectadas sobre a tela.

Numa exposição de escultura, as figuras humanas representadas à escala natural confundem-se com as pessoas que a visitam. Em pintura, a representação de pormenores, brilhos, reflexos e transparências desafia os limites do exequível e da capacidade de percepção da vista humana.

O extremo rigor dos quadros hiper-realistas chega a superar a fotografia e a levar os espectadores a comentários como “É tão perfeito que custa a crer que seja pintura” ou “É mais perfeito do que a fotografia”. Contudo, esse facto faz com que se acuse o Hiper-realismo de não passar de um exibicionismo técnico, desprovido de alma e de poesia.

Pintores referidos na sessão:

John Kacere
Ralph Goings
Audrey Flack
Richard Estes
Chuck Close
Don Eddy
Peter Maier
Denis Peterson
Luciano Ventrone
Luigi Benedicenti
Gottfried Helnwein
Wim Heldens
Andres Castellanos
Steve Mills
Javier Arizabalo
Dru Blair
Roberto Bernardi
Iman Maleki
David Jon Kassan
Raphaella Spence
Hynek Martinec

Kacere - "Louisa"

Goings - "Dick's Union General"

Flack - "Jolie Madame"

Estes - "The candies store"

Close - "Inka"

Eddy - "Supermarket window III"

Maier - "Plum delicious"

Peterson - "Vortex of despair"

Ventrone - "Scaramangia"

Benedicenti - "Doces reflexos"

Helnwein - "The murmur of the innocents"

Heldeus - "Distracted"

Castellanos - Blue nude"

Mills - "Reciclage"

Arizabalo - "Nu reclinado"

Blair - "Tica"

Bernardi - "Luna Park"

Maleki - "Iran girls"

Kassan - "Dale"

Spence - Sem título

Martinec - Zuzana em 


10/11/14

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 19 - Arte Pop

19 - ARTE POP
A Arte Pop (ou Pop Art) surge em meados dos anos 50 em Londres, e pouco depois em Nova Iorque. No entanto, três artistas americanos são apontados como precursores deste movimento, uma vez que décadas antes praticaram uma pintura com características formais semelhantes.
A Arte Pop gira sobretudo em torno da cultura urbana e da sociedade de consumo. É essencialmente figurativa, surgindo nos Estados Unidos também como reacção contra o Expressionismo Abstracto.
Utiliza os ídolos do presente como ícones, nomeadamente atores, músicos e políticos. Procura inspiração no cinema, na fotografia, na televisão, na banda
desenhada, na música pop, na publicidade, nos bens de consumo, etc.
Marcas, objectos e produtos do consumo de massas surgem nas suas obras.
Também a exploração, que a publicidade faz do corpo da mulher e do erotismo, merece a atenção de alguns artistas.
A Arte Pop usa variadíssimas técnicas pictóricas: óleo, acrílico, fotografia,
Foto montagem, serigrafia, colagens, técnicas mistas, etc. Quer na estética quer na atitude, nalguns artistas são evidentes as influências do Dadaísmo.

Pintores de referência:
Charles Demuth
Gerald Murphy
Stuart Davis
Richard Hamilton
Peter Blake
Ronald Brooks Kitaj
David Hockney
Allen Jones
Peter Phillips
Wayne Thiebaud
Roy Lichtenstein
Larry Rivers
Robert Rauschenberg
Andy Warhol
Robert Indiana
Jasper Johns
Tom Wesselmann
James Rosenquist
Mel Ramos
Wolf Vostell
Keith Haring
Peter Phillips - Custom Painting nº.5
Robert Indiana - Love (1973)
Jasper Johns - white flag (1955)
Tom Wesselmann - Natureza-morta (1963)
James Rosenquist - Nómadas (1963)
Mel Ramos - Catsup (1972)

wolf vostell - Miss America (1968)
Keith Haring - Retrospect (1989)

Charles Demuth - No meu Egipto (1927)


Charles Demuth - A figura 5 em oiro (1928)

Charles Demuth - Edifício Lancaster (1930)

Richard Hamilton - O que torna os dias de hoje tão cativantes (1956)


Richard Hamilton - Anunciação (2005-6)

Peter Blake - Sg.Peppers Lonely Hearts Club Band (1966)

Peter Blake - O Encontro (1981-83)

David Hockney - Portrait of Nick Wilder (1966)

David Hockney - Pool with two figures (1972)

David Hockney - Place Furstenberg

Allen Jones - Impressão sobre papel (1976)

Allan Jones - Objecto impresso (1982)

Allan Jones - Pitch (2006)


Peter Phillips - Pop Art composition (1978)

wayne Thiebaud - French Pastries (1963)

Wayne Thiebaud - Rapariga com gelado de cone (1964)


Larry Rivers - Europe I (1956)


Larry Rivers - Kennedy and de Gaulle (1961-2)

Larry Rivers - Madame Butterfly (1978)

Robert Rauschenberg - Sem título (1963)

Robert Rauschemberg - Express (1963)

Robert Rauschemberg - Space way (1964)

Andy Warhol - Marylin (1967)

Andy Warhol - Mao Zendong (1973)

Andy Warhol - Big Electric Chair (1971)
Ronald Brooks Kitaj - The Ohio Gang (1964)

Andy Warhol - Campbell's Tomato Soup (1962)

Roy Lichtenstein - Artist Studio (1974)

Roy Lichtenstein - Forget it (1962)

Roy Lichteinstein - Hopeless (1963)

Stuart Davis - The Paris Bit (1959)

Stuart Davis - The Mellow Pad (1945-51)
Gerald Murphy - Cocktail (1927)

Gerald Murphy - Relógio (1925)

Gerald Murphy - Lâmina de Barbear (1924)
Peter Blake - As Origens do Pop III


01/11/14

História de Roma -18 - 3ª GUERRA PÚNICA

Terceira Guerra Púnica (149 a.C. -146 a.C.) foi a última das guerras entre Roma a Cartago.
Embora as duas partes estivessem em paz desde o fim da Segunda Guerra Púnica (201 a.C.), Roma não conseguia ficar tranquila com a rival, pois mesmo com todos os embargos e imposições que o tratado de paz fixado entre as duas cidades na última guerra, Cartago, superando todas as adversidades, e sob o comando de Aníbal, reerguera-se com um vigor surpreendente e voltara a prosperar.
Roma não podia deixar a velha rival tornar-se novamente uma potência. Diz a lenda, que Catão, o Velho, repetia no Senado, sem cessar: "delenda est Carthago" (Cartago precisa ser destruída). Roma usou então um ardil muito utilizado na antiguidade: como Cartago estava proibida de fazer guerra contra qualquer povo sem o consentimento do senado romano, secretamente mandou  o seu aliado em África, Masinissa, rei dos Númidas, que devia o trono à sua submissão a Roma e desejava alargar o seu território, atacar o território cartaginês e invadir as suas terras de trigo.
Durante três anos o senado cartaginês implorou para Roma o direito de defesa, sendo sempre ignorado, claro, pelos romanos, até que finalmente os Cartiagineses resolveram defender-se. Estava aí criado o pretexto que Roma precisava para atacar Cartago. No ano 149 a.C.. as legiões atacaram e cercaram a cidade de Cartago.
Os Cartagineses decidiram resistir até ao fim e fizeram-no durante quatro anos. Em 146 a.C., o cerco de de Cipião Emiliano terminou com a tomada da cidade e um pavoroso massacre. segundo a lenda, o cerco foi tão duro que as mulheres cartaginesas cortavam os cabelos para fazer corda e os seus defensores lutavam dia e noite para defender a cidade. Em 146 a.C. os romanos conseguiram finalmente entrar dentro dos muros da cidade, mas mesmo assim tiveram que lutar ferozmente para vencer a resistência, pois os cartagineses venderam caro cada metro quadrado. Pacientemente os romanos foram tomando casa por casa até entrar na cidadela interna e vencer a última resistência.
Os sobreviventes foram vendidos como escravos, a cidade destruída pedra a pedra e foi espalhado sal sobre as ruínas para que estas permanecessem estéreis e malditas para sempre. Esta atitude revela o medo que a memória de Aníbal ainda suscitava entre os Romanos.
Quando Mesinissa morreu, os Romanos optaram por uma política  de anexação: a pátria dos Cartagineses, que correspondia à parte norte da actual Tunísia, tornou-se a província da África, que possuía numerosas colónias e uma riqueza agrícola inesgotável, substituindo progressivamente a Sicília como principal fornecedor de cereais a Roma.

A destruição impiedosa de Cartago fez tremer o mundo civilizado do Mediterrâneo e o imperialismo romano revelava-se em todo o seu cinismo, obtendo resultados espantosos: em poucos anos o Mediterrâneo tornar-se-ia o "Mare Nostrum" - o seu mar.