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Bem Vindo ao blog Campo da Forca. Bloco de notas pessoais aberto a quem o quiser folhear.

18/12/14

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 24 - Segundo Modernismo em Portugal

24 - PORTUGAL: 2.º MODERNISMO
O Segundo Modernismo corresponde ao período de apogeu e declínio do regime de Salazar, centrando-se nos anos 40, 50 e 60. Nessas décadas são mais marcantes as influências do Surrealismo, do Neo-Realismo e do Abstraccionismo, sendo também de realçar as do Expressionismo e Gestualismo.
Com a colaboração de grandes arquitectos e escultores, as obras e monumentos públicos ganham uma grande relevância, sobretudo nas áreas do Urbanismo, Arquitectura e Escultura. Contudo, o Estado Novo apresenta um Modernismo contido, de um modo geral limitado a uma estética marcadamente nacionalista e saudosista.
Os pintores trabalham com um grau de liberdade bem maior do que escultores e arquitectos. Assim sendo, vários aproveitam também para expressar críticas ao regime, muitas vezes de forma velada, de modo a contornar a censura. Na ilustração oficial continua a tendência popular, agora de cariz nacionalista e propagandístico; mas uma outra se impõe, assumindo uma estética neorrealista, marcadamente antifascista.

Pintores referidos na sessão:
 António Pedro
António Dacosta
Fernando de Azevedo
Marcelino Vespeira
Cândido Costa Pinto
Cruzeiro Seixas
Manuel Ribeiro de Pavia
Domingos Camarinha
Rogério Ribeiro
Vieira da Silva
João Hogan
Luís Dourdil
Joaquim Rodrigo
Júlio Resende
Nadir Afonso
Fernando Lanhas
Carlos Botelho
Henrique Medina
Maria Keil
Querubim Lapa
Nikias Skapinakis - Tertúlia (1960)

Querubim Lapa - Desespero (1950)

Maria Keil - Painel de Azulejos "O Mar" (1958-59)

Henrique Medina - Rapariga da Galiza (1948)

Carlos Botelho - Ramalhete de Lisboa (1935)

Fernando Lanhas - 010.50 (1950)

Nadir Afonso - Composição Geométrica (1953)

Júlio Resende - Homem a Cavalo (1950)

Joaquim Rodrigo - Santa Maria (1961)

Luis Dourdil - (sem título, 1881)

João Hogan - (sem título, 1972)

Vieira da Silva - O Jogo de Xadrez (1943)

Rogério Ribeiro - Alentejo

Guilherme Camarinha - S. Jorge e o Leão

Manuel Ribeiro de Pavia - Apanha da Azeitona

Cruzeiro Seixas - A Chávena com Asa por Dentro (2001)

Cândido Costa Pinto - Decadência Outonal / Fadista (1943)

Marcelino Vespeira - Parque de Insultos (1949)

Fernando de Azevedo - Ocultação (1949)

António Dacosta - Cena Aberta (1940)

António Pedro - A Ilha do Cão (1941)
Nikias Skapinakis

02/12/14

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 23 - Primeiro Modernismo em Portugal


PORTUGAL: PRIMEIRO MODERNISMO

Designa-se por Primeiro Modernismo as tendências vanguardistas das décadas de 10, 20 e 30 do séc. XX. Esse período corresponde à Primeira República e à implantação do regime do Estado Novo que, no início, se apresentou permeável aos ventos da modernidade.
O movimento mais decisivo na introdução do Modernismo em Portugal foi o Futurismo, sendo também relevantes o Cubismo e o Expressionismo, A ida de pintores para Paris, nos primeiros anos do séc. XX, é decisiva para a implantação do Modernismo em Portugal. Desse grupo de pioneiros destacam-se Amadeo de Sousa Cardoso, Santa Rita e Eduardo Viana.
A caricatura e a ilustração de livros, jornais e revistas marcam uma presença importante, revelando duas tendências: uma que se cola a uma estética de contornos populares; outra marcadamente influenciada pela Art Deco.

Pintores referidos na sessão:
 Amadeo de Sousa Cardoso
 Guilherme de Santa Rita
 Eduardo Viana
 Dórdio Gomes
 José de Almada Negreiros
 Abel Manta
 Júlio Reis Pereira
 Mário Eloy
 Stuart Carvalhais
 Jorge Barradas
 Emmérico Nunes
 Bernardo Marques

Amadeo de Sousa Cardoso - Entrada (1917)

Guilherme de Santa Rita - Cabeça (c.1910)

Eduardo Viana - K4, Quadrado azul (1916)

Dórdio Gomes - Banhistas no Douro (1928)

José Almada Negreiros - Pierrot (1929)

Abel Manta - Jogo de damas (1917)

Júlio Reis Pereira - Família (c.1930)

Mário Eloy - A fuga 

Stuart Carvalhais - Jazz (1926)

Jorge Barradas - ABC (1927)

Emmérico Nunes - Voga 

Bernardo Marques - Civilização (1928)

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 22 - Naturalismo e outras tendências em Portugal


PORTUGAL: NATURALISMO E OUTRAS TENDÊNCIAS

Em Portugal, o Naturalismo é o movimento dominante no último terço do séc. XIX e nas duas primeiras décadas do séc. XX, ocupando grande parte do espaço que noutros países é partilhado por vários movimentos. Mesmo depois de implantadas as tendências vanguardistas, continuará a ter uma importância significativa. O Realismo, o Simbolismo e o Impressionismo foram pouco relevantes no panorama da pintura portuguesa, embora tenham influenciado os pintores naturalistas. A Arte Nova teve uma presença notável nas primeiras décadas do séc. XX, sobretudo nas artes aplicadas e decorativas.
O Naturalismo surgiu de forma pacífica. A última geração de pintores românticos aproximou-se da estética e da temática naturalista, enquanto vários dos seus discípulos viajaram por Itália e França, onde absorveram influências deste movimento.
Em Portugal, o Naturalismo caracteriza-se pelo registo de actividades rurais e domésticas, paisagens, convívios entre familiares e amigos, retratos, procissões religiosas, etc. Alguns pintores praticam também pintura histórica.
Neste movimento, merece especial referência o Grupo do Leão. Dele fizeram parte cerca de duas dezenas de pintores e intelectuais, que promoveram tertúlias e exposições com um impacto considerável no panorama artístico nacional.

Pintores referidos na sessão:
 Silva Porto
 José Malhoa
 Columbano Bordalo Pinheiro
 Marques de Oliveira
 António Ramalho
 Henrique Pousão
 João Vaz
 Aurélia de Souza
 Falcão Trigoso
 António Carneiro
 Rafael Bordalo Pinheiro
Silva Porto - Ceifeiras (1893)

José Malhoa - Bêbados (ou Festejando o S. Martinho), 1907

Columbano Bordalo Pinheiro - Antero de Quental (1889)

Marques de Oliveira - Costureiras (1884)

António Ramalho - O lanterneiro (1883)

Henrique Pousão - Cecília (1882)

João Vaz - O Sado

Aurélia de Sousa - Mulher a coser 

Falcão Trigoso - Rio com azenha

António Carneiro - A vida (1901)

Rafael Bordalo Pinheiro - Eça de Queirós (1890)

01/12/14

HISTÓRIA DA PINTURA DO SÉCULO XX: 21 - TENDÊNCIAS FIGURATIVAS II


21 - TENDÊNCIAS FIGURATIVAS II

Ao longo do séc. XX, vários artistas preferiram não abandonar a figuração, resistindo às tendências abstractas e aos radicalismos por vezes a elas associados. Mas também não se reviram completamente nos movimentos figurativos, pelo que criaram percursos muito próprios. Trata-se de um conjunto de artistas que resistiu às tendências mais vanguardistas, dum século que se caracterizou essencialmente por valorizar as correntes que se afastaram da realidade objectiva.

Por norma, estes pintores não trabalham isoladamente. De um modo geral, pertencem ou estão próximos de alguns grupos ou movimentos, deles seleccionando as influências que entendem. Parte deles apresenta influências de movimentos figurativos, não sendo, contudo, possível colá-los por inteiro a uma tendência.

Não se revendo nas tendências abstractas nem conceptuais, uma nova geração de pintores encontra nestes artistas um manancial de referências que pode abrir uma porta para uma nova e relevante etapa na História da Pintura.

Pintores referidos na sessão:
M. C. Escher
Rufino Tamayo
Balthus
Francis Bacon
Lucian Freud
Fernando Botero
Paula Rego
Eric Fischel
Escher - Cascata (1961)


Escher - Belvedere

Escher - Relatividade

Escher - Répteis

Escher - Mão com esfera reflectora

Tamayo - Duas mulheres à janela

Tamayo - Mulheres de Tehuantepec (1939)

Tamayo - O flautista (1944)

Tamayo - O trovador (1946)

Balthus - A rua (1933)

Balthus - A paciência (1943)

Baltus - O fruto dourado (1956)

Balthus - O gato (1989-94)

F. Bacon - Pintura (1946)

F.Bacon - Papa Inocêncio X após Velasquez

F.Bacon - Tríptico em memória de George Dyer

Lucien Freud - Rapariga com cão branco (1952)

Lucien Freud - Rapariga nua dormindo (1968)

Lucien Freud - Dois homens (1987-88)

Lucien Freud -Benefits supervision sleeping (1995)

Botero - Voltando para casa

Botero -Os Arnolfini após Van Hyck (1978)

Botero - Adão e Eva (1998)

Botero - Infanta Margarida após Velasquez (2005)

Paula Rego - A prova

Paula Rego - As criadas

Paula Rego - Dar de comer (2005)

Paula Rego - Bailarina avestruz

Paula Rego - Engolindo a maça envenenada

Fischel - Bad boy (1981)

Fischel - sem título (1992)

Fischel - Tourada em Ronda (2008)